o que é antropofobia

Antropofobia: medo de gente ou da sociedade

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Antropofobia é caracterizada por um medo extremo, injustificado e irracional de gente ou da sociedade. Sendo assim, pessoas vítimas dessa fobia possuem grande dificuldade de se relacionar com o outro.

Essa fobia, por sua vez, pode ser confundida com outros tipos de fobia social, visto que, por exemplo, a diferença entre ela e a própria fobia social é bastante sutil. Entretanto, há alguns pormenores que devem ser analisados no momento do diagnóstico da Antropofobia.

O que são fobias?

As fobias são medos comuns em estado de agravamento, ou seja, é uma condição de um medo banal, comum a todos os seres humanos, só que de maneira extrema. Posto isso, essa condição de exagero durante o sentimento de medo é considerada uma fobia. 

Nesse sentido, um indivíduo refém de alguma fobia passa a sentir medos constantes, de forma extrema e injustificada, sentindo-se continuamente em estado de perigo e alerta. Logo, as fobias chegam a limitar a vida do sujeito que a enfrenta, sendo, então, considerada um transtorno mental.

Esse transtorno mental deve ter diagnósticos e tratamento por ajuda de profissionais, como psiquiatras, psicólogos e/ou psicanalistas, para que a pessoa não desenvolva ainda mais obstáculos em sua rotina. Dessa maneira, é necessário dar atenção aos indícios e sintomas das fobias para, então, avançar em uma melhor qualidade de vida.

O que é antropofobia?

A antropofobia é considerada um medo irregular e descabido, bem como extremamente intenso, de pessoas no geral. Isso quer dizer que pessoas vítimas dessa condição possuem um medo injustificável de outros seres humanos, ainda que estes sejam seus amigos ou integrantes de sua família. 

Tendo isso em mente, o que configura a antropofobia na vida de alguém é a maneira com que ela se sente perante outros indivíduos ao seu redor, sendo eles estranhos ou conhecidos. Desse modo, um sujeito antropofóbico é alguém que acha todos os outros seres humanos ameaçadores, sentindo-se, portanto, em extremo perigo ao redor deles. 

No entanto, ainda que uma pessoa antropofóbica tenha consciência de que seu medo não tem lógica, essa condição é um transtorno mental. Nessa perspectiva, quando não tratada a antropofobia, pessoas vítimas desse quadro passam a ter os ciclos de suas vidas afetados, como relações interpessoais, ambientes compartilhados em comuns e até mesmo estados de codependência. 

Os indivíduos que possuem antropofobia estão com constante medo de gente e da sociedade e, por essa razão, evitam, em muitas vezes, contatos frequentes. Desse modo, é comum que eles passem a evitar interações e desenvolvimento de relacionamentos, por exemplo.

Sintomas da antropofobia

Os sintomas da antropofobia podem desencadear transtorno de ansiedade e ataque de pânico, pois o simples fato de pensar em socialização já pode causar um grande gatilho na mente do antropofóbico. Nesse sentido, o medo é tão constante ao ponto de paralisar a vida dessas pessoas, deixando-nas reclusas e dissociadas, fechadas em si mesmas e antissociais. Dentre os sintomas mais comuns estão: 

  • Desculpas e recusas constantes de eventos sociais, sendo eles com pessoas conhecidas ou estranhas, mudando a todo custo os trajetos;
  • Sensação de pânico ao pensar em conhecer novas pessoas e criar vínculos pessoais;
  • Sensação de sufocamento, falta de ar, taquicardia, tremores, choros, aumento da pressão arterial e suor excessivo são alguns dos sintomas físicos, referentes às crises de ansiedade e aos ataques de pânicos desenvolvidos pelos antropofóbicos. 

É mais do que fundamental buscar ajuda para tratar esses sintomas, ainda que com mecanismos de autoajuda, como técnicas de respiração, meditação e até mesmo exercícios corporais. Antes de qualquer coisa, ter consciência de seu estado, isto é, reconhecer que está em quadro de medo excessivo e injustificado de pessoas e da sociedade, é o passo principal para procurar uma melhora. 

