Entenda como o conteúdo latente revela desejos reprimidos e pulsões inconscientes por meio da interpretação dos sonhos.

Conteúdo Latente nos Sonhos: Entre Desejos Reprimidos e Pulsões Inconscientes

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Neste artigo, exploramos como o conteúdo latente presente nos sonhos pode expressar desejos reprimidos e manifestações das pulsões inconscientes, à luz da teoria psicanalítica de Freud. A proposta é compreender o papel do sonho como via de acesso ao inconsciente, revelando símbolos, traumas e defesas psíquicas.

A definição da interpretação dos sonhos

Definir interpretações dos sonhos não é apenas o sonho em si enquanto dorme, e sim registros do imaginário real do inconsciente. Logo, se entende que as interpretações dos sonhos na psicanálise, segundo Freud, são desejos, trauma latente que se interligam.

Apresentar interpretações dos sonhos segundo Freud é reconhecer que muitos sonhos desafiaram a compreensão simples, ou seja, são desprovidos de sentido lógico. Por exemplo, um indivíduo sonha com caixão e algumas interpretações dizem ser um reencontro com um amor antigo.

Segundo os sonhos religiosos, como os bíblicos: “o Faraó, no qual de sonho ele assistiu sete anos vacas magras e devorarem vacas gordas”; “em sonho, José teve o objetivo de orientar a família que abrigaria o filho de Deus”. A psicanálise não julga e é laica, plural; apenas compreendemos as defesas do ego e acessamos o inconsciente através do sonho, que é desejo reprimido.

Já para Jung, os sonhos são uma produção da mente, que reconstruímos de forma clara no inconsciente: desejos ou recalques. Freud afirma que sonhos são a realização de desejos não realizados por imposições sociais e morais.

O conteúdo latente e a via para o inconsciente

Dessa forma, quando estamos acordados, a associação livre é uma maneira de trilhar a defesa do ego e acessar o inconsciente. Uma vez que, enquanto estamos dormindo, é o momento em que o sonho vem e nos recorta de medos e desejos do inconsciente e nos faz de modo não literal, imaginário e não real.

Na primeira tópica freudiana, as interpretações dos sonhos são experiências, já que todos os sonhos estão ligados às memórias, experiências de infância e/ou recentes, sintetizando os estímulos sensórios reais externos e internos, os quais são restos diurnos.

O próprio nome diz: são recorrentes do que estivemos acordados e conscientes. O conteúdo do inconsciente reprimido, ou seja, o sentimento que esteve oculto dentro do nosso inconsciente: no sono é mesmo que lembramos que sonhamos, colocamos, deixamos solto e não controlamos o consciente (ego), e a mente se libera.

Classificações da expressão onírica

No entanto, existem dois conteúdos: manifestos, que são aqueles nos quais os indivíduos podem e/ou não se recortar, e o conteúdo latente, o qual está reprimido dentro do inconsciente. E podem ser classificados em deslocamento, condensação e representação/simbolização.

Lembramos que o inconsciente se manifesta de diferentes formas ao princípio do prazer, às formas de se adaptar entre defesas do ego, a enfrentar a pulsão sexual (princípio de conservação ao princípio de Nirvana – “de constância”) e até mesmo à pulsão de morte.

Desses, o indivíduo, em momento latente, ao nascer, alimentação, e a pulsão de vida ou princípio de conservação, que é, ou a pulsão sexual com o princípio da conservação de Nirvana, mantém a reprodução humana, preservação ambiental. Porém, a pulsão de morte se manifesta nos opostos.

As pulsões são as duas mais fundamentais: autoconservação – pulsão de vida, satisfação básica essencial e sexual, o libido e a humana, ou seja, não conserva e doa a vida, a destrói.

A pulsão de morte e seus reflexos simbólicos

Ressaltando que tal maneira interpretativa é a nível aceitável para se chegar ao inconsciente. Segundo Freud, na teoria, o indivíduo reprime experiências que mais tarde se tornarão algum tipo de sintoma físico. No caso das pulsões, é aquilo que o indivíduo manifesta, ligação diretamente a algo que possa ter acontecido e acabar por manifestar a calaxia.

Dessa forma, iremos caracterizar como o inconsciente do indivíduo os foram citados e classificados anteriormente:

  • Deslocamento: o indivíduo traz consigo no elemento sonho uma censura, a nível latente, substituída por fragmentos;
  • Condensação: o indivíduo funde várias analogias, vários elementos comuns em nível latente em um só;
  • Representação simbólica: para o indivíduo, o sentido latente revela o desejo por meio de compensação da realidade de quem sonha, ou mesmo desejos reprimidos.

O conteúdo latente entre fantasia, neurose e defesa

Resumindo, a interpretação dos sonhos nos ocupa em função de interligar um local da psique do indivíduo, que reprime no inconsciente memórias, traumas de infância ou manifestações por questões sociais (superego), moral.

E, quando se realiza o sonho latente, com o simbolismo não real, já que durante o sono o inconsciente, através do sonho, realiza alucinatoriamente desejos, e sempre sustentando a fantasia, o devaneio, consciente. Pois o sonho e a fantasia operam a neurose de modo a proteger o sujeito do real e do jogo, em pulsão de morte.

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Concluindo, a pulsão de vida vê a nossa percepção interna ao princípio do prazer. Com os princípios tópicos, há questões do id, e que, em sonhos e fantasias, são demonstradas, e algumas lembramos ou não ao despertar.


Artigo escrito por Elane Cristina De Araújo, Psicanalista Clínica e Infantil Instituto de Psicanálise Clínica Brasileiro – IPCB, exclusivamente para o Blog Psicanálise Clínica.

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