Masculinidade tóxica: o que é? Significado e como lidar

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Ao longo do tempo, tivemos inúmeras provas de que a sociedade aprovava o comportamento abusivo dos homens. Tudo se resume a uma questão de cultura, visto que o comportamento deturpado indicava a “saúde masculina” e era algo culturalmente aceito por muitas sociedades. Entenda o significado de masculinidade tóxica e como isso nos afeta socialmente.

O que é masculinidade tóxica?

A masculinidade tóxica se mostra naquele tipo de perfil masculino pautado na agressividade, força bruta e opressão. Basicamente, se mostra como o ideal de masculinidade esperado e cultivado em sociedade, ensinando aos homens a terem comportamento bruto. Assim, qualquer ato tido como feminino nos homens passa a ser repudiado.

A masculinidade tóxica fica bastante evidente quando ensinamos os nossos garotos a relegarem suas emoções, por exemplo. Desde cedo é proposto que eles encarem um crescimento mais seco, violento, autossuficiente e preconceituoso. Dessa forma, não só meninos que diferem deste padrão de comportamento se tornam alvos, mas as meninas e posteriormente, mulheres, também são vítimas.

Problemas diretos

Esse tipo de masculinidade, ainda que almejada por muitos homens, prejudica gravemente a ala masculina de modo geral. Isso porque o comportamento está ligado diretamente com a expectativa de vida do grupo com esse comportamento. Como resultado,vida e saúde são afetados. Os homens vivem até sete anos menos que as mulheres, têm propensão a câncer e altas taxas de suicídio, homicídio e acidentes.

A alimentação da cultura

Infância

Mesmo que inconscientemente, a sociedade alimenta diariamente a cultura da masculinidade tóxica. Mesmo que estejamos no século XXI, ainda existem homens que acreditam e defendem um comportamento e postura mais rígidos. Dada à dinâmica da criação dos filhos, as crianças crescem imersas nessa atitude. O medo e coerção são os principais tutores.

Educação como proposta de intervenção

Contudo, a sociedade está mais atenta a esse quadro, promovendo iniciativas de mudança no círculo social. O assunto é polarizado, visto que muitos enxergam a discussão como um esforço desnecessário. Mesmo assim, cada vez mais pessoas estão se propondo a fazer uma mudança de perspectiva. A próxima geração precisa ser educada agora.

Sem dúvida, as maiores vítimas desse comportamento são as mulheres. Isso porque, desde cedo, os meninos são incentivados a serem misóginos e separatistas. Isso fica evidente nas brincadeiras onde as garotas não podem participar. Sem contar também que eles, em hipótese alguma, brincam com “brinquedos de menina”.

Características

É bastante evidente o trabalho interno construído com a ajuda da masculinidade tóxica. O comportamento acaba afetando a percepção dos homens em relação aos outros e a si mesmos. Por conta disso, suas personalidades acabam sendo moldadas, evidenciando traços brutos e quase que insensíveis. Isso fica bastante visível na:

Violência

Desde pequenos, os homens tóxicos são instruídos a se digladiarem entre si. Fazendo um paralelo, é como se fossem animais tentando assumir o controle do bando. Ademais, isso acaba atingindo outros indivíduos que se tornam alvos desse grupo, sendo mulheres, homens com traços diferentes, gays e negros em sua maioria.

Promiscuidade

Até hoje a figura do homem galinha é cultuada, valorizada e respeitada entre muitos. Isso porque é sinal de que o mesmo é vigoroso, forte e possui poder. Entretanto, quando se coloca a mulher no mesmo papel, ela é facilmente taxada de “vadia” e repudiada. Para muitos, o homem mulherengo é visto como herói.

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Busca por poder

O homem tóxico possui avidez em exercer o seu controle sobre os demais, especialmente com as mulheres. A sua dominância provém da agressividade em conquistar, de mostrar do que é capaz e até de um sadismo. Assim, quando este encontra o outro em posição diferenciada, se vale de sua brutalidade para subvertê-lo.

Azul é a cor do veneno social

Se a masculinidade tóxica carregasse uma bandeira, certamente a mesma viria completamente azul. Desde pequenos, somos educados de que existem cores para as meninas e aos meninos. É como se buscasse um padrão visual para determinar o que pode ser de garoto ou garota. Assim, seria possível elencar itens, cores e até formatos que favoreceriam esse ideal projetado do que é a masculinidade.

Adentrando mais nesse tema de envolvimento social, vale falar também das atividades que divergem de “um padrão masculino”. Por exemplo, meninos, em hipótese alguma, podem brincar com bonecas. Isso porque, na cabeça dos extremistas, seria um sinal de falta de masculinidade. Talvez esse pensamento explique a pouca participação dos homens em casa, uma vez que nunca brincaram de cozinhar, arrumar a casa e cuidar de um bebê.