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Medo de pessoas

Sentir medo é algo que todos os seres humanos enfrentam. Isso se deve ao fato de que esse sentimento é instintivo, ou seja, já é um condição natural das pessoas. Porém, quando esse medo passa a afetar de maneira drástica a vida de alguém, situações que prejudicam a saúde, ele passa a ser uma fobia.

A antropofobia é considerada um medo de gente ou da sociedade, e em muitos casos, ela é confundida com a fobia social. É claro que as diferenças são sutis, por isso devem ser ter análise e diagnósticos por profissionais da área. 

Dessa forma, as circunstâncias em que se apresentam esse medo exagerado são bastante aparentes, por exemplo: medo de trocar diálogos até mesmo com mãe, pai, irmãos e amigos. A pessoa vítima da antropofobia instintivamente não separa esse medo entre pessoas desconhecidas e pessoas de seu círculo afetivo, isto é, o medo é universal.

Evitar sair de casa, ir a reuniões familiares, festas de amigos, lugares públicos e comerciais, parques, restaurantes e praças é comum a essas pessoas. Nesse sentido, elas passam a desenvolver mecanismos para recuar de trajetos e locais movimentados, uma vez que o medo de pessoas é algo que desenvolve sintomas fortes de ansiedade e ataque de pânico.

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    Tenho medo de gente, o que eu faço?

    O primeiro passo para analisar essa condição é perceber como e em quais circunstâncias e situações esse medo se desenvolve. Isto é, é necessário fazer uma leitura das manifestações desse medo, percebendo seus agravamentos e as ocasiões em que ele está presente. 

    Se estiver presente ao lado do medo de gente os sintomas apresentados anteriormente, é essencial buscar ajuda e criar estratégias para atenuá-los. Além disso, por mais difícil que seja, é importante procurar apoio familiar, pois sozinho o processo de tratamento é mais dificultoso. 

    Outro ponto é criar táticas de autoajuda para amenizar as crises de ansiedade e os ataques de pânico. Boas sugestões são ouvir podcasts de meditação guiada, fazer exercício respiratório, alongamentos e yoga. Ademais, conversar consigo mesma e tentar apontar fatores racionais e lógicos de sua realidade também podem ajudar nesse processo. 

    Se ao longo desses procedimentos não houver uma melhora considerável, é preciso encorajar-se a procurar ajuda psiquiátrica ou em tratamentos de análise e/ou psicoterapia. Profissionais dessas áreas possuem os melhores recursos para ajudar no tratamento desse transtorno, proporcionando a oportunidade de uma melhor qualidade de vida.

    É importante pontuar que sentir medo de gente e da sociedade não é algo saudável e, por esse motivo, criar soluções para tratar a antropofobia é um ato de autocuidado, em respeito à sua saúde física e mental. Logo, se você se identifica com os fatores apresentados durante esse texto, procure ajuda.

    Quais são as causas do medo de gente? 

    As causas do desenvolvimento desse tipo de fobia podem ser algumas, como essas: 

    • Eventos traumáticos com pessoas acontecidos no passado;
    • Nervosismo muito forte e ansiedade extrema e descontrolada;
    • Um próprio mecanismo da mente que, de forma natural, desenvolve essa fobia. 

    Nesse sentido, as causas podem ser mais de uma, por isso é preciso analisar as circunstâncias de forma atenta. Por vezes, pode ser difícil reconhecer de onde veio, deixando muitos antropofóbicos confusos e perdidos diante de seu quadro de fobia. 

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    Como tratar o medo de gente e da sociedade?

    Não há um tratamento específico para esse tipo de fobia, porém, há tratamentos para diversas fobias que podem ajudar neste tipo. Sessões de terapias atuadas em conjunto com medicações (quando necessárias) podem trazer um retorno bastante positivo na melhora da antropofobia. 

    Além do mais, treino de relaxamento, meditação e exercícios de respiração são boas alternativas para diminuir os sintomas das pessoas super ansiosas. Procurar ajuda precocemente, ou seja, já no início da apresentação dos sintomas traz grandes chances de tornar o tratamento breve, com cura para o medo de gente e da sociedade. 

    Nesse sentido, se você está sofrendo antropofobia ou conhece alguém que está passando por essa situação, saiba que é necessário recorrer à ajuda, pois é um transtorno que necessita de acompanhamento. Profissionais da saúde mental são capazes de trazer a cura a esse quadro. 

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