As 5 fases do luto: o que acontece em cada fase?

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Por mais que detestemos, o ciclo da vida chega ao fim e é necessário para a própria natureza. Crescemos e vivemos com a certeza de que tudo findará, ainda que não haja preparação para perder alguém. Confira as cinco fases do luto e o que se passa em cada uma delas.

Negação

Uma das primeiras fases do luto é permeada por uma forte carga emotiva. A negação inibe contatos mais próximos com outras pessoas, dada à dor que este sente. Nesta etapa inicial, há um movimento em se levantar possibilidades a fim de reverter os fatos. Isso se caracteriza através de frases como “Se não tivesse acontecido?” ou “E se eu tivesse interferido?”.

Acredita-se que o Ego influencia nisso, já que se cria um mecanismo de defesa nessa fase. A dor é aplacada em pouco tempo, já que a aceitação parcial começa a surgir nesse período. Ela é fundamental para diminuir a:

Solidão

Como dito acima, o indivíduo em luto tende a se afastar dos demais. Parte disso se deve ao fato do medo em perder mais pessoas naquele período tão vulnerável de sua vida. Aos demais, é preciso ter em mente deixar que o indivíduo se sinta livre para sentir essa dor. Contudo, dê sinais de que sempre estará por perto.

Tristeza

Sendo a parte mais natural do processo, é perceptível uma falta de alegria em quem está de luto. Com a perda, também se foi uma conexão única e positiva construída ao longo dos anos. Ainda que o amor se preserve, a ausência da conexão física é dolorosa.

Arrependimento

Assim que perdem alguém, algumas pessoas costumam se arrepender de algumas atitudes. Anteriormente, acreditavam que o tempo era infinito e teriam todo o tempo do mundo para conviver. Quando a perda ocorre, entram em um estado de lamentação e pensam em tudo o que queriam dizer.

Raiva/Ira

Continuando as fases do luto, a segunda se condensa unicamente na raiva, seja do doente ou dos demais. Quem está de fora consegue sentir até raiva da própria pessoa, ainda que esta não tenha culpa e saiba disso. A vulnerabilidade do outro antes e depois de partir evoca a uma sensação de incapacidade em não poder ajudar.

Na fase da raiva o Ego não consegue selar o isolamento e negação da fase anterior. Com isso, a pessoa passa a questionar e lutar contra o evento em si. A ideia aqui é isentar a pessoa que partiu e defendê-la, exaltando suas virtudes. Mesmo que sem alguma resposta divina, o questionamento é elaborado com o intuito de extravasar.

Infelizmente, essa revolta dificulta bastante o relacionamento que a pessoa mantém com os outros. Alguns não conseguem perceber que esses mesmos indivíduos entendem o quanto essa explosão é necessária. Mesmo durante a sua raiva, tente cultivar a lealdade existente entre vocês e busque apoio.

Negociação/barganha

No terceiro caminho das fases do luto, que é a negociação ou barganha, as fases anteriores já foram subvertidas. Agora entra as ponderações, onde o indivíduo procura alternativas para aliviar a dor que sente. Nisso, acaba enfrentando:

Questionamentos

A ideia aqui é pensar em soluções alternativas para ter lidado com o problema enquanto ele estava vigente. A mente não descansa, já que vai e volta no evento a fim de procurar alguma falha cabível de intervenção. Mesmo que seja “inútil”, por assim dizer, o indivíduo inconscientemente tenta trazer paz a todos.

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Acordos

Ao procurar caminhos nos questionamentos, naturalmente se encontra a ideia de troca entre as pessoas. Por conta do amor que este sente em relação a quem partiu, a ideia é preservar a sua figura aqui. A autoestima não fala tão alto e ele acredita que o mundo estaria melhor com o outro. Em suma, o indivíduo quer ir no lugar de quem partiu.

Depressão

A depressão costuma figurar entre as fases do luto como a que mais dura na vida do indivíduo. Mesmo que não pareça que está sentindo, o indivíduo sofre bastante internamente. Não raro, é possível que a fase de isolamento retorne com mais força, ainda que oscile por muito tempo.

Acima disso, a sensação de melancolia, impotência, desesperança e culpa podem permear a sua interação social. Como se deve imaginar, é um campo de introspecção profundo, mas cuidado. Sofrimento e isolamento em demasia podem adoecer uma pessoa. Ao invés de caminhar até um status de aceitação, a mesma fica cada vez pior.

É nesta fase que a assistência dos demais é mais necessária do que nunca. Claro que é bastante difícil tirar alguém dessa situação, mas a ideia é se fazer presente para quando ele precisar. O depressivo precisa se dar conta da própria situação e trabalhar ela voluntariamente.


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Aceitação

Encerrando as fases do luto, a aceitação vem para fechar o ciclo da dor que este sente. Depois de desabar, sentir raiva, procurar alternativas e cair, a ideia é se livrar do peso negativo que o evento trouxe. Mesmo não sendo um cenário de alegria, é a oportunidade de agregar paz em sua vida. Com isso, a tranquilidade em relação à vida pode se instalar.

Na aceitação, o indivíduo passa a agregar a realidade e aceitar as coisas como elas são e aconteceram. Ao invés de focar em desespero, a serenidade apazígua a dor que este desenvolveu. Consequentemente, a saudade brota, marcando os momentos felizes que tiveram juntos.

Considerações finais: fases do luto

As fases do luto marcam um ciclo a uma nova versão da realidade de uma pessoa. Sem preparo algum, ela precisa aceitar a partida de alguém à qual ama muito e não se vê distante. A vida momentaneamente se torna a sua inimiga, já que qualquer momento feliz alheio é repudiado. Basicamente, se este está em luto, o resto do mundo precisa acompanhar.

Nessa fase, é imprescindível se manter perto de quem está de luto. Mostre que este não tem culpa em relação ao evento fatídico. Com bastante empatia, o ajude a se adaptar à nova rotina de ausência física e pressão emocional. Mesmo que seja difícil no momento, é a ajuda de terceiros que trará de volta alguém de um mundo cinza.

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