ID para Freud

ID para Freud: conceitos e significados

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Sigmund Freud cria a Psicanálise na segunda metade do século XIX, originou-se dos estudos como a neurologia, a medicina, a psiquiatria, a fisiologia e a filosofia, associado aos fenômenos psíquicos. A teoria psicanalítica continua sendo estudada no século XX e XXI como uma ciência que procura entender as causas do adoecimento psíquico. Continue a leitura e entenda o que é o ID para Freud.

O ID para Freud

Segundo Freud, existem três grandes acontecimentos que feriram o narcisismo humano, a primeira ferida foi feita por Copérnico quando afirmou que o homem não é o centro do mundo e o planeta terra não é o centro do universo.

A segunda ferida feita por Charles Darwin, quando afirmou que o homem é o resultado da evolução natural e a terceira ferida, feita por Freud com a criação da psicanálise e a teoria do inconsciente, dizendo que o nosso consciente é uma pequena parte do nosso aparelho psíquico e que o inconsciente tem muito mais importância nas nossas ações do cotidiano (SCHULTZ & SCHULTZ, 1992).

A psicanálise surge rompendo com a racionalidade e a consciência do homem.

ID para Freud: inconsciente e a primeira tópica

O principal ponto da teoria psicanalítica é o inconsciente, onde está concentrada toda a descoberta de Freud. Freud, então desenvolve a primeira tópica do aparelho psíquico, composta pelo consciente, onde ficam registrados os conteúdos de acordo com o prazer e desprazer que causam no indivíduo, o pré-consciente, pequeno arquivo de registro que possuem conteúdo latentes, que podem se tornar conscientes e o inconsciente, com conteúdo reprimidos, que não se tornam conscientes sozinho.

Freud explica que alguns conteúdos, que habitam o inconsciente, podem gerar sintomas no indivíduo e que só serão levados a consciência depois de superadas as resistências. No inconsciente estão guardados conteúdos filogenéticos e inatos, os conteúdos recalcados, que representam as pulsões, que se fixam nas fantasias primitivas que estão reprimidas.

Tais desejos inconscientes possuem uma tendência a realização, por meio do processo primário (LAPLANCHE &PONTALIS, 1992). Entende-se por pulsões, forças inconscientes, que fazem parte do processo primário, que impulsionam e que se originam no interior do corpo e são transmitidas para o aparelho mental, pressionando para uma descarga. Elas ocorrem antes do recalque ser constituído, mas mesmo com o recalque se formando, as pulsões apenas mudam para um tipo mais complexo de descarga.

O inconsciente

Cada indivíduo encontrara a satisfação de suas pulsões em objetos que estejam de acordo com sua história subjetiva. No inconsciente encontramos os medos, impulsos sexuais, experiências infantis traumatizantes, desejos irracionais e egoístas.

O ID e a segunda tópica

Freud desenvolve a segunda tópica do aparelho psíquico, constituída por três instancias, o Id, Ego e Superego. A segunda tópica vem para complementar a primeira.

A principal diferença entre as tópicas de Freud, foi que na segunda tópica não existe uma separação absoluta dos lugares apontados. Os limites entre o Id, Ego e Superego se encontram dependentes dos movimentos das pulsões, oferecendo uma maneira nova de pensar as relações do sujeito com a realidade.

Freud, (1923), utiliza o conceito de Id, que tem sua origem o pronome alemão da terceira pessoa do singular neutro (Es), para nomear uma das instâncias da segunda tópica, juntamente com o Ego e o Superego.

O ID para Freud

O Id seria formado pelo conteúdo, cuja natureza é pulsional e inconsciente. Seria o inconsciente da primeira tópica. Ainda por Freud, (1923), o Id, é o único componente da personalidade que existe desde o nascimento do indivíduo.

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Esta parte da personalidade é totalmente inconsciente e inclui os instintos primitivos do comportamento humano. O id é guiado pelo princípio do prazer, e faz de tudo para satisfazer seus desejos e necessidades. Caso esses desejos não sejam satisfeitos, pode causar ansiedade e tensão na pessoa. O bebe vai chorar caso tenha fome ou alguma dor, e assim o Id será atendido. O id faz com que as necessidades do bebe sejam satisfeitas.

