síndrome de Peter Pan

Síndrome de Peter Pan: sintomas e tratamentos

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Geralmente, quem apresenta a Síndrome de Peter Pan apresenta alguns sintomas. O medo de crescer e de assumir responsabilidades são alguns deles! Neste texto, você aprenderá um pouco mais sobre ela e sobre como tratar o problema!

A literatura associa a síndrome de Peter Pan ao medo de compromisso em alguns indivíduos que parecem se recusar a entrar de vez na vida adulta. Assim, o Complexo de Peter Pan se manifesta no desejo de não querer crescer, ou seja, continuar se comportando como criança.

A síndrome de Peter Pan parece atingir principalmente os homens e, geralmente, este transtorno se manifesta entre 20-25 anos. Assim, faz sentido associar o transtorno a um personagem masculino. Enquanto é possível perceber um desenvolvimento normal do intelecto, parece haver um bloqueio da maturação emocional.

De onde vem a síndrome de Peter Pan?

Quem deu o nome de “síndrome de Peter Pan” para o problema foi o psicanalista americano Daniel Urban Kiley. Inclusive, ele escreveu um livro que leva esse título, no qual explica melhor o problema.

Ele escolheu o nome em referência ao personagem literário criado por JM Barrie – um menino que se recusava a crescer. A história que você provavelmente já conhece foi popularizada por Walt Disney por meio de filmes para crianças.

Embora a classe médica não considere o problema como uma patologia clínica, trata-se de um transtorno do comportamento.

Comportamento

Quer tenham 25, 45 ou 65 anos, sejam solteiros ou estejam em um relacionamento, o medo do compromisso é o sintoma que mais caracteriza os homens imaturos.

Eles geralmente preferem se refugiar em um mundo imaginário rodeado de brinquedos e bonecas. Também há aqueles que mantém uma obsessão por videogames e desenhos animados, o que não seria problema se também não deixassem de assumir suas responsabilidades.

Na verdade, é difícil para esses homens aceitarem a realidade da vida adulta em várias instâncias distintas. Essa dificuldade indica o quão grande é seu desconforto e sua ansiedade em crescer. Consequentemente, a persistência em um comportamento infantil de modo geral e nos relacionamentos que essas pessoas mantêm pode levá-las à depressão.

Saiba mais

O exemplo mais famoso que podemos citar é, sem dúvida, o do cantor Michael Jackson, que apresentava características de alguém que sofria da doença de Peter Pan. Um desses indícios parte do fato de que o cantor construiu um parque temático privado em sua própria fazenda, chamada Neverland (Terra do Nunca). Caso não saiba, esse é o mesmo nome do país imaginário do personagem criado por Walt Disney.

Sintomas

Os sintomas da síndrome são numerosos, mas Dan Kiley apresenta sete principais em seu livro “A síndrome de Peter Pan: os homens que se recusaram a crescer” publicado em 1983.

Fobia de compromisso

Como dito anteriormente, um dos sintomas mais reveladores do desenvolvimento dessa síndrome é a fobia de compromisso, mas esse não é o único.

Paralisia emocional

Trata-se da incapacidade de expressar as emoções que sentem sem saber como defini-las ou expressá-las desproporcionalmente por meio de riso nervoso, raiva, histeria.

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Gerenciamento pobre do tempo

Achando-se jovens, pessoas que sofrem com a síndrome adiam as coisas para mais tarde. Fazem isso a ponto de acabarem agindo apenas nos casos de uma emergência e não têm consciência da morte. Mais tarde, homens assim podem se tornar hiperativos no intuito de compensar o tempo perdido procrastinando.

Relacionamentos superficiais e breves

Essa dificuldade de aprofundar os relacionamentos, também conhecida como impotência social, ocorre apesar do medo da solidão e da necessidade de laços duradouros.

