PNL e inteligência emocional para a vida e o trabalho

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Você sabe o que significa PNL? Essa é uma técnica de inteligência emocional. Por isso, nesse artigo, mostraremos as principais características sobre o tema.  Assim, você saberá como aplicar o PNL na sua vida. Leia o texto até o final para não perder nenhuma dica!

Qual o significado de PNL?

Entenda que PNL é uma sigla que diz respeito à Programação Neurolinguística. Assim, o PNL se baseia em duas áreas de conhecimento: a psicologia e a linguística. A psicologia estuda o comportamento e a mente humana. E ainda, a maneira pela qual processamos as experiências de vida.

Já a linguística estuda o funcionamento da linguagem. Assim, a produção e uso da língua, além da interpretação são aspectos relacionados à comunicação humana. Linguagem e comportamento são partes fundamentais de toda pessoa. Então, o PNL une esses dois aspectos no método.

Assim sendo, a PNL trabalha com a maneira com que processamos nossos sentimentos. Ou seja, o modo como absorvemos as situações que passamos. Logo, a PNL aborda os aspectos cognitivos. Ou seja, os sensores de percepção, de memória e de raciocínio. Esses sensores agem em maior ou menor grau para cada pessoa.

Origens da PNL 

A Programação Neurolinguística surgiu em meados dos anos 1970. Os fundadores são o psicólogo Richard Bandler e o linguista John Grinder.  Com o objetivo de encontrar padrões comportamentais, eles estudaram o comportamento de alguns terapeutas famosos. São eles: a terapeuta familiar Virginia Satir, o desenvolvedor da Gestalt-Terapia, Fritz Perls e o médico hipnólogo Milton Erickson.

Assim, os fundadores desenvolvem uma “linguagem de mudança”. Esta linguagem reúne os conhecimentos da computação, da linguística com os comportamentos humanos verbais e não verbais. Com o tempo, o estudo ganhou mais espaço. Por isso, profissionais de sucesso de diferentes áreas, como artes e negócios são estudadas.

Desse modo, a PNL visa os diferenciais de comportamento que resultam em êxito. Logo, pessoas bem-sucedidas são modelos para os demais. Porém, cabe destacar que o sucesso não é apenas nas finanças. Assim, a ideia de sucesso é para todas as áreas da vida.

Programação Neurolinguística, segundo Steve Allen

No livro, Reprograme seu cérebro com PNL: o manual do usuário de seu cérebro, o autor Steven Allen define o PNL por meio de três aspectos.

Programação

Está relacionada a padrões de comportamento que você aprende e repete. Analisa os pensamentos internos e padrões de comportamentos que o ajudam a avaliar as situações, resolver problemas e tomar decisões.”

Nesse sentido, o autor enfatiza a programação com a ação de repetir. É então, a partir dessa fase que as pessoas avaliam os cenários, para assim, encarar seus problemas e buscar soluções.

Neuro

“Relativo ao cérebro e ao que acontece em sua mente. Analisa o uso dos seus sentidos para interpretar o mundo ao seu redor. Os processos neurológicos afetam seus pensamentos e emoções, sua fisiologia e comportamentos subsequentes.”

Segundo o autor, a parte neural, corresponde à maneira pela qual percebemos os cenários à nossa volta. E essa percepção é que conduz tanto nosso intelecto, quanto nosso físico.

A linguística na PNL

“Está relacionada a linguagem e como usá-la. Analisa como você usa a linguagem para se comunicar com os outros e influenciar sua experiência.”

Uma vez que somos produtores e consumidores da linguagem, é essencial comunicar para influenciar os outros. Por isso, o uso da linguística nesse método visa também as relações com as demais pessoas do nosso cotidiano.

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Os quatro princípios do método PNL

Entenda que o método PNL é uma ferramenta de autoconhecimento. Assim, quando olhamos para o nosso interior, conhecemos nosso eu. Assim, aprendemos a lidar com nossas percepções e sentimentos. Por consequência, as relações com os outros também são transformadas.

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    Para alcançar tais objetivos, a PNL tem quatro princípios.  São eles: rapport, resultados e objetivos, sentidos e flexibilidade. Para compreender melhor, veja cada um deles a seguir.

    1. Rapport

    Esse princípio refere-se à uma comunicação eficaz. O rapport tem como estratégia trabalhar o modo com o qual nos comunicamos com os outros. Assim, Steve Allen chama atenção para o foco e concentração entre as pessoas. Para a eficácia, é preciso estar atento à linguagem corporal, as técnicas de escuta, ao tom de voz e a escolha de palavras etc.

    Assim, a ideia é de que saibamos interpretar as expressões verbais e não verbais do interlocutor. Portanto, é fundamental dedicar atenção para absorver a mensagem que nos é transmitida. De modo semelhante, saber transmitir de maneira clara e coesa as informações.

