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Emoção, onde ela está?

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Submeter-se a uma emoção é expressar sentimentos, sim ou não? Ser livre para sentir, porém, não para ser prisioneiro do eu. Mas, como proteger a emoção? O que é emoção, como podemos entender seu significado no contexto da psicanálise e da psicologia?

Entendendo sobre a emoção

Utