Crises de Ansiedade: tipos, sintomas e tratamentos

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Neste material, desenvolveremos o conceito de ansiedade (assim como as crises de ansiedade), fazendo uma análise geral do que é ansiedade e como e quando podemos considerá-la como um transtorno. Também, buscando analisar as maneiras com que a psicanálise pode intervir para contribuir com o tratamento.

Esta abordagem é extremamente importante, porque através da análise conceitual e das pesquisas realizadas, poderemos compreender melhor o transtorno da ansiedade – um fenômeno que tem crescido cada vez mais na atualidade. Assim, possibilitando-nos identificar como surgem os sintomas dos diversos tipos de ansiedade e quais as possibilidades de tratamentos mais adequados.

Na 1 ª parte do trabalho, abordaremos sobre a ansiedade normal e a patológica, ou seja, quando podemos considerar como transtorno e qual  significado de ansiedade.

Já na 2 ª parte, focaremos nos sintomas e nos tratamentos.

Na 3 ª parte, falaremos sobre os tipos mais comuns do transtorno de ansiedade.

E na 4 ª parte, serão abordados os principais tratamentos para os quadros de ansiedades, como controlar crise de ansiedade – por exemplo.

Para atingir esses objetivos, a metodologia empregada foi de pesquisa bibliográfica.

 

1ª Parte – Ansiedade. O que significa ser ansioso?

A ansiedade faz parte da natureza humana. É uma reação natural que nos alerta da existência de uma situação de perigo e faz com que nos preparemos para enfrentá-lo.

Ela antecede momentos de perigo real ou imaginário, como por exemplo, o que sentimos antes de uma prova ou de uma reunião importante, e traz sensações desagradáveis. Tais como: “frio na barriga” ou “vazio no estômago”, alteração do batimento cardíaco, medo, transpiração. Este tipo de ansiedade é normal.

A ansiedade, de certa forma, é um estado mental muito próximo do medo. Pelo medo a pessoa “trava” para realizar determinadas tarefas, e em alguns casos nem mesmo chega a tentar realizá-las.

Relato de Crise de Ansiedade

Vejamos a seguir um exemplo de uma situação de ansiedade normal (que não é considerada crises de ansiedade) que se não for tratada a tempo poderá desenvolver uma ansiedade patogênica:

“Imagine um executivo que tem marcada uma reunião muito importante com os acionistas da sua empresa no dia seguinte e, é claro, está bastante ansioso com o encontro. Agora imagine que o executivo de nossa história já vem apresentando um histórico de ansiedade generalizada e que só de pensar na reunião no dia seguinte ele já começa a se sentir aflito e angustiado.

“Enquanto sente um medo justificável de que pode encontrar resistência por parte do seu público durante a reunião, ele começa a pensar em quadros bastante negativos. Imaginando, por exemplo, que seria demitido no dia seguinte, que sua família perderia a casa onde mora por causa das contas que ele não poderia mais pagar, e que seu filho precisaria deixar a universidade particular em que estuda, colocando em risco sua carreira futura.

“Conforme vai construindo esses quadros mentais, o nosso executivo sente o seu coração batendo de forma excessivamente acelerada, começa a suar frio e se sentir fraco, enquanto aumenta sua frequência respiratória. Se não conseguir respirar normalmente e relaxar, nosso executivo pode estar no início de uma crise de ansiedade.


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“E, se não tratar, essa primeira crise pode se desenvolver em um preocupante transtorno de ansiedade, que pode chegar a gerar uma síndrome do pânico.” (Thaiana F. Brotto)

Análise do relato desta pessoa ansiosa

Desta forma fica claro que antes de um grande evento, todos ficam ansiosos. Essa é uma ansiedade comum, que não precisa ser tratada como crises de ansiedade, por exemplo.

Existe, entretanto, a ansiedade patológica que é um transtorno mental sério, que começa a comprometer as atividades do dia a dia da pessoa, trazendo um sofrimento, que, se não tratado, pode desencadear graves crises de ansiedade. E também, pode ser um sintoma de outros transtornos.

Exemplos: a Síndrome do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Transtorno da Ansiedade Social, Fobias, etc.

Para que a ansiedade não evolua para quadros mais graves, é muito importante ser identificada precocemente – o que nem sempre ocorre, pois a pessoa não consegue identificar o que naquela situação está lhe causando medo e preocupação. Muitas vezes, tende a interpretar situações normais como eminentemente perigosas ou catastróficas.

