A feminilidade é um conjunto de comportamentos e atributos. Então, para entender melhor o significado deste termo, confira o nosso post!

O que é Feminilidade: significado, origem e exemplos

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A feminilidade é um conjunto de comportamentos e atributos. Assim, de modo geral, está ligada às mulheres e meninas. Dessa forma, para entender melhor o significado deste termo, confira o nosso post.

Afinal, o que é feminilidade?

Antes de mais nada, para compreender qual é o significado de feminilidade, é preciso fazer um adendo. Pois, este é um conceito cultural muito utilizado no nosso dia a dia. Contudo, é ainda bastante controverso nos estudos feministas.

Afinal, este termo foi definido de forma hegemônica e arbitrária numa sociedade muito patriarcal e machista. Portanto, esta normatividade sobre o que é ser uma mulher é muito questionada desde quando o feminismo começou a surgir.

Por fim, a palavra feminilidade é um substantivo feminino que tem o significado de dar uma qualidade ou caráter de uma atitude feminina.

A feminilidade no contexto atual

Ao longo dos anos, a mulher precisou abandonar algumas atitudes que faziam parte de ser feminina. Logo, essa necessidade surgiu de novo em um contexto que está nascendo para sobreviver a uma nova realidade.

Por exemplo, antes as mulheres ficavam em casa, cuidados dos filhos e esperando o marido voltar do trabalho. Algo que era considerado um dos aspectos femininos. Porque, hoje em dia, essa não é a única realidade. Pois, muitas mulheres precisam sair para trabalhar e garantir o seu sustento.

Desse modo, essa é uma conquista depois de muitas lutas feministas.  Entretanto, ainda há muito a ser conquistado para a independência das mulheres. Ou seja, ainda falta mulheres em cargos de liderança nas empresas e equidade salarial, entre outros aspectos.

Origens da feminilidade

Agora que compreendemos melhor sobre a feminilidade, em especial, no contexto atual e de forma mais genérica, nos aprofundaremos no que Freud dizia. No primeiro momento, o pai da psicanálise tentou explicar que a feminilidade está em paralelo à masculinidade.

Nesse sentido, ele atribui que há uma equivalência da passagem da menina à passagem do menino pelo Complexo de Édipo. Contudo, Freud adverte que há uma grande diferença entre o modo masculino e o modo feminino de passar por esse processo.

No texto “Sexualidade feminina”, o pai da psicanálise aponta que a menina passa por um tempo anterior à sua entrada no complexo de édipo. Assim como ocorre com os meninos, a menina tem a mãe como objeto de amor.

Assim sendo, quando a menina faz a sua entrada no édipo há dois movimentos:

  • o abandono da mãe;
  • o pai torna o seu objeto amor.

Saiba mais…

Ainda nesse artigo, Freud mostra que a menina tem dificuldade em realizar esse processo de abandono e de troca de objetos. Porque, isso está relacionado com o abandono do clitóris, a sua principal zona genital, por uma nova, que é a vagina.

Aliás, é fundamental explicar que para a menina o seu primeiro objeto de amor (mãe) vem de uma relação pré-edípica.

Por fim, o pai da psicanálise discorre que há uma grande possibilidade de a menina ter um imenso apego com o pai depois disso. Para Freud, esse complexo de castração pode ser que a mulher tenha um sentimento de inferioridade em relação ao homem. Assim sendo, a garota pode se posicionar de três formas.

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Primeira forma

Na primeira forma, há uma inibição da sexualidade. Pois, esta é causada por uma revolta contra a sua sexualidade. Isso ocorre porque há uma insatisfação da garota com o seu clitóris, que para ela é um se fosse um “pequeno pênis”.

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    Segunda forma

    Nesta segunda forma, a menina, ao perceber a castração do falo, começa a criar uma esperança de um dia ter esse órgão masculino. Aliás, isso é sustentado pela ideia de que um dia será um homem.

    Terceira forma

    Por fim, a terceira maneira ocorre quando a menina faz a troca, tornando o pai como objeto de amor. Então, Freud considera que essa é uma atitude feminina normal.

    Livro: “Feminilidade radical”

    Agora falaremos sobre a feminilidade em outra vertente. Para isso, tomaremos o livro “Feminilidade Radical”, escrito por Carolyn McCulley. Dessa forma, a obra é baseada nos conceitos de feminilidade na fé e igrejas cristãs.

    Além disso, mostra os papéis que devem ser desenvolvidos por mulheres. Nesse sentido, a autora inicia contando a história do feminismo, além de como e por quem ele surgiu.

    Para isso, Carolyn faz um paralelo com a Bíblia e todas as esferas que o feminismo luta, como trabalho e relacionamentos. Ademais, ela aponta que apenas este livro sagrado cristão pode trazer uma real beleza da feminilidade criada por Deus.

    Entenda mais…

    Contudo, o livro é voltado para um determinado tipo de público. Ou seja, pessoas que acreditam no cristianismo. Afinal, Carolyn traz um histórico sobre o movimento feminista. Ainda, alerta para que as mulheres não sejam influenciados, em alguns aspectos, por ele.

    Desse modo, a autora também explica que as mulheres não precisam ser anti-feminista, mas sim não depender deste movimento. Isso porque ter uma correta interpretação correta do Evangelho de Cristo já traz esses ideais de igualdade entre homens e mulheres.

    Então, existe feminilidade tóxica?

    Sim! Para entender melhor sobre o tema, precisamos esclarecer o que é feminilidade tóxica. Como já vimos ao longo do post, a feminilidade está atrelada a atitudes e comportamentos femininos. Já a palavra tóxica está relacionada a algo que tem a intenção de envenenar ou produzir efeitos nocivos.

    Então, a feminilidade tóxica ocorre quando os comportamentos femininos são apresentados e vivenciados de forma que tenha efeitos nocivos. Assim, esse processo é algo muito real na nossa sociedade., o que é triste.

    Afinal, mulheres precisam ter certas atitudes ou características, como ser magra e submissa para ser aceita na sociedade. Vale destacar que não tem problema em ter esses comportamentos. Contudo, quando isso se torna uma exigência para que as mulheres sejam valorizadas, isso acarreta efeitos negativos na vida delas.

    Saiba mais…

    Nesse sentido, há um lado muito perigoso nessa feminilidade tóxica. Pois, quando a mulher abraça o papel da submissão, ela aceitará humilhações e, até mesmo, a violência. Logo, a mulher que é refém dessa “feminilidade” crê que não pode confrontar ou apresentar uma opinião que seja diferente do que é aceitável.

    Assim, ocorre o feminino em desequilíbrio. Pois,  o sentimento de inadequação move mulheres. Como resultado, elas ficam aprisionadas. Ademais, elas aceitam cultivar relacionamentos abusivos, pois sempre vão querer agradar as demais pessoas.

    Por isso, é sempre importante que todos nós, tanto mulheres, quanto homens, estejam atentos a estes sinais. Afinal, a feminilidade é algo que caracteriza as mulheres, e não as julga ou as condenam para um destino cruel.

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    Considerações finais sobre feminilidade

    O termo feminilidade pode ser muito complexo, pois irá depender de qual ponto de vista que está sendo interpretado. Assim, tentamos trazer aqui no nosso post, vários olhares sobre o termo, como da esfera social, cristão e a da psicanálise, desenvolvida pelo Sigmund Freud.

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