Método Experimental em psicologia: o que é?

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A Psicologia buscar entender como os movimentos se manifestam e como se ondulam por nossas vidas, sejam naturais ou provocados. Para isso, conduzem uma espécie de estudo que tem como modo de investigação o método experimental.

Dessa forma, é possível estudar as mais básicas relações de causa e efeito entre fenômenos. Entenda mais sobre como essas pesquisas controladas analisam e desenvolvem nossos relacionamentos e vidas.

O que é o método experimental?

Basicamente, o método experimental consiste em experimentos que investigam as motivações de comportamento humano em determinadas situações do cotidiano. Assim, as ocorrências observadas são vistas de uma perspectiva atomista e determinista.

Isso quer dizer que o comportamento e as causas deles são observados com uma perspectiva mais específica e clínica.

Os pesquisadores observam o método como singular e divisível em partes mais discretas. Isso porque não deve haver interferências durante a sua realização, sob o risco de mudar os resultados desejados. Com base nisso, puderam associar diretamente o pensamento com a ação humana.

Dessa forma, conseguem construir as variáveis de uma situação, formulando hipóteses e encaminhando outras variáveis quando precisam de novos dados. Ademais, a fim de obter um resultado mais satisfatório, são rígidos quanto ao controle de variáveis. Isso ajuda a minimizar qualquer impacto sobre um determinado experimento em laboratório.

Parece difícil de entender, não é? No entanto, não se preocupe, ficará mais claro em seguida.

As experiências

O método experimental trabalha para manipular corretamente uma variável a fim de determinar se essas mudanças nela afetam outra variável. Assim, a fim de testar uma hipótese e verificar os resultados, os pesquisadores se mostram metódicos na pesquisa. Baseiam-se em atribuição aleatória, métodos de controle e indução e manipulação de variáveis.

Para otimizar o seu trabalho, os pesquisadores se adequam a vários formatos de experiências, sendo controladas por completo ou mais abertas. O experimento em questão vai depender de alguns fatores, como a hipótese trabalhada, os participantes e até os recursos disponíveis aos pesquisadores. Em geral, eles podem optar por:

Experiências em laboratórios

São os ambientes com maior controle possível, chegando mais perto do resultado almejado. São bastante comuns nesse tipo de estudo psicológico. Graças a um laboratório, fica mais fácil de outros estudiosos replicarem os mesmos experimentos aqui seguidos.

Entretanto, é possível que tudo o que aconteceu em um laboratório A não se repita em um laboratório B.

Experiências em campo

Dada à necessidade, os pesquisadores podem escolher fazer os experimentos em local aberto. Graças a isso, o pesquisador obtém resultados mais realistas e, portanto, mais satisfatórios. Contudo, o controle de variáveis aqui fica bastante comprometido.

Assim sendo, isso pode afetar diretamente o resultado quando uma variável de confusão é inserida ao momento.

Objetivos

O método experimental tem bases claras para a sua atuação. Por meio dele, é possível estabelecer alguns parâmetros sociais, a fim de estudar a sua natureza. É um trabalho minucioso, feito à base de cautela. Contudo, qualquer adversidade pode ser a pedra que conduzirá a uma avalanche, algo bastante indesejável. Graças a isso, a pesquisa tem objetivos claros:

Compreensão

O método experimental constrói uma visão mais alternada sobre como alguns processos florescem. Por meio dele, conseguimos registrar as ferramentas de que precisamos para elaborar um estudo mais completo e complexo, mas ainda assim compreensível.

Explicação

Ao observamos um situação controlada minimamente, podemos entender os fatores que levaram ao problema. Com base nisso, construímos uma explicação para o problema apresentado. Dessa forma, conseguimos identificar os catalisadores de combustão a cada movimento estudado.

Antecipação

O experimento vai muito além do problema apresentado em questão. Ele consegue levantar uma ficha que consta como esse ou aquele comportamento está acontecendo. Assim, as motivações são facilmente esclarecidas e expostas à luz de um entendimento mais acessível.

Grupos

Em quase todas as situações, pesquisadores não conseguem avaliar todo e qualquer membro de uma sociedade. Como resposta, escolhem um grupo para representar essa maioria, isto é, uma amostra. Os procedimentos serão focados nesse grupo em questão, avaliando as causas e os efeitos controladamente.

O papel do grupo é generalizar uma grande massa, isto é, ser base para uma inferência sobre determinada sociedade. No entanto, não é possível desconsiderar as particularidades do grupo analisado. Por meio disso é que se estabelece as conclusões necessárias para obter os resultados desejados.

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Assim sendo, a escolha é feita aleatoriamente, a fim de que os integrantes possam levantar as mesmas hipóteses ao serem indicados e escolhidos.

Em geral, para se chegar aos resultados são montados dois grupos. O primeiro é o experimental, onde será inserido e alterada alguma variável. O segundo é chamado de grupo de controle, onde não se espera que os indivíduos sofram qualquer influência quando expostos a essa variável. Essa separação permite uma melhor observação da situação.


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Exemplos

Para entender melhor o trabalho acima, verifique esses dois exemplos. De forma clara, traduzem mais facilmente como o método experimental pode ajudar a compreender uma dada situação. Por meio dele, conseguimos entender as reações e comportamentos de determinado grupo quando exposto a um elemento inesperado. Vamos a eles:

Efeito espectador

Esse se classifica como um fenômeno voltado ao público em situações comuns. Em suma, significa que uma pessoa tende a ser menos voluntariosa em ajudar alguém quando há mais pessoas por perto.

A ideia aqui é mostrar que quanto mais pessoas se concentram em um local e uma necessita de socorro, dificilmente esta encontrará a ajuda que precisa.

Um exemplo: alguém desmaia em um centro de grande movimentação. Quase todos indivíduos se mantém em expectativa de que alguém ligará para uma ambulância. O curioso é que quase todos possuem acesso a um telefone celular. Contudo, por que nenhum deles liga?

Fuga

Um pesquisador decidiu iniciar uma pesquisa com a ajuda de um gato. Prendendo o animal em uma caixa repetidas vezes, formulou os seus dados de análise. A cada nova tentativa do animal fugir, o pesquisador anotava o tempo em que havia ficado preso, quanto tempo demorava para sair… Etc.

Esta seria uma forma de avaliar como as variáveis impostas pelo pesquisador iriam interferir diretamente na fuga do gato. A cada nova tentativa, ele levantava informações que ajudariam a corroborar com a sua pesquisa. Assim, a partir disso, ele poderia abortar o processo, se os resultados não fossem satisfatórios, ou continuar os estudos.

O método experimental é um projeto guiado pela tentativa e erro. Repetidamente, se necessário, pesquisadores levantarão hipóteses para determinar as causas de determinados comportamentos a fim de obter um conclusão. O caminho para isso é induzir os indivíduos de uma amostra para a situação em questão, evitando minimamente qualquer interferência externa.

Graças a isso, podemos estabelecer um consenso entre um maior população. Isso permite uma visão hipotética de como estamos lidando com o hoje expostos a diversos fatores. Ainda que sua natureza seja complexa, a aplicação primária é simples e perfeitamente observável.

Já participou de algum de algum experimento com o método citado? Conseguiu por conta própria entender o que te motivou a fazer determinada ação em meio a uma situação inesperada? Deixe o seu relato abaixo e nos ajude a expandir esse estudo comportamental.

Lembre-se, em nosso curso de Psicanálise Clínica EAD é possível aprender a conduzir um estudo desenhado com um método experimental. A princípio parece algo muito difícil de fazer, mas a prática ajuda muito. Assim, não deixe de se matricular para aprender mais sobre o assunto!

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