A ansiedade patológica deve ser tratada com um psicólogo ou psicanalista que irá ajudar a compreendê-la, o que é o primeiro passo para controlá-la. Ele auxilia a encontrar o que pode estar causando as reações e quais consequências práticas a ansiedade está trazendo para a pessoa.

Uma pessoa com transtorno de ansiedade passa por muitos desconfortos, a ponto de prejudicar a sua vida cotidiana.  Entretanto, há situações que se faz necessário a intervenção de uma equipe multidisciplinar, com a participação de um psiquiatra para prescrição de medicamentos específicos para o tratamento.

 

2ª Parte – Sintomas da Ansiedade e Tratamentos Para Crises de Ansiedade

A ansiedade possui uma função importante na nossa vida, razão pela qual não pode ser totalmente extinta. A preocupação, por exemplo, nos ajuda a antecipar problemas e nos preparar para as adversidades do dia-a-dia.

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Sentir-se preocupado diante de uma apresentação importante ou ficar com medo em uma situação que você nunca viveu são sensações comuns.

O problema ocorre quando a preocupação e o medo nos paralisam, passam a ocupar quase todo o nosso tempo, consomem nossa energia e diminuem nosso rendimento. Assim, normalmente. esses sintomas afetam totalmente a rotina da pessoa, que deixa de participar de eventos sociais, de fazer coisas que deseja, de se alimentar da forma como gostaria, etc.

Esses sintomas são sinais de que a ansiedade ultrapassou o nível da normalidade e que está na hora de buscar ajuda, indicando crises de ansiedade.

Outro aspecto importante a ser observado é a intensidade e o tempo que os sintomas da ansiedade permanecem. Pois, a ansiedade normal, tem uma duração curta e pontual, já a ansiedade patológica se prolonga por um período maior.

A ansiedade patológica deixa a pessoa em alerta por longo tempo, prejudicando o sono e o desempenho cognitivo, diminuindo a eficiência do sistema imune, além de interferir na rotina.

“Nas crises intensas, os pacientes podem experimentar diversos graus da chamada despersonalização, que se revela como sensação de a dor de cabeça ficar leve, de o corpo ficar estranho, sensação de perda do controle, estranhar-se a si mesmo. Pode ocorrer também a desrealização. Ou seja, a sensação de que o ambiente, antes familiar, parece estranho, diferente, não familiar.” (Dalgalarrondo; Paulo,2019).

 

Principais sintomas de crises de ansiedade

  • Sentimentos frequentes de inadequação;
  • Dificuldade de relaxar devido a preocupações ou medos exagerados;
  • Dificuldade para realizar as atividades diárias;
  • Agitação e irritabilidade, tensão muscular, dores de cabeça e no corpo;
  • Pensamentos negativos repetitivos;
  • Incapacidade de controlar os pensamentos ruins e as preocupações;
  • Preocupação crônica com saúde, finanças ou vida profissional;
  • Dificuldades para dormir (insônia);
  • Medo exagerado de situações específicas ou medo desproporcional ao perigo real da situação;
  • Sensações frequentes de aflição e angústia e/ou confusão;
  • Palpitações e/ou dores no peito; crises de taquicardia e falta de ar;
  • Vômitos incontroláveis.

Vale saber que há diferenças entre ansiedade e depressão, embora tenham sintomas parecidos, como pode ser visto neste traballos.

 

3ª Parte – Tipos de Ansiedades

Freud classificava a ansiedade em três tipos:

  1. Realística, que seria o medo de algo do mundo externo (punição dos pais, por exemplo);
  2. Moral que seria a que ocorre a partir do medo de ser punido.
  3. Neurótica, que é um medo inconsciente.

Os sintomas das crises de ansiedade

Os sintomas físicos da ansiedade são os que mais assustam e os que despertam a atenção da pessoa para buscar por tratamento por crises de ansiedade. Entretanto, a ansiedade afeta o corpo, a mente e o desempenho de várias formas:

  • Emocionais: tristeza, nervosismo, irritabilidade,
  • Fisiológicos: coração acelerado, sensação de formigamento, falta de ar, sudorese, tontura, dor de cabeça, dores musculares, insônia
  • Comportamentais: impulsividade, agressividade, fala acelerada;
  • Cognitivos: dificuldade de concentração e tomada de decisão, preocupações excessivas.