Enquanto alguns homens se viam obrigados a fazerem determinadas atividades para pertencerem a um grupo, as mulheres lutam para sair da marginalização. Isso fica evidente hoje nas jogadoras de futebol, que não recebem reconhecimento igualitário da torcida e até de patrocinadores.

Exemplos

Em qualquer época que se imagine podemos encontrar exemplos claros da masculinidade tóxica. Ao longo do tempo alguns se modificaram, ficaram mais enraizados e até difíceis de se perceber. Por causa disso, a cultura se perpetua, gerando mais homens que acreditam nesse padrão arcaico de comportamento. Vemos isso em:

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    Menino não chora

    Independente de seu gênero, certamente você já ouviu que “menino não chora”. Desde cedo, os garotos são orientados a reprimirem as suas emoções enquanto se desenvolvem. Com o passar do tempo, os mesmos criam problemas em se relacionar com os demais. Já que não podem se expressar adequadamente, isso dificulta visivelmente seus relacionamentos porque não conseguem colocar o que estão sentindo para fora.

    A violência como resposta

    Assim que os meninos quebram o padrão tóxico masculino, alguma violência é ofertada como resposta. Isso fica evidente quando o garoto manifesta tendências mais sensíveis, como brincar de boneca ou interagir com meninas saudavelmente. Em geral, o pai é o maior responsável pela repressão, usando de violência para educar esse jovem.

    Divisão de tarefas

    Até hoje muitos homens têm dificuldade em entender que uma casa é mantida com a ajuda igualitária do casal. Não existe tarefa de homem ou mulher, mas, sim, o esforço conjunto para manter um ambiente de convivência adequado. Muitos homens desdenham da posição da mulher, as reduzindo como empregadas, mães e amantes. Para eles, a dupla jornada é algo irrelevante.

    Comentários finais sobre masculinidade tóxica

    A cultura em que estamos imersos é doente de certa forma, já que promove a supremacia do homem radical. Segundo ela, eles precisam ser brutos, insensíveis, violentos e segregadores, tanto quanto com relação às mulheres, quanto a outros homens. Qualquer comportamento que fuja desse padrão é visto como errado, precisando ser combatido.

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    É essa a proposta da masculinidade tóxica: subverter a sociedade a um encaixe nocivo a qualquer pessoa. O comportamento perpetua uma grade de violência que vitimiza os próprios praticantes, os tornando mais propensos a sofrerem lições dolorosas. A mudança não é uma escolha, mas, sim, uma necessidade urgente.

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    3 thoughts on “Masculinidade tóxica: o que é? Significado e como lidar

    1. Texto absurdo e completamente travestido de psicanálise. Está enviesado de uma visão pessoal do/a autor/a e não contém qualquer relação com a psicanálise.
      A Masculinidade Tóxica só por si merece ser discutida sobre os seus fundamentos e sobre os seus postulados técnicos. Será que existe Masculinidade Tóxica? E a Feminilidade Tóxica existe? Também houve tempos em que o comportamento homossexual era considerado patológico devido à leitura social que condenava esse comportamento. Mas como sabemos uma pessoa homosexual não é doente.
      Não se estará a patologizar comportamentos, que em muitas circunstancias são positivos, colocando-os sobre um chapéu de Masculinos, para com isso fazer avançar uma agenda persecutória contra uma ideia de Masculino?
      Em nenhum momento isso é reflectido no texto. Nem a sua relação com a psicanálise. Infelizmente Freud deve estar neste momento às voltas na sua tumba com esta instrumentalização da psicanálise para fins de agenda politica.
      Sugiro a revisão séria deste texto.

    2. Tenho muita pena que os moderadores e responsáveis desta página solicitem comentários mas depois não aceitem as respostas.

      Ontem escrevi um comentário que questionava a qualidade do texto sobre a Masculinidade Tóxica, que chegou a estar publicado, mas hoje verifico que o mesmo foi retirado.

      Em nenhum momento fui deselegante ou tive linguagem desapropriada pelo que o comportamento dos autores do site diz muito da sua conduta e da dimensão ética com que se pautam.

      Continuo a dizer que em termos substantivos este texto não tem nada a ver com Psicanálise e necessita de uma séria revisão, uma vez que não faz qualquer ligação técnica entre Psicanálise e a suposta existência de Masculinidade Tóxica.

      1. Jorge, sua contribuição é muito valiosa e suas observações são pertinentes. Os comentários às vezes demoram um tempinho para sem aprovados na página. Gratidão. Equipe Psicanálise Clínica.

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