Símbolo da mandala: visão de Jung e visão holística

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Ainda que a distância vigore, o mundo carrega diferentes interpretações aos mesmos objetos. Isso depende da cultura local, modo de vida e perspectiva quanto a mesma, já que cada um tem experiências próprias. Descubra o que Carl Jung e a visão holística têm a dizer sobre o símbolo da mandala.

A mandala através do tempo

A mandala é um diagrama com geometria perfeita que significa, literalmente, recipiente de essência. Ao longo dos anos, a figura foi usada por diversas culturas como forma de enviar ao universo suas pretensões. Em geral, era utilizada em rituais de meditação, oração e cura, a depender do local e época.

Os círculos podem ser vistos em culturas budistas, tibetanas, hinduístas e até em nativos americanos. Os índios navajo, assim como os monges do Tibet, usavam a areia para confeccionar as mandalas. Logo após, destruíram a figura que acabaram de criar. A ideia aqui é mostrar que a vida é um objeto extremamente impermanente.

Além desses, a figura era utilizada pelos maias em seus símbolos astecas e na configuração do próprio zodíaco. Por fim, também passou a ser utilizada na cultura cristã, servindo de apoio na construção de mosaicos.

A visão de Carl Jung

Foi Carl Jung quem introduziu a mandala no campo da terapia, bem como deu nome para ela no Ocidente. Jung traduziu que o símbolo se tratava de um movimento arquetipal da mudança interna. Ou seja, era um pilar poderoso que indicava crescimento interior e transformação. Para ele, a ideia não era alcançar a perfeição, mas, sim, nossa totalidade.

Na sua ótica, os símbolos eram tentativas inconscientes de alcançarmos uma cura interna, colocando ordem na nossa psique. Jung sempre desenhava uma nova mandala e defendia que a configuração atual indicava o seu momento interno. Os objetos serviam de parâmetro para ele observar as mudanças psíquicas que sofria todos os dias.

Ainda que não compreendesse bem em seu início, Jung acreditava que as mandalas representavam a ligação com nosso centro. Basicamente, para ele, funcionavam como um arquétipo universal, as usando para entender o psiquismo pessoal. Nesse caminho, mostrou que o nosso inconsciente e consciente se encontravam e se sintetizavam naqueles símbolos.

Visão holística

Para todos, a mandala traz o significado de um estado de existência harmônico e integrado do ser humano. Por meio dela, conseguimos entrar em contato com nós mesmos e unificar os diversos aspectos que compõem o nosso ser. Aliás, o símbolo representa as dimensões do nosso espírito, dimensões da consciência e o estado de iluminação que alcançamos.

De acordo com os nativos americanos, existe uma imagem específica que trabalha o contato direto com a vida. Eles a chamam de roda do medicamento, que se traduz como círculo da vida e representa o espaço sagrado. Além disso, o próprio Yin-yang, símbolo taoísta, é visto como um aspecto de mandala. Ele representaria aspectos nossos aspectos opostos e interdependência.

Benefícios da mandala

Tanto na cultura oriental, quanto ocidental, o símbolo da mandala traduz o seu significado em diversos pilares que precisamos em vida. Graças a isso, a mesma é reverenciada, cultuada e defendida, já que significaria nossa mensagem ao universo. Independente da visão, ambos chegam ao consenso de que se trata um processo de restauração, já que representa:

Harmonia

Ao desenharmos o símbolo, fazemos com que nosso inconsciente e consciente entrem em contato um com o outro. Isso permitiria uma maior harmonização existencial, já que nossas duas metades estão convergindo. Por meio de uma, a outra fala, externando nos símbolos o que guardamos e desejamos para nossa vida.

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Totalidade

Quando traduzimos as nossas vontades nos símbolos, integramos uma parte de nossa existência à outra. Não existe mais o que a mente quer ou apenas o que o corpo faz. Nos tornamos unos, preenchendo essas partes opostas, mas tão complementares. Isso possibilita a unificação e harmonia, tópico trabalhado logo acima.

Cura

Harmonizando e integrando cada peça do seu corpo, há uma maior centralidade e atenção a si mesmo. Quando nos compreendemos, sabemos quem somos, o que fazemos e do que precisamos. Por conta disso, entramos em um processo de manutenção constante de nossa mente e alma. Isso permite curar feridas psíquicas que nos atrapalhavam até então.

As cores na mandala

O símbolo da mandala não é um desenho aleatório formado pela nossa vontade de seguir um ritmo. Tanto a configuração quanto as cores dela condensam o nosso desejo ao universo. Ademais, as cores recebem um destaque especial, dizendo sem palavras o que buscamos ao momento. Cada uma possui uma mensagem única e todas podem se misturar entre si:

Rosa

A cor rosa representa a intuição, o desejo ao amor e ao feminino. Em geral, e inconscientemente, algumas pessoas a usam como forma de atrair ou resolver questões amorosas em suas vidas.


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Vermelho

Representa a força, paixão e energia em grande quantidade. Consequentemente, acaba ganhando destaque em pessoas mais agitadas.

Laranja

Significa um estado criativo maior onde a transformação vigora. Em suma, condensa a intuição e autoconsciência em relação aos projetos.

Amarelo

A cor amarela aqui significa aprendizado e felicidade porque remete diretamente à energia da vida.

Verde

O verde significa contato com o mundo natural. Por conta disso, temos maior acesso à cura física, carinho e às habilidades psíquicas.

Azul

A cor preferida de muitos induz à cura emocional, meditação e paz interna.

Roxo

Em suma, condensa todos os aspectos espirituais.

Preto

O preto indica uma reclusão ao mundo interno, mistério e pensamentos profundos. Dessa forma, costuma ser bastante utilizada na preparação dos símbolos.

Branco

Mais do que nunca, indica o seu foco e contato com o lado espiritual.

Comentários finais: símbolo da mandala

O símbolo da mandala é a representação física do nosso desejo ao universo em forma de círculo. Mais do que isso, condensa a nossa vontade de sermos completos e cíclicos como a própria vida. É a ponte que liga nossa parte interna e profunda a uma mais rasa e acessível. Com o tempo, passamos a identificar mudanças em nós e nas projeções.

Independente da visão que a protege, é preciso reconhecer que o símbolo da mandala é um processo que leva a uma cura interna. Por meio dela, entramos em contato com nosso interior e podemos buscar as respostas que tanto precisamos. Ouvindo a nós mesmos e nos enxergando por meio dos desenhos, chegaremos mais perto do que precisamos.

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