pais de Sigmund Freud

Quem foram os pais de Sigmund Freud

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Quem foram os pais de Sigmund Freud? Sigmund Freud era de ascendência judia. Seus pais viveram em uma cidade chamada Morávia, localizada em Freiberg, no território do Império Austríaco, hoje é chamada de Příbor, na República Tcheca. Seus pais foram da Galícia, uma província histórica localizada entre a Ucrânia Ocidental e o sudeste da Polônia.

Conheça os pais de Sigmund Freud

Jacob Freud, nascido em 1815 e falecido em 1896, foi um comerciante de lã, tendo apenas dois filhos, Emanuel (1833–1914) e Philipp (1836–1911), de seu primeiro casamento.

Sua família era composta de judeus de formação clássica e, mesmo distante da tradição, muitos o conheciam devido ao seu estudo da Torá. Jacob Freud e Amalia Nathansohn, esta mãe de Freud, sendo 20 anos mais jovem, foram casados pelo rabino Isaac Noah Mannheimer em 29 de julho de 1855. Kalamon Jacob Freud foi neto e filho de rabinos: o avô era o rabino Efraim e seu pai, o rabino Schlomo, que morreu dois meses antes do nascimento de Sigmund.

Jacob Freud foi o primogênito de uma família que trabalhava com o comércio judeu, de origem galiciana oriental. Assim, pode ser visto como um homem das Luzes, detentor de uma vida inteira constantemente focando nos conhecimentos e valores tradicionais do judaísmo.

Os pais de Sigmund Freud e o trabalho

Negociante de lãs, sem o conhecimento e a visão do trabalho na indústria, não obteve muito sucesso em seus negócios. Por isso, em 1859, sua família teve a necessidade de abandonar a cidade de Freiberg, na Morávia, atual Pribor, na República Tcheca e irem para Viena.

Jacob tinha a idade de 41 anos quando casou com Amalia Nathanson, vinte anos mais nova. Os pais de Freud foram casados em uma época em que os casamentos eram arranjados. Sua mãe Amália e seu pai Jacob tiveram 8 filhos em dez anos. Mas Freud já pode escolher a sua esposa, casando-se por amor. Sua esposa Martha lhe deu 6 filhos em 8 anos.

Na vida da família Freud, muitas tribulações ocorreram devido à condição da vida econômica incerta e por isso, várias mudanças de moradia foram necessárias.

A generosidade dos parentes

Assim, uma delas, Jacob e sua família precisam mudar para Viena, tendo ido morar no que tinha sido o gueto judeu, e assim passou por diversas moradias, nada mais que 6 vezes, indo de um apartamento miserável para outro, durante um período de 15 anos.

Jacob nunca teve um emprego a tempo integral outra vez. Até o dia de sua morte, passou a depender da generosidade de alguns parentes da família Freud e de Ignác Fluss, uma amizade nascida do passado de Jacob.

Os Freuds conheciam ao menos uma família judaica local, e a família Fluss, tendo como pai, Ignaz, vindo também de Tysmenitz e, da mesma, seguia a carreira de Jacob no mesmo negócio de lã, bem como o filho, Emil, era da mesma idade de Sigmund.

A presença dos pais de Sigmund Freud

Emil permaneceu por um bom tempo como um amigo, depois sua família precisou mudar-se para Viena, e outros familiares da família Fluss passaram a ter grande presença em diversos papéis importantes para Freud na adolescência. Ignaz Fluss, que também era um comerciante de lã, tornou-se o proprietário bem-sucedido de uma fábrica têxtil em Freiberg naquela época.

Amalia Nathanson era uma mulher de grande caráter, força para seguir em frente e notável inteligência, sem esquecer de uma incrível força de vontade, natureza temperamental e, em algumas situações, portadora de um egoísmo particular. Segundo a investigação de Ernest Jones, biógrafo de Freud, Amália costumava chamar Freud de “Meu Sigi de ouro”, nada mais como “meu menino de ouro”.

Amalia foi a mãe inspiradora do notável trabalho de seu filho Sigmund Freud, um médico neurologista, professor, pesquisador, escritor e sua principal função foi ser o criador da psicanálise. Freud entregou boa parte de sua vida ao estudo da psicologia humana e teve como base para o seu trabalho uma boa relação de convivência com sua mãe. Assim, diz ele: “Também em mim provei o amor pela mãe e o ciúme contra o pai”.

Conclusão

Amalia Nathansohn, como muitas outras mães na história, foi uma grande fonte inspiradora de todo trabalho de seu filho, bem como a maior motivadora por ter colaborado com a distinta carreira de Freud como psicanalista, devido a uma infância de cumplicidade entre eles.

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Amália tornou-se mãe de Freud com apenas 21 anos de idade, vinda também de uma família judia da Galícia, anexada ao Império Austro-Húngaro. Ela viveu a infância em Odessa antes de seus pais se mudarem para Viena. Era uma jovem bonita, cheia de vida, inteligente, sempre decidida em suas atitudes e que poderia demonstrar um comportamento e atitude tirânica, principalmente no que se relacionava com as filhas.

Assim, Freud teve uma família que, apesar da grande dificuldade financeira e, por isso, ter tido a necessidade de mudar de residência com frequência, ainda assim teve conhecimento e estímulo para tornar-se médico neurologista e finalizar como o Pai da Psicanálise conhecido por todos através da mudança dos séculos.

Este artigo sobre os pais de Sigmund Freud foi escrito por Sandra Araújo([email protected]), formada em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia, professora de português do Colégio Estadual Alípio Franca em Salvador e pós-graduada em Psicopedagogia com especialização em Psicanálise na Universidade São Bento.

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