A essência da psicanálise inicia-se em entender o que é o sintoma e a relação que o sujeito mantém com ele mesmo.

Sintoma: Resistências e suas defesas

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A essência da psicanálise inicia-se em entender o que é o sintoma e o que nós percebemos por sintomas, Freud explica que se trata de uma relação problemática que o sujeito mantém com ele mesmo.

A capacidade de mascarar o sofrimento e esconder o que nos incomoda é presente em nosso cotidiano.

Melhor dizendo, está tão próximo que nos cega.

É uma das grandes características na prática clínica e em algumas intervenções que são feitas com pacientes, o qual não apresentamos nada de novo da fala dele.

Sendo que esse paciente falou por 50 minutos durante a sessão e a intervenção diante da fala é apenas fazer uma síntese do ele nos apresenta.

O Sintoma e a Fala

Assim, esquematizar e apresentar ao paciente apenas a estrutura discursiva para o sujeito se defrontar/encarar essa estrutura discursiva é um choque.

É nesse momento que o paciente se ouve diante simples síntese e reflete sua própria fala.

Percebemos que o sintoma sempre esteve diante dos olhos e conseguimos vê-lo.

É importante na discussão e o que se apresenta principalmente na questão de se lidar com a resistência e sua complexidade.

O trabalho analítico tem um processo de fazer com que o sujeito através das devidas ferramentas e meios possa encontrar o sentido do sintoma.

Esse exercício faz parte da essência da psicanálise.

A Resistência

No trabalho clínico a diferença é sutil, de que dar sentido sintoma ou meios para encontrar a raiz é muito delicado e também extremamente ético.

A preocupação fundamental do seminário I de Lacan é sobre a existência, a preocupação ética, a forma de pensar sobre a resistência e postura e ética.

Na percepção de Ana Freud sobre Ego e os mecanismos de defesa têm passagens interessantes a serem discutidas e diferentes formas.

“O Eu se apresenta como adversário do analista quando se mostra em observação cheio de má fé”.

Logo, devemos observar que, o Ego que se apresenta contra o processo analítico.

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A ideia de Ana Freud de que o ego impede a análise, é o ego resistindo e se opõe ao analítico.

Ego e Sintoma

Tendo o ego a importância que tem, o Eu objeto de análise, ou seja, a disputa de ego para ego.

Durante os estudos de textos freudianos, se colocar várias questões, do estudo do Ego na histeria diante de preconceitos.

Em 1900 o ego do e segundo momento Freud indaga o se compreende resistência ao trabalho analítico, focando possibilidade reais como: e se o paciente em análise perde um ente familiar (morte)?

Isso dá um rumo diferente à analise, então a reação chamamos de resistência?

Logo, Freud coloca em que o ambiente externo também abala a análise.

Em terceiro momento em 1915, o texto a Repressão ou O Recalque, a resistência se apresenta na consciência, mas é relacionado à distância do discurso do paciente daquilo que recalcado.

O Lado Contrário

Quando maior a distância do núcleo patógeno, menor a resistência, quando mais perto, mais resistência.

Ou seja, não é que o discurso está na consciência que é a propriedade do Ego, é uma propriedade do discurso.

Os escritos técnicos de Freud, a partir de 1915 com desenvolvimento do pensamento ao enfraquecer a resistência na medida do possível do processo analítico.

No entanto, os psicanalistas anglo-saxões transformaram a ideia em pensamento de combater a resistência do paciente, tal ideia fosse possível seria necessário trazer à tona conteúdos reprimidos.

Observe a ideia e diferente de Freud apresenta, e assim o centro da análise é o Eu do paciente.

A resistência centraliza com Eu, então surgindo a psicologia do Ego, se considerava que o paciente o influenciasse contra sua própria análise.

A Ética

Diante desse processo analítico, se pressupõe inevitavelmente a disputa entre o Ego do analista e Ego do analisando.

Em outra concepção sobre existência, há a importância da ética e do psicanalista não entregar o sentido do sintoma direto para o paciente.

E sim, dar a ele ferramentas para que por conta própria descubra esse sentido, e aos psicanalistas em como se trata com uma preocupação ética na escuta ativa.

Artigo escrito por Elane Araújo com exclusividade para o Blog do Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica.

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