formação da personalidade

Formação da personalidade para a Psicanalise e a Neurociencia

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Segundo o modelo topográfico e estrutural sobre a formação da personalidade de Freud, ela se forma por consequência de três instâncias psíquicas: Topográfico: Consciente, Pré consciente e Inconsciente.

 Formação da personalidade: Estrutural EGO, ID e SUPEREGO

Consciente Nessa instância temos tudo o que está acessível a nossa consciência, como: pensamentos lúcidos, sentimentos percebidos, memórias claras e tudo o que é objetivo. Aqui também se localiza o EGO, guiado pelo princípio da realidade, é mais racional (lógica), está relacionado com o cortéx pré frontal (sede da personalidade, importante para tomada de decisões) e o Giro do cíngulo do ângulo anterior ou supracaloso (tem a função de evocação de memórias e na aprendizagem, faz comunicação também com o sistema límbico, que controla as emoções) O EGO tem por função mediar o ID e o SUPERGO, para que haja um equilíbrio harmonioso entre essas duas instâncias para que não interfira de modo patológico na personalidade do indivíduo, e faz mediação também com o mundo exterior lidando com suas ameaças.

Como o ego é um sistema adaptativo, ele aprende e produz modificações em seu benefício, isso se for bem desenvolvido na infância, caso contrário, será mais difícil em lidar com certas situações que sejam ruins ou traumáticas, pois quando a consciência não consegue lidar com experiências que considera nocivas, o ego as reprime e elas são jogadas no inconsciente e isso pode provocar consequências no futuro.

Pré inconsciente e a formação da personalidade

Os conteúdos aqui localizados são de fácil acesso a consciência, tem por função servir de filtro para que certas lembranças não causem danos ao aparelho psíquico.

Sendo assim, atua como ponte entre o ics e cs. Aqui estão memórias e ou informações como: endereços, telefones, nomes e etc.

Inconsciente

Nessa instância são armazenadas todas as lembranças de experiências ‘’esquecidas’’ ou traumáticas que foram excluídas do consciente para a preservação do EGO e para a proteção do psiquismo. Deve-se mencionar que ele toma a maior parte do aparelho psíquico. Aqui estão localizadas as raízes dos problemas emocionais, os instintos e pulsões (ID) primitivas, memórias reprimidas e censuradas, e que não são evocadas a consciência voluntariamente, a não ser quando são elaboradas e representadas pela palavra.

‘’A “Memória Implícita (ou inconsciente)”, em realidade, é formada por uma grande série de processos, envolvendo, diversos sistemas diferentes do cérebro e localizados, nas profundezas do córtex cerebral. Assim, por exemplo, a associação de sentimentos como: medo, felicidade, pavor, pânico, desconfiança, ódio, amor, enfim, todos eles relacionados às “Emoções”, se relacionam, anatomicamente, ao “complexo amigdaloide” (ou amigdala), no lobo límbico.

Esta memória, é lembrada, durante a execução de uma atitude, sem a necessidade de fazer esforços conscientes, para se lembrar, chegando a serem, algumas, de natureza inconsciente e, às vezes, inclusive, nem temos a noção de que, estamos fazendo uso da memória, na realização, deste ou daquele automatismo.’’ (MOREIRA, Édisom, 2017, p.216-217).

Formação da personalidade e o ID

Quando falamos de ID, falamos sobre nossos desejos e impulsos mais arcaicos, regido pelo princípio do prazer, ele quer alcançar o seu prazer a qualquer custo. Não tolera frustração e os seus desejos devem ser atendidos imediatamente. Sua região tem relação com o tronco encefálico que atua na expressão das emoções (emoções e sentimentos são diferentes, as emoções são inconscientes e involuntárias, já os sentimentos são perceptíveis e podem ser conscientes e controlados).

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E por fim, o SUPERGO O SUPERGO faz parte de todas as instâncias, mas tem a sua maior parte submersa no inconsciente. Sua função é constituir a personalidade moral e social do sujeito, atuando como juiz, sendo uma barreira para que o ID não ultrapasse seus limites. Se forma em uma das fases do desenvolvimento psicossexual, o período de latência. É uma introjeção das exigências e da castração parental. Para uma boa personalidade, os pais devem passar a criança O ideal do EGO.

Ideal do EGO são os bons comportamentos, proporciona equilíbrio e harmonia psicológica, a sensação de prazer, orgulho e bem estar, sem a sensação de tensão ou culpa. A criança deve ter e obedecer a regras, mas que não sejam tão rígidas e ruins, para que o sujeito quando adulto não manifeste neuroses patológicas. A personalidade é o núcleo principal da nossa identidade, a nossa Essência. A personalidade é o aspecto da:

  • Mente
  • Comportamento
  • Emoções e dos sentimentos
  • Componentes genéticos
  • Variabilidade individual

Considerações finais

Freud em seu livro ‘’Além do princípio do prazer’’, relata que a melancolia no SUPERGO se percebe a cultura da pulsão de morte. A família geralmente é o principal vínculo e o mais importante que a criança tem desde a hora em que experimenta o mundo pela primeira vez.

Quando não há investimento libidinal necessário, corre o risco de gerar patologias de origem narcísicas no futuro, como o vazio, e a negligência pode gerar traumas mais profundos no psiquismo da criança Toda relação deve ser equilibrada, o cuidado, o amor, a atenção, sem negligências e sem excessos.

A boa saúde mental da criança e futuramente do adulto que irá se tornar é determinada pelo meio em que está inserida, pela criação que é dada e pelas experiências que vão aprendendo ao longo da vida, e que vão reforçar as pulsões infantis, que serão dominantes em suas ações.

O presente artigo foi escrito por Diovana Cristina dos Santos, e-mail: [email protected]

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