o que é sexo

O que é sexo? 2 explicações de biologia e cultura

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A palavra sexo tem significados diferentes dependendo do contexto onde as pessoas a utilizam. Por isso, é  importante para todos entendermos o seu significado e como utilizá-lo em nosso cotidiano. Além de explicar o que é sexo, o artigo a seguir dará 2 explicações, uma para biologia e outra para cultura.

Significado de sexo na biologia

O que é sexo? Segundo a Biologia, sexo ou gênero serve como um marcador para diferenciar as características biológicas dos seres humanos. Ou seja, o sexo designa as diferenças anatômicas e fisiológicas nos órgãos reprodutivos das pessoas, determinadas pelos cromossomos X e Y.

Logo, o conceito de sexo para a Biologia se refere as características biológicas das pessoas. Assim que nasce, o sexo da criança é definido de acordo com o órgão genital dela.

Relação sexual

Na busca para entender o que é sexo, uma pessoa encontra o significado referente à relação sexual. Este já diz respeito ao ato de se estimular por meio de carícias, beijos e do contato íntimo com outra pessoa. Além disso, é possível estimular-se por meio da masturbação.

A relação sexual é feita com o objetivo de:

1 – Sentir prazer sexual,

2 – Relaxar,

3 – Procriar,

4 – Conhecer e desenvolver a própria intimidade.

O que é sexo na cultura?

De acordo com especialistas, o que significa sexo para a cultura envolve a construção educacional das pessoas. Além disso, sexo ou gênero também leva em conta construção social, histórica e cultural das ideias a respeito da feminilidade e masculinidade. Para muitas pessoas, essa visão de gênero é mais rígida. Portanto, considera apenas a discordância sexual e binária.

A diferença de gênero entre as pessoas sempre envolveu relações sexistas e de poder. Seja na ordem de trabalho ou social, quem é diferente do padrão de gênero heteronormativo é tratado diferente. Por exemplo, uma mulher negra que recebe menos direitos que uma pessoa branca.

A princípio, a questão de gênero na cultura serve para distinguir machos e fêmeas humanas. Entretanto, a construção do gênero ou sexo ocorre de acordo com a realidade social das pessoas. Assim, não guarda relação com a anatomia dos seus corpos.

Gênero e a biologia

Entendendo melhor o que é sexo, fica mais claro para as pessoas que gênero não reflete em mudanças físicas entre as pessoas. Ou seja, a anatomia ou os genes do ser humano não respondem o porquê das características do gênero variam entre as culturas. Logo, não é possível prever como um genótipo de uma pessoa influencia na preferência dela pela cor rosa ou interesse em carros.

Os genes não são vitais para construir a ideia de masculinidade ou feminilidade de uma pessoa. Contudo, a socialização do que se chama papéis sexuais ajuda no entendimento do que é ser mulher ou homem.

Logo, fica mais claro como mulheres e homens seguem papéis pré-determinados pela sociedade. Para a sociedade, os corpos e anatomia ajudam a determinar que as diferenças de sexo são naturais. Contudo, não existe um padrão que determine um gênero único ou superior aos outros.

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Para a sociedade, o comportamento também é sexo

Desde sempre a sociedade toma partido quando o assunto é gênero ou o que é sexo. Tanto que a sociedade cria expectativas a respeito de como uma pessoa deve pensar e se comportar em relação ao sexo atribuído a ela. Por exemplo, mulheres devem ser mais frágeis e homens mais viris.

Muitas pessoas entendem que o sexo atribuído a elas quando nasceram é diferente da identidade do gênero delas. Esse é o caso dos transgêneros ou transsexuais. Além disso, muitas pessoas não se identificam com um gênero ou sexo, os chamados queer. Quem se identifica com o sexo que “recebeu” e tem identidade de gênero compatível com ele é chamado de cisgênero.

Discussão

Existe um debate global para entender o que é sexo ou gênero e quais os efeitos legais dessa determinação. Na Espanha, por exemplo, já existe um projeto de lei em que as pessoas autodeterminam o próprio gênero de forma legal. Assim, não precisariam de processos psicológicos ou médicos para tal.

Porém, grupos feministas afirmam que essa legislação priorizará o gênero em vez do sexo designado. Segundo esses grupos, essa iniciativa afetará de modo negativo a proteção aos direitos femininos. Entretanto, os defensores dessa medida afirmam que essa medida incluirá mais pessoas sem apagar os direitos de outras.

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    A importância de discutir o significado de gênero na educação

    Já que as escolas servem como pontes para as crianças chegarem a sociedade, elas têm um papel importante na discussão de gênero. As instituições de ensino podem ajudar os jovens a entenderem o que é diversidade e respeito logo cedo. Não se trata de “ideologia de gênero”, mas, sim, de ensinar os alunos a inclusão em vez de segregação.

    Assim:

    A escola deve participar

    Participar da educação das crianças ajuda a diminuir a ideia de que o preconceito e a violência são naturais. Quando as crianças aprendem sobre a diversidade humana elas compreendem melhor a realidade social onde estão inseridas.

    Ensinar limites

    Uma escola nunca ensina aos seus alunos a se “desmoralizarem”, como algumas pessoas argumentam. A instituição ajuda a desenvolver a ideia de impor limites e respeitar o que é diverso, seja a diversidade social, racial ou sexual.

    Parcerias

    O diálogo entre os pais e a escola deve ser inclusivo. Assim, deve esclarecer e complementar o ensino escolar. Não se trata de destruir valores familiares, mas de ressignificá-los e complementá-los. Dessa forma, adicionando o que sabemos hoje sobre as questões de gênero. Como resultado, é possível ensinar as crianças a terem mais consciência social e serem participativas na construção de uma sociedade inclusiva.

    Considerações finais sobre o que é sexo

    Entender o que é sexo envolve repensar a ideia de que gêneros devem ser coisas opostas. Sexo vai além da anatomia, indicando que também é um assunto cultural e social e que as pessoas não são apenas uma coisa. Caso as pessoas continuem presas a contradição entre gênero, cultura e natureza, esse tema não terá avanços.

    O conceito de sexo envolve a construção do indivíduo, sendo que essa ideia de sexo não é algo artificial. Esse debate não afirma que as características anatômicas das pessoas não são relevantes. A questão é: por que organizar essas características anatômicas em apenas duas categorias? Não é mais possível ignorar as outras variações que existem.

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