erro conceito

Conceito de Erro segundo a Psicanálise

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Freud modificou o conceito de erro, ao admitir o erro como forma de conhecermos a fundo uma pessoa. O inconsciente tem barreiras, apenas pelo erro podemos ter pistas sobre o que foi reprimido em nossa mente. Neste sentido, Freud estudou a mente humana a partir das fantasias, dos sonhos, dos desejos, dos delírios, dos lapsos, dos atos falhos, dos impulsos não controláveis, das distrações e de tudo aquilo que podemos chamar de “erro”.

O conceito de erro e uma terapia casual com associação livre

Freud introduziu os conceitos e técnicas de psicanálise estudados até hoje. Ao longo das obras de Freud, pode-se perceber que, além do conceito de erro, dois pontos são mantidos:

  • sexualidade infantil
  • inconsciente

Não é possível esquecer que Freud foi o primeiro a discorrer sobre traumas emocionais, conflitos mentais, lembranças escondidas na mente. Destaca-se o caso de Anna O. No que se refere à teoria da psicanálise , ele descobriu adotou a associação livre. Então, durante a sessão, o psicanalista deixa o paciente falar, elaborar sua fala e se libertar, aos poucos, da dor da perda ou frustração.

O profissional não manifesta sua opinião durante as sessões, não sugestiona, dizendo como ele lidaria com aquele tipo de problema ou frustração. Ao contrário, é praticado o acolhimento e associação livre na terapia casual.

As primeiras entrevistas e a formulação de uma hipótese

O paciente vai, no decorrer do tratamento, superando resistências, sendo os conteúdos do inconsciente trazidos para consciência. Verifica-se a transferência, positiva ou negativa, sendo a primeira quando é permitido ao analista descobrir/interpretar conteúdos do inconsciente. Assim, tudo realizado com ética, não há imposição moral aos pacientes, mas deixa-se o mesmo tomar a decisão por si mesmo.

Freud sugere a prática de entrevistas preliminares, antes da aceitação de uma demanda para análise, cujo objetivo seria direcionar a transferência àquele analista específico. Ele irá gerar a produção de um sintoma analítico e uma demanda de análise.

Segundo Freud, o fim dessa entrevista marcava a entrada do discurso analítico. Isto é, nesse momento, o analista iria decidir ou não se trabalharia com aquela demanda.

Nas entrevistas preliminares o entrevistado faz associações livremente para que uma hipótese possa ser formulada acerca da estrutura do sujeito. O próprio paciente introduz os significantes necessários à sua análise. Verifica-se a transferência num nível simbólico, a retificação da demanda de amor e cura em analítico. E ainda, a elaboração por parte do analista de uma hipótese diagnóstica.

O prosseguimento ou não de uma análise

É nesse momento, que o psicanalista pode recusar-se a realizar a análise. Seja porque percebe tratar-se de um surto psicótico. Seja porque acha por não bem não levar adiante a análise.

O inconsciente e o conceito de erro

Freud, ao tratar do conceito de erro, comprova a existência do inconsciente, desejo e recalque nos sonhos e nos sintomas neuróticos. Há uma manifestação do inconsciente em erros e falhas cotidianas. Isto é , os atos falhos, muito conhecidos popularmente como a expressão de Chaves “Foi sem querer, querendo“.

Por isso, tais atos podem se manifestar na linguagem falada ou escrita, esquecimento e no comportamento, os quais, na verdade, não seriam simples falhas sem significados.

Ao contrário, nos permitiriam descobrir desejos, sentimentos, frustrações reprimidas no nosso inconsciente. Vamos falar sobre os tipos de atos falhos.

  • Ao tratar do conceito de erro, os atos falhos na fala seriam trocas de palavras.
  • Já os atos falhos de esquecimento seriam, por exemplo, esquecimentos em ligar para alguém que, inconscientemente, não se gosta.
  • Além disso, atos falhos no comportamento seriam , por exemplo, pisar no pé ou bater em algo sem querer.
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No decifrar da mente, percebe-se que cada ser humano é único, com experiências e família ímpar. Por isso, a psicanálise busca explicar o comportamento individual e social do homem a partir de uma única, força sexual ou libido. Eis o encanto e desafio do psicanalista que, para realizar seus trabalhos, não dispõe de instrumentos.

Portanto, ele lida com pacientes sem tocá-los, não prescreve medicamentos, apenas lança mão da total dedicação e estudos.

A existência de uma estrutura psíquica

Podemos citar também pesquisas e o máximo de trocas para atingir a finalidade que é a cura da psique, o desvendar do inconsciente de cada paciente único. Freud, em seus estudos sobre os mistérios do inconsciente, abordou a existência da estrutura psíquica. Inicialmente, topográfica com os sistemas inconsciente, pré-consciente e consciente e, posteriormente, estrutural com o id, o superego e o ego.

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O ID, se manifesta através do princípio do prazer, lutando para que os instintos venham à tona. Isto é, independentemente das consequências que esse prazer possa acarretar, sem nenhum conhecimento da realidade objetiva. O Id não aceita estados tensionais, frustração.

Já o Superego, é o representante internalizado dos valores, conforme foram interpretados pela criança através dos ensinamentos obtidos dos pais e sociedade. É a força moral da personalidade, representando o ideal mais que a realidade em busca da perfeição.

Tem como função inibir os impulsos do ID, persuadir o Ego a substituir objetivos realistas por moralistas. Ou seja, busca a perfeição, segundo os valores e tradições obtidos pelos pais.

Os componentes da personalidade de um paciente

O Ego, esse sistema é o mediador entre o ID e SUPEREGO. Direciona-se para o exterior, pois é a partir dele que o ser humano pensa sobre as consequências práticas daquilo que ele faz. Além disso, sobre os problemas que podem ser gerados através das suas atitudes.

Então, obedece aos princípios da realidade, formula um plano para satisfazer a necessidade do ID e faz um teste com alguma ação para saber se irá funcionar ou não.

Enfim, o Ego é a consciência do ser humano que determina suas ações e instintos ante aos eventos que se manifestam na vida real. Assim, utiliza-se de manobras, mecanismos de defesa como deslocamento, projeção, sublimação, para manter o equilíbrio da psique.

Desta forma, pode-se perceber que o ID é o componente biológico/instintivo, o Ego, psicológico e o SUPEREGO, social. Eles compõem a personalidade do paciente que é um ser integral e único. Entender como funciona cada um desses sistemas e sua relação entre eles, permite ao psicanalista conhecer a mente humana. Isto é, os mecanismos usados no inconsciente, o que facilitará os trabalhos realizados na psicanálise.

Conclusão

Eis aí o grande desafio do psicanalista : conhecer e desvendar os mistérios do inconsciente por meio do conceito de erro. Ele precisa prover o seu autoconhecimento, bem como auxiliar seu paciente, embasado nas teorias e técnicas da psicanálise.

Então, faz-se necessário desvendar seu inconsciente, as causas dos seus transtornos e conscientizá-lo que ele é o autor da sua história. Assim, sua história pode ser mudada a partir do conhecimento sobre si mesmo e de atitudes proativas diante da vida.

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2 thoughts on “Conceito de Erro segundo a Psicanálise

  1. Muito bom, esclarecedor. Gostaria de acessar os comentários feitos pelos vossos alunos, ainda não encontrei…

    1. Olá, Poliani. Você pode acessar nossa fanpage no Facebook, lá temos vários depoimentos de alunos. Equipe Psicanálise Clínica.

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