    Porém, entenda que comunicação não está limitada apenas ao modo presencial. É preciso adaptar as técnicas para todas as esferas de comunicação. Portanto, o diálogo nas redes sociais, e-mail e telefone não devem ser deixados de lado. Lembre-se que com o mundo cada vez mais digital, as comunicações serão cada vez mais via internet.

    2. Resultados e objetivos

    Esse segundo princípio chama cada pessoa a refletir sobre o seu eu. É só a partir do autoconhecimento que identificamos o que queremos. Para isso, é necessário traçar metas reais e tomar decisões de maneira coerente. Por isso, esse exercício envolve pensar no futuro e como as decisões afetarão a sua vida.

    Segundo Allen, há uma razão para que as pessoas não realizam seus objetivos, “com frequência porque se concentram no que não podem fazer em vez de se concentrar no que podem fazer para alcançar a sua meta.” Assim, esse raciocínio traduz a capacidade de muitos em se concentrar nos aspectos negativos e fragilidades.

    Em vista disso, cada objetivo deve ser traçado com um plano. Isso faz com que não ficamos apenas sonhando. Ou seja, ser persistente. Observe e reflita que as pessoas bem-sucedidas são aquelas que não desistem. Mesmo com as dificuldades, elas insistem nos seus objetivos e trabalham para a conquista.

    3. Sentidos ou sistemas de representação na PNL

    Os sentidos aqui fazem referência aos aspectos visual, auditivo, cinestésico, gustativo e olfativo. Dessa maneira, cada pessoa pode ter um sentido mais aguçado que o outro. Assim, as percepções de um mesmo evento são diferentes para cada um. Uma pessoa mais visual, encontrará outras facilidades que uma pessoa mais cinestésica, por exemplo.

    São os sentidos também que influenciam o nosso ser e estar no mundo. Isto é, o modo pelo qual absorvemos as informações. Entenda que as recordações são intensificadas a partir das experiências sensoriais. Por isso, é importante compreender qual é o sentido das pessoas à sua volta. Tal estratégia se faz tanto pela eficácia da comunicação, quanto para a construção de relacionamentos mais sólidos.

    4. PNL e a flexibilidade

    De acordo com Steve Allen, “as experiências são individuais e cada pessoa terá sua própria interpretação, única, dos eventos. Dependerá de como experimenta os sentidos (…) e como interpreta as informações internamente. Cada pessoa cria seu próprio mapa do mundo“.

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    Por isso, o princípio da flexibilidade revela o quanto não existe a ideia de uma verdade absoluta. Isso porque depende da visão e percepção do mundo de cada um. Nesse sentido, é preciso lidar com as dinâmicas de mudança. Ainda mais com as situações que fogem ao nosso controle.

    A flexibilidade também faz referência nas falhas. Não devemos nos cobrar tanto pelas coisas que não funcionaram. Assim, é preciso estar flexível para mudar de ideia e se levantar. Já que o processo depende muito mais da nossa adaptação a cada tentativa.

    Com essa ideia de flexibilidade é possível também lidar com as críticas. Uma vez que cada pessoa tem um mapa do mundo, as crenças e valores também serão únicas. Portanto, compreender essa ideia ajuda nos nossos relacionamentos.

    PNL para o trabalho

    Saiba que a PNL pode auxiliar seu trabalho de diferentes maneiras. Para os profissionais que trabalham, ou almejam, em cargos de liderança esse método ajuda nas relações com os colegas. Ainda, ofecere ferramentas para manter o foco e realizar metas e objetivos.

    Assim, para ter sucesso, as equipes precisam estar alinhadas. Nesse sentido, usar as técnicas de rapport  para a comunicação é a chave do sucesso. Isso porque todas as carreiras dependem de uma comunicação eficaz entre os funcionários.

    No caso das pessoas que trabalham aconselhando outras pessoas, a PNL tem técnicas sobre as perspectivas. Ou seja, psicólogos, professores, coachs aprendem a ter empatia pelos sentimentos dos outros. E por isso, conseguem orientar seus pacientes e alunos.

    Portanto, a PNL serve para todas as pessoas que almejam o sucesso profissional. Dessa maneira, não se limita a uma área de atuação. O método ajuda a diferentes pessoas, independente de suas carreiras e ambientes em que pertencem.

    Inteligência Emocional

    Nesse sentido, a PNL funciona como uma técnica de inteligência emocional. Cada indivíduo reage de maneira específica às situações semelhantes. Tudo depende das vivências de cada pessoa. Isso porque cada um carrega uma bagagem emocional. E essa bagagem traz, em sua maioria, experiências negativas.

    Em relação à família, por exemplo, varia bastante. Não por acaso, a experiência daqueles que cresceram em um lar estável é diferente. E na maioria das vezes, positiva. As pessoas que crescem em uma família desestruturada, têm experiências negativas. Assim, a ausência dos pais prejudica o desenvolvimento psicológico de todos.