Contudo a satisfação dos desejos e necessidades do Id nem sempre podem ser atendidas, se deixássemos ser totalmente dirigidos pelos princípios do Id, faríamos coisas que não seriam aceitas socialmente.

O ID e sua interação com o EGO

Segundo Freud, o ego é o componente da personalidade que lida com a realidade. Ele se desenvolve a partir do Id e garante que os impulsos do Id sejam realizados de uma maneira aceitável pela realidade do mundo.

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    O ego trabalha no consciente, no pré-consciente e no inconsciente, se esforça para satisfazer os desejos do Id de acordo com o que é aceito pela sociedade e pela cultura em que o indivíduo está inserido. Ele se forma no primeiro ano de vida.

    Em alguns momentos o Ego irá permitir os impulsos do Id, mas em momentos e locais apropriados. Existe um processo secundário, onde o Ego descarrega a tensão criada pelo Id, encontrando um objeto no mundo real que corresponda a imagem mental criada pelo processo primário do id.

    O EGO e a personalidade

    O Ego é a instância do centro da personalidade, sendo sua origem a parte do Id que possui contato com o mundo externo. Possui então uma grande parte inconsciente sendo a defesa da personalidade, além de ser responsável também pelas suas funções no consciente e no pré-consciente.

    Sendo assim, o Ego é capaz de acionar mecanismos de defesa, onde envia para o inconsciente um afeto que lhe seja desagradável.

    O ID e a sua interação com o SUPEREGO

    O Superego é a terceira instância da segunda tópica e age como um “juiz” em relação ao Ego. O Superego representa a autoridade dos pais, que durante a infância do indivíduo se alterna entre o amor e as punições, gerando angústias, se edifica pela absorção do superego dos pais, ou seja, dos valores que os pais transmitem aos filhos.

    O Superego é um componente da personalidade onde existe os nossos padrões e ideias morais adquiridos pelos pais e pela sociedade. Caso o Ego ceda aos desejos do Id, o superego pode punir o Ego por meio da culpa, insistindo para que o Ego se comporte dentro da moral por ele estabelecida. O Superego começa a surgir entre 3 e 5 anos do indivíduo.

    O Superego possui uma grande parte no inconsciente, uma parte no pré-consciente e outra no consciente. Existe o Eu ideal ou Ideal do Ego, seria como a pessoa deveria ser, representa as aspirações, como se comportar perante os outros, ou seja, como ser um membro respeitável da sociedade. Todo comportamento que não atinge essas expectativas pode ser punido pelo superego.

    Conclusão

    O Id, o Ego e o Superego se interagem e podemos observar como é fácil o surgimento de um conflito entre eles. Embora cada um possua características únicas, elas interagem e formam um todo, sendo que cada uma dessas partes contribui para como o indivíduo vá se comportar.

    A força do Ego seria a capacidade do ego em administrar todas essas forças produzidas pelo Id e Superego. Caso o Eu ideal de uma pessoa tiver padrões muito rígidos e exigentes, tudo que a pessoa fizer poderá ser considerado um fracasso por ela mesma.

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    O Id por sua vez, sempre irá satisfazer seus desejos o mais rápido possível e o Ego estará lá mediando essas pressões. Durante a terapia em psicanálise e o desenvolvimento de um processo de autoconhecimento podemos aprender a lidar com o funcionamento destas três instâncias e assim viver de maneira mais harmônica.

    Referências

    FREUD, S. O Ego e o Id (1923) . IN FREUD, S., Obras Completas de S. Freud, Rio de Janeiro: Imago Editora Ltda; 1969. LAPLANCHE, J.; PONTALIS, J.B. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1992. SCHULTZ, D.P.; SCHULTZ,S.E. História da psicologia moderna. 5. Ed. São Paulo: Cultrix, 1992.

    O presente artigo foi escrito pela autora Izabel Landro, estudante de Psicanálise.

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