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    Algumas outras características em pessoas com a síndrome são:

    • a incapacidade de reconhecer e assumir suas responsabilidades. Colocar a culpa em outra pessoa é algo sistemático;
    • sentimento de raiva em relação à mãe, o que leva à uma procura por se libertar da influência materna- contudo, sem conseguir. Percebendo que eles estão fazendo a mãe sofrer, desenvolvem um sentimento de culpa como consequência;
    • desejo de estar perto do pai – até chegar ao estágio de idolatria da figura paterna – sempre em contraponto com a constante necessidade e aprovação e amor;
    • problemas sexuais, já que sexualidade não lhes interessa muito e, em geral, as experiências sexuais ocorrem mais tarde.

    Por fim, homens assim também podem adotar uma atitude machista para camuflar melhor sua imaturidade e seu medo de serem rejeitados.Dessa forma, eles tendem a pensar que seu parceiro deve amá-los com amor materno incondicional.

    No entanto, um Peter Pan não precisa apresentar todos esses sintomas ao mesmo tempo. Há diferentes graus para considerar e, não raro, é difícil identificar em qual deles a pessoa se encaixa.

    A síndrome de Peter Pan

    Ser afetado por esse transtorno não impede que esses adultos com comportamento infantil levem uma vida que pareça “normal” . Os Peter Pan são seres sociáveis porque têm facilidade de se cercar de amigos graças ao seu humor e à imagem de cômico ou de bom amigo que refletem naturalmente.

    Dessa forma, imitando os que estão ao seu redor, também podem evoluir em um ambiente familiar “tradicional”. Ou seja, eles podem ter emprego, filhos, estar casado, ser casado etc. No entanto, essas relações e conquistas podem ser experimentadas simplesmente como uma mímica e não por vontade genuína. Levando de alguma forma uma “vida dupla”, pessoas assim têm mais dificuldade para valorizar o mundo adulto e o ambiente em que estão.

    Além disso, não estando em sintonia com o seu dia a dia, só se sentem realmente à vontade na sua bolha. Quando se isolam, aumenta o fosso entre a realidade e a sua imaginação. Em um grau mais avançado da síndrome, esses indivíduos fugirão de todo engajamento com outras pessoas e não aceitarão nenhuma responsabilidade.

    Como explicar o desenvolvimento desta síndrome e quais as suas causas?

    A pessoa que sofre com esse comportamento se refugia em um mundo imaginário para escapar das responsabilidades dos adultos. São homens que não querem crescer.

    Contudo, este desejo de não crescer e a vontade de prolongar a infância não são sintomas sem causa. Eles podem ser explicados pela ausência de uma etapa de vida que é fundamental para o desenvolvimento e equilíbrio de cada ser humano.

    Na verdade, em vez de passar pelos vários estágios psicológicos e fisiológicos que ocorrem normalmente entre a infância e a idade adulta, as pessoas com a síndrome de Peter Pan parecem não passar pela adolescência.

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    A explicação para esse pulo entre uma etapa e outra se dá por traumas emocionais sofridos durante a infância. Alguns problemas observados com frequência são:

    • falta de amor da família,
    • um lar compartilhado por parentes com algum tipo de vício,
    • uma família em que um dos responsáveis pelo adolescente é ausente,
    • a morte de um ente querido.

    Principalmente no caso dos indivíduos sob a responsabilidade de alguém com vícios ou ausente, a criança pode ter que tomar a cargo de certas tarefas domésticas. Um exemplo disso são os filhos mais velhos que aprendem a cuidar de seus irmãos menores, assumindo então a responsabilidade do outro.

    Considerações finais sobre a Síndrome de Peter Pan

    A cura da síndrome de Peter Pan é possível, mas negar o problema costuma ser um impasse para o tratamento. Portanto, é necessário que a pessoa doente reconheça o próprio distúrbio de comportamento. Em seguida, será possível tratar a pessoa com psicoterapia.

    Com vontade de mudar de vida, fica mais fácil encontrar as causas desse transtorno. Consequentemente, o responsável pelo tratamento consegue encontrar meios para trabalhar na raiz do problema.

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