    Portanto, outros aspectos como as amizades, as relações amorosas e trabalho influenciam o nosso modo de pensar. Desse modo, a PNL visa o controle das emoções e pensamentos. Visando à inteligência emocional, aprendemos sobre o nosso interior.

    Inteligência emocional para Daniel Goleman

    Daniel Goleman é um renomado psicólogo norte-americano. Seus estudos sobre a inteligência emocional são referência no mundo todo. No livro Inteligência emocional: a teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente, Goleman mostra um modelo para o ensino de inteligência emocional.

    A ciência do eu e a alfabetização emocional

    A ideia do autor é que desde à infância devemos ser ensinadas sobre as emoções. Assim, a Ciência do eu fala do autoconhecimento. Dessa forma, as crianças devem ser ensinadas nas escola sobre o controle da emoções.

    Nesse sentido, a alfabetização emocional visa formar pessoas mais conscientes de suas emoções e de seus atos. Mesmo porque, viver em sociedade exige diferentes ferramentas para a vida com os outros.

    Autoconsciência

    Segundo o autor, a autoconsciência é “reconhecer sentimentos, e montar um vocabulário para eles e ver as ligações entre pensamentos, sentimentos e reações; saber se são os pensamentos ou os sentimentos que governam uma decisão; avaliar as consequências de opções alternativas; e aplicar essas intuições em questões como drogas, fumo e sexo.”

    É também a partir da autoconsciência que aprendemos a identificar nossas forças e fraquezas. Dessa maneira, de modo realista, a autoestima é melhor trabalhada.

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    Controlar as emoções

    “Compreender o que está por trás de um sentimento (por exemplo, a mágoa que dispara a raiva) e aprender como lidar com ansiedades, ira e tristeza.” Para Daniel Goleman, é essencial identificar as raízes dos sentimentos negativos. Portanto, uma vez que conhecemos os gatilhos, controlamos as emoções.

    Com o controle das emoções, há uma melhor tolerância às frustrações. E consequentemente, a diminuição de comportamentos agressivo ou autodestrutivo.

    Canalizar produtivamente as emoções

    Uma vez que controlamos as emoções, devemos canalizá-las de forma produtiva. Assim, o autor chama a atenção para concentrar os sentimentos em uma melhor comunicação com os outros. O foco na tarefa imediata tem como resultado a melhora do desempenho final em avaliações, por exemplo.

    Ler emoções e ter empatia

    Para Daniel Goleman, devemos ser capacitados para compreender a perspectiva do outro. Para isso, é necessário o desenvolvimento da empatia, ou seja, uma sensibilidade com as emoções dos outros. Por isso, o saber ouvir é essencial nessa jornada. Além disso, esse conhecimento nos ajuda a lidar com os relacionamentos.

    Inteligência emocional no trabalho

    A partir das ideias de Daniel Goleman, a inteligência emocional é uma ótima ferramenta no trabalho. Veja o que você pode melhorar na sua carreira:

    • solução de conflitos e negociação de desacordos;
    • solução de problemas em relacionamentos;
    • comunicação hábil e clara.

    Portanto, um bom profissional é amistoso e envolvido com o trabalho. Além de ser harmonioso em grupos, é bem visto e procurado pelos colegas. Assim, a pessoa preciso se mostrar preocupada, atenciosa e prestativa. Ou seja, contruir bons relacionamentos.

    Controlar o estresse

    A rotina de trabalho muitas vezes nos deixa estressados. Não é por acaso, sofremos diversas pressões, seja com prazos, seja com a produção. Ainda mais no relacionamento com os clientes. Assim, no livro O cérebro e a inteligência emocional: novas perspectivas, Daniel Goleman fala sobre os estímulos naa áreas pré-frontais esquerdas.

    Esta é a região do cérebro que geram as emoções positivas. Portanto, Goleman orienta “descansar regularmente de uma rotina agitada e chata para descansar e se recuperar. Reserve um tempo para “não fazer nada”: leve seu cachorro para passear, tome um longo banho de chuveiro, o que quer que lhe permita uma pausa da sua rotina agitada.”

    Outra maneira de controlar o estresse é por meio da atenção plena. O psicólogo Daniel Goleman explica que nessa estratégia “você cultiva uma presença de equilíbrio suspenso para a sua experiência do momento, uma consciência que não é julgadora nem reativa a quaisquer pensamentos ou sentimentos que surjam na mente. É um método
    muito eficaz para descomprimir e entrar num estado de relaxamento e equilíbrio.”

    Considerações finais sobre PNL e inteligência emocional

    A PNL e a inteligência emocional são duas estratégias que se relacionam. A partir delas podemos desenvolver técnicas para obter sucesso na vida. Por isso, há uma ênfase tanto na vida pessoal, quanto na profissional. Nesse sentido, ambos os método visam o autoconhecimento e controle das emoções e sentimentos.

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