Transtornos da Ansiedade

Os transtornos mais comuns associados à ansiedade são:

1. Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)

Essa doença é caracterizada pela presença constante de sentimento de preocupação excessiva, persistente e difícil de ser controlada, uma ansiedade desproporcional na rotina do indivíduo, geralmente acompanhada de alguns sintomas de crises de ansiedade, que são físicos ou psicológicos e que causam sofrimento. Ainda, dificultam o desempenho de atividades muitas vezes triviais do dia a dia, podendo prejudicar a vida social, saúde, trabalho e vários outros setores da vida do paciente. É o transtorno de ansiedade mais comum que afeta adultos mais velhos.

Pacientes com TAG sempre esperam o pior e se preocupam com coisas que não há motivos reais para se preocupar. Embora percebam que a preocupação é injustificada, os sintomas persistem e são incontroláveis.

Em geral, a TAG vem acompanhada de três ou mais dos seguintes sintomas:

  • preocupação e medos excessivos;
  • noção irreal dos problemas;
  • inquietação (sempre nervoso);
  • síndrome das pernas inquietas;
  • irritabilidade;
  • tensão muscular.

Ainda, dores de cabeça; sudorese; dificuldade de concentração; náuseas; fadiga, dificuldade de dormir ou ficar acordado; tremores e espasmos; assustar-se facilmente.

No Brasil, estudos epidemiológicos sobre crises de ansiedade nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro revelam a presença de TAG, nos últimos 12 meses, em 2,2 a 3,5% da população. E, pelo menos uma vez na vida, em 5,8 a 6,0% (Andrade et al., Ribeiro et al., 2013)

 

2. Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

É uma ansiedade gerada por pensamentos obsessivos, como pensamentos ou imagens angustiantes e persistentes – que são aliviados apenas por comportamentos compulsivos, que é a vontade de realizar repetidamente atos ou rituais específicos. Como, por exemplo: trancar a porta de casa um número elevado e específico de vezes para garantir que está fechada, lavar mãos várias vezes pela ideia recorrente que está sujo.

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Podemos falar também em: TOC de simetria e TOC de limpeza. São situações de pressão sobre a pessoa, é algo que a obriga a tomar determinada atitude e a qual ela se submete. (Dalgalarrondo, 2019)

 

3. Transtorno de estresse pós-traumático

Costuma ser desenvolvido após a pessoa vivenciar uma experiência traumática, como após acidentes ou casos de violência e agressão, guerra, terrorismo, tortura, acidentes de trânsito, catástrofes naturais ou qualquer outro fato que represente ameaça à vida – resultando em intensas crises de ansiedade Quem possui esse tipo de ansiedade tem muita dificuldade para dormir, sente-se inseguro e inquieto.

Também passa a sempre relembrar o fato ocorrido em imagens mentais perturbadoras (flashbacks ou pesadelos) permanecendo em contínuo estado de alerta, além de sintomas como taquicardia, sudorese, tonturas, dor de cabeça, irritabilidade. Os sintomas, em geral, duram semanas ou meses e causam grande sofrimento. (Wallace; Cooper, 2015).

 

4. Transtorno ou Síndrome do Pânico

Caracterizado por crises severas de ansiedade que surgem de repente, são breves ataques de intenso terror e apreensão. Vale ressaltar que há diferenças entre ansiedade e pânico.

A síndrome do pânico é uma forma de ansiedade que pode ser desencadeada pelo medo de morrer constante e repentino, por estresse ou pensamentos irracionais que causam sintomas físicos e cognitivos bruscos no indivíduo – típicos de crises de ansiedade.

Sem razão ou motivo real, a pessoa sente falta de ar, tremores, aumento da pressão arterial, formigamento em membros, dedos e/ou lábios, suor frio, tonturas e vômito.

As crises são de início abrupto, chegam ao pico em 5 a 10 minutos, e de curta duração (duram em geral 15 minutos, raramente mais de 1 hora). São muitas vezes desencadeadas por determinadas condições, como  estar em aglomerados humanos, ficar “preso” (ou com muita dificuldade de sair) em congestionamentos no trânsito, supermercados com muita gente, shopping centers ou estar em situação de ameaça. (Costa Pereira, 1997)

 

5. Transtorno Dismórfico Corporal (TDC)

Também chamado de dismorfofobia, é um transtorno mental caracterizado pela ideia obsessiva de que algo na própria aparência é muito defeituoso e precisa ser escondido ou corrigido.

