sindrome do burnout esgotamento no trabalho

Sindrome do Burnout: esgotamento profissional

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Neste artigo, vamos falar sobre a síndrome do Burnout, também conhecida como uma situação de esgotamento psíquico cuja origem é a atuação profissional ou no mundo do trabalho.

O que é a síndrome do burnout?

Do inglês Burn = queima + out = externa, a síndrome do burnout também é conhecida como distúrbio emocional por esgotamento profissional. Ocorre quando há situação de trabalho bastante desgastante, com muita competitividade e / ou responsabilidade.

No burnout, a pessoa sente exaustão extrema, estresse e esgotamento físico devido ao excesso de trabalho. É possível desencadear depressão profunda, caso não seja identificado no início, por isso é extremamente importante a busca por um profissional capaz de direcionar o paciente a um tratamento eficaz.

Sintomas da síndrome do burnout

Os principais sintomas da síndrome do burnout são:

  • Cansaço excessivo, pode ser físico ou mental;
  • Alterações repentinas de humor;
  • Sentimentos de falta de esperança;
  • Sentimentos de derrota;
  • Dificuldade de concentração;
  • Insônia;
  • Dores musculares;
  • Dor de cabeça frequente;
  • Pressão alta.

Os sintomas iniciam de forma leve e isso pode dar à pessoa a idéia de ser algo passageiro, corriqueiro e que logo irá melhorar, por isso é comum que sejam ignorados ou tratados de forma inadequada.

Diagnóstico do burnout

O diagnóstico de burnout é feito por um profissional capacitado (recomenda-se psiquiatra e psicólogo) que possa analisar o paciente clinicamente, porém para os sintomas iniciais a ajuda de pessoas próximas como amigos e / ou parentes é fundamental, pois são estas pessoas que conseguem identificar mudanças no comportamento do paciente e então levantarem a possibilidade da necessidade da busca de um diagnóstico.

Tratamento da síndrome do burnout

O tratamento da síndrome do burnout é basicamente feito com acompanhamento de um psicoterapeuta em sessões de psicanálise, porém para alguns casos pode surgir a necessidade de administrar medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos.

O tratamento costuma começar a surtir efeito entre 1 e 3 meses após seu início, porém também pode demorar um tempo maior, dependendo do caso.

O paciente deve buscar a mudanças de hábitos onde ele possa mudar seu estilo de vida, fazer atividades físicas regulares e isso poderá ajudar no tratamento. Também é recomendado que a pessoa tire férias do trabalho.

Caso o paciente não siga o tratamento corretamente os sintomas podem o sofrer uma piora e o risco de desencadear depressão fica mais forte.

Síndrome de burnout e a pandemia de Covid-19

Com a pandemia e o surgimento da necessidade de distanciamento social muitas empresas acabaram seguindo o modo de trabalho remoto, também conhecido como home office (home = casa/lar office=escritório), e isso gerou a situação de unir o ambiente de trabalho ao doméstico.

Para muitas pessoas esta junção causou certa “confusão” e estas pessoas acabaram trabalhando horas extras para dar conta de seu trabalho, já que tiveram também que desempenhar os afazeres domésticos durante o dia.

O estresse e o medo da morte, a insegurança do futuro, o medo do desemprego, ter que coabitar com os filhos, ávidos por atenção e atividades, até então desempenhadas no ambiente da escola.

Tudo isso unido às cobranças da empresa e dos chefes, às pressões por resultados em um momento de baixa rotatividade de mercadorias, o aumento de reuniões online, a perda da convivência e trocas sociais no ambiente de trabalho, contribuíram para o desencadeamento e o aumento de casos de síndrome de burnout.

No atual momento, onde gradativamente retornamos ao convívio social, há uma tendência das empresas manterem seus empregados em um esquema de trabalho híbrido, em que alguns dias vai-se ao escritório e em outros trabalha-se de casa e é importante haver uma adequação do paciente para evitar a volta do estresse e o surgimento (ou ressurgimento) da síndrome do burnout.

Prevenção do burnout

Há várias formas de prevenção da síndrome do burnout, porém destaco abaixo as que considero mais eficazes e importantes:

Boa noite de sono – independentemente do número de horas dormidas, se a pessoa consegue acordar sentindo-se descansada isto significa que seu sono foi revigorante e surtiu o efeito desejado;

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    • Criar estratégias para diminuir estresse e diminuir a pressão no trabalho.

    • Adequar horários para conseguir fazer atividades de lazer com família e amigos, obtendo qualidade de tempo para distrair e “ fugir” do estresse;

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    Ir ao cinema, a um restaurante novo na cidade, ou seja, fugir um pouco da rotina;

    Evitar pessoas tóxicas, negativas, que estão sempre falando mal de tudo e todos;

    Definir pequenos objetivos, tanto pessoais como profissionais. Objetivos que sejam simples e fáceis de atingir;

    Evitar álcool, drogas lícitas e ilícitas;

    Nunca se automedicar;

    Conversar sempre com pessoas de confiança.

    Cabe ressaltar que esta síndrome pode ser prevenida e tratada, mas cabe ao indivíduo buscar seguir uma vida mais equilibrada e saudável e cabe à empresa e aos chefes buscarem alternativas para diminuir a pressão e o estresse sobre seus empregados.

    Isso é importante para proporcionar ambiente de trabalho mais amigável e tranquilo, onde o individuo possa sentir-se seguro para agir e reagir sem ter medo de falhar. A responsabilidade social de empresas é um fato que deve ser sempre levado em consideração para a manutenção da vida saudável da sociedade à qual pertence.

    Este texto sobre síndrome do burnout foi escrito por Adriana Gobbi, formada em Pedagogia e formanda em Psicanálise Clínica.

     

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