Quando falamos de casamento já imaginamos aquela famosa frase clichê “felizes para sempre”, mas infelizmente não é bem assim que funciona.
Toda essa fantasia começa desde a infância, principalmente a partir dos desenhos de princesas que no final da trama simplesmente encontra o príncipe encantando num belo cavalo branco.
E que derrota a bruxa e depois casam e ali termina o desenho, como citei ou até podemos também como: novelas, filmes, romances (nem sempre termina como se espera numa história).
Tudo isso para mostrar que a vida é bela e fácil de se viver.
Porém, não é por aí que as coisas funcionam e quem diria que os relacionamentos fossem tão fáceis assim?
A Realidade no Casamento
Só que essa realidade justamente não é bem assim que costuma funcionar.
Nós somos seres humanos que erramos e acertamos constantemente sem ao menor percebere para compreendermos melhor tudo isso precisamos embarcar desde o inicio do namoro.
Onde ambas pessoas se encantam e principalmente começam a se conhecer e inicia-se aquela fase gostosa de descobertas.
O frio na barriga, aquela ânsia de sempre estar ali com a pessoa amada.
E aos poucos vão caminhando para um objetivo final “a chegada do casamento” é um percurso muito longo.
Parece que todos estão dispostos a tudo.
Fazendo o possível e o impossível, lógico que nesse percurso há momentos para desentendimento, por que sempre haverá algo que não concorde ou adaptação que ambos vão encontrar dificuldades.
Por serem de outras criações e pensamentos diferentes, mas precisamos de tomar um pequeno cuidado.
No começo não conseguem entrar num consenso entre os dois.
Lá na frente podemos até perder o controle e que muito das vezes acontece a separação.
Por brigas excessivas e outros motivos.
QUERO INFORMAÇÕES PARA ME INSCREVER NA FORMAÇÃO EM PSICANÁLISEErro: Formulário de contato não encontrado.
Os Entraves da Vida a Dois
E na maioria dos casais, desde até o namoro até o casamento, sempre acontece o maior problema.
Quando um do casal, só quer receber, e não está disposto a dar também.
Ou seja, quando me disponho de fazer o mesmo afim de troca do mesmo.
Por exemplo: “Quando eu dou carinho é por que gostaria de receber carinho, quando eu presenteio é por que gostaria de receber presentes, eu abro a mão dos meus gostos para não chatear e etc.”
Logo, ambos precisam ter essa ciência de que sempre haverá de abrir mão de certas coisas para que o outro não se chatear.
Uma pergunta para refletir: Será que estou disposto em abrir mão disso pela felicidade do outro?
E muito das vezes, precisamos refletir sobre isso por que casamento não é igual brincar de boneca.
A realidade no casamento é bem grande onde se exige muito das pessoas e na maioria não estão dispostos.
Sempre pensando no seu ego, irresponsabilidade afetiva, e outros fatores que impedem de que casamento dure.
A Fantasia da Idealização
Até a eternidade como juram no altar, ou melhor perante de Deus, no casamento.
Ao idealizarmos quando vemos um casal de senhores idades completando anos e anos de casamento, e falamos até aos outros “nossa, aquela época era melhor do que hoje!”
Essa idealização é tão banal, por que não é bem assim que as coisas funcionavam.
Eles também encontraram dificuldades, como encontramos nos dias atuais.
Não é por que lá era diferente, mas que eles fizeram de certa forma souberam vencer qualquer dificuldade.
Também abriram mão de muita coisa que hoje em dia não fazem, por ter um ego inflamado, e sempre querer uma razão que talvez para se sentir maior e por isso que a convivência.
Durante o casamento a rotina é um desafio que poucos estão dispostos a passar.
Os Desafios
Às vezes, as cobranças é um dos motivos que fazem com que o casamento se destrua, por exemplo: cobrança de demonstração de sentimento, ou seja, quando demonstro x e o outro y.
Muito das vezes, é que a maioria exige isso e um livro cujo qual é muito conhecido chamado “As 5 linguagens do amor” explica que cada pessoa demonstra um sentimento diferente.
Posso demonstrar falando, o outro pode demonstrar fazendo trabalho dentro de casa e por aí vai.
E até podemos ir mais além disso, com todos esses conflitos podem até influenciar na hora do ato sexual, por que pelas brigas excessivas e outros motivos que ambos fazem o casamento esfriar.
Ao se perguntar: como resolver esta questão?
A resposta depende de outro questionamento: será que você estaria disposto a romper esse egoísmo e começar a ver as coisas de uma forma diferente daquilo que possivelmente esteja errando e não enxergando que erra?
O Espelho na Infância
Para entendemos melhor essa situação, precisamos voltar na nossa infância.
Onde presenciamos situações em que nossos pais vivenciaram e de certa forma atraímos o mesmo.
Muito das vezes, não percebemos que fazemos no automático, e com isso até machucamos os nossos (as) parceiros (as) sem ao menos perceber que estamos vivenciando este ciclo vicioso.
Porém, nem sempre ele tem a culpa, é pelo simples motivo de projetar algo que foi vivenciado na infância e está se torna algo latente.
Portanto, para que o casal possa vivenciar um relacionamento mais duradouro e mais saudável, ambos precisam estar dispostos a abrir mão de várias coisas que vai prejudicar o relacionamento.
O relacionamento acaba entrando num conflito, por conta deste egoísmo mesmo que um não quer abrir a mão.
A Via de Mão Dupla no Relacionamento
Quando ambos estão dispostos abrir a mão e simplesmente lutar na mesma direção o casal dá frutos e aquilo que chamamos de amor.
O sentimento perdura, não é a rotina que estraga o relacionamento, mas a rotina de brigas desnecessárias que desgastam a maioria das vezes.
A falta de abrir mão e um querer ter sempre razão, a falta de diálogo, ambos desarmarem suas armaduras
Não há relacionamento que dure desta forma.
Para um casamento dar certo, vencer os desafios que a vida impõe ambos precisam de muito diálogo.
Ambos devem ter o desejo de chegar num determinado resultados em que possam estar satisfeitos.
O resultado em pró da melhoria do casamento e não em pró do seu ego, em que muito das vezes os casais conseguem trabalhar para si mesmo e é extremamente necessário trabalhar como via de mão dupla onde um dá o suporte ao outro para enfrentar a realidade e deixar toda a fantasia de lado.
Este artigo foi desenvolvido através do Trabalho de Conclusão de Curso de Formação em Terapia de Casais do aluno Ronan Wendell Verutti.