Na maioria das vezes, o defeito é fruto da imaginação, ou quando é real é extremamente exagerado. Também, costuma ser inútil qualquer tentativa de explicação sobre a falsa impressão. São pensamentos obsessivos, confusos e compulsivos que, em geral, ocupam várias horas do dia da pessoa – se transformando em verdadeiras crises de ansiedade.

 

6. Fobias

É um dos tipos de ansiedade mais comum. Existem muitos tipos de fobias, tais como:

  • acrofobia (medo de altura),
  • afefobia (medo de ser tocado) e, até mesmo, a
  • afobia (medo da falta de fobias).

 

Agorafobia 

Com sintomas semelhantes à síndrome do pânico, é responsável pelo isolamento social. A agorafobia é baseada no medo de estar em lugares abertos ou entre a multidão e apreensão de ocorrer um ataque de pânico, por medo de que as pessoas não serão capazes de ajudar.

Possui características bem específicas tais como, medo de usar transporte público, de ficar em lugares abertos ou fechados, ficar sozinho no meio de uma multidão. Esse medo é muito desproporcional, e se não tratado, pode se tornar muito grave a ponto de impossibilitar a pessoa até de sair de casa e apresentar graves crises de ansiedade.

 

4ª Parte – Tratamentos da Ansiedade

Uma das principais maneiras para o tratamento da ansiedade e das crises de ansiedade está em, primeiramente, entender as causas. Ainda, saber a origem e o tipo de ansiedade, pois isto ajudará muito no momento de escolher o tratamento adequado.

Estudos comprovam que a psicoterapia é o tratamento mais eficaz para melhorar a ansiedade. Também, pode ser combinado, em alguns casos, com a utilização de medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos devidamente prescritos por médicos.

Além da psicoterapia e de medicamentos, é importante que o paciente mude seus hábitos, realize atividades prazerosas. Que tenha momentos agradáveis com amigos e familiares.

A psicoterapia facilita a tomada de consciência, pois, na maioria das vezes, a pessoa não consegue avaliar a própria ansiedade sozinha. Com a ajuda do terapeuta é possível entrar em contato consigo mesma e entender as raízes e os desdobramentos do problema.

Ao tratar o assunto na terapia, a pessoa começa a compreender o que e qual é realmente o seu problema e assim conseguirá entende-lo melhor. Perceberá o que alimenta a sua ansiedade, identificará as possíveis causas e reconhecerá as emoções e comportamentos que vêm dificultando a sua vida.

 

Autoconhecimento

O autoconhecimento é o primeiro passo para melhorar as crises de ansiedade. Compreender como funciona o mecanismo da mente e da ansiedade ajudará a entender o funcionamento da mente e do corpo no momento ansioso ensejando em uma sensação de segurança, pois saberá lidar com o sintoma.

A terapia ajudará a identificar quais são os fatores que estão desencadeando a ansiedade e suas possíveis causas,  que pode ser um pensamento, um conflito interno, uma crença, uma frustração, etc. Conseguir identificar permitirá que a pessoa possa dar um significado mais realista e racional para o problema, e mudar sua atitude diante dos comportamentos que vêm dificultando a sua vida.

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Tanto a psicologia quanto a psicanálise não são uma ciência exata e por isso não pode prever resultados precisos que serão obtidos com a psicoterapia. Nem o tempo que o tratamento levará. É importante entender que o resultado não acontece instantaneamente, e que o tratamento para transtornos de ansiedade e crises de ansiedade é de longa duração.

 

Cooperação e motivação

A cooperação e motivação do paciente são fundamentais. Não existe uma receita pronta para o tratamento.

Uma coisa muito importante que o paciente precisa saber é que o psicanalista não está na terapia para fazer julgamentos a respeito do seu problema ou questionar que se está sentindo. Precisa sentir que o psicanalista tem uma atitude acolhedora, o que fará com que tenha um sentimento de segurança para poder falar do problema.

 

Conclusão: como encarar uma crise de ansiedade?

Assim, concluímos que a ansiedade faz parte da natureza humana sendo  uma reação natural que nos alerta da existência de uma situação de perigo e faz com que nos preparemos para enfrentá-lo. Além disso, evidenciou-se que os Transtornos de Ansiedade (assim como as crises de ansiedade) podem ter seu início durante a infância, adolescência e se manifestar na vida adulta, por conta de algum trauma ou compulsão.

O transtorno de ansiedade é um sentimento descontrolado de medo, de tensão que afeta a saúde física e psíquica da pessoa. E isso altera completamente sua rotina do dia-a-dia, tanto no âmbito social, familiar, afetivo quanto no trabalho.

Desta forma, percebe-se que a ansiedade patológica é um transtorno mental grave, que passa a comprometer as atividades diárias da pessoa, deixando-a confusa e trazendo uma enorme angústia e sofrimento. Ao ser percebido os sintomas precisam iniciar rapidamente um tratamento.

Caso contrário, poderá desencadear graves crises de ansiedade e também evoluir para outros transtornos, como: o Transtorno do Pânico, Transtorno do Estresse Pós-Traumático, TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Transtorno da Ansiedade Social, Fobias, etc.

“… a ansiedade se manifesta sob a forma de crises intermitentes, com a eclosão de vários sintomas ansiosos, em número e intensidade significativos (Nardi; Valença, 2005)

Conforme já foi dito, reafirmamos que é muito importante que a ansiedade seja identificada precocemente para não evoluir para quadros mais graves de crises de ansiedade. Como este diagnóstico precoce nem sempre ocorre, em geral as pessoas não conseguem identificar o que naquela situação está lhe causando medo e preocupação

Muitas vezes, o individuo tende a interpretar situações normais como eminentemente perigosas ou catastróficas.

Assim, o tratamento da ansiedade patológica deve ser feito com o acompanhamento de um psicólogo ou psicanalista, que irá ajudar a entender o que está acontecendo. Irá encontrar as causas das reações e perceber quais as consequências – que está trazendo para a pessoa e então partir para o controle da ansiedade.

 

A necessidade da intervenção multidisciplinar

Uma pessoa com transtorno de ansiedade tem muitos prejuízos em sua vida do dia-a-dia. Por isso, existem certas situações em que é necessária a intervenção de uma equipe multidisciplinar, como: psicólogo, psiquiatra, enfermeiro, fisioterapeuta, nutricionista e outros – para melhor acompanhamento e eficácia no tratamento e redução de crises de ansiedade.

Assim, percebe-se nitidamente o quanto a psicoterapia é mais eficaz como forma de tratamento para atenuar os sintomas da ansiedade e a partir de então conseguir prosseguir com o tratamento adequado para cada tipo de ansiedade. Evidentemente que pode ser combinado, em alguns casos, com a utilização de medicamentos, como ansiolíticos e antidepressivos (devidamente prescritos por médicos).

O que se entendeu como bastante importante é que, além da psicoterapia e de medicamentos, é essencial que o paciente mude seus hábitos, tenha atividades prazerosas e momentos agradáveis com amigos e familiares.

Entretanto, é importante saber também que não existem regras gerais para modificar comportamentos ansiosos. A ansiedade de uma pessoa é diferente da ansiedade de outras pessoas, assim como as crises de ansiedade desencadeadas.

Por isso que a terapia é muito importante para entender o que realmente está acontecendo e assim poder distinguir o que precisa ser mudado.

Este material sobre crises de ansiedade foi escrito por Adriane Queder, concluinte do nosso Curso de Formação em Psicanálise Clínica.

 

Referências bibliográficas

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e Semiologia dos Transtornos Mentais. Porto Alegre, 2019.

EDUCAÇÃO, Portal. Teoria psicanalítica da ansiedade. Disponível em:
<https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/psicologia/teoria-psicanalitica-da-ansiedade/12446>.

ROUSSOS, Andrés; ETCHEBARNE, Ignácio; PENEDO, JUAN Martín Gómez. JUAN, Santiago. Um olhar Psicanalítico ao Transtorno de Ansiedade Generalizada. Disponível em:<http://sbpdepa.org.br/site/wp-content/uploads/2017/03/Um-Olhar-Psicanal%C3%ADtico-ao-Transtorno-de-Ansiedade-Generalizada-uma.pdf>

VIANA, Milena de Barros. Freud e Darwin: ansiedade como sinal, uma resposta adaptativa ao perigo. Departamento de Biociências, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Campus. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-24302010000100006>

PALU, Ana Maria. A importância do Psicólogo no tratamento da ansiedade. Disponível em: <https://www.psicologiaviva.com.br/blog/psicologo-no-tratamento-da-ansiedade/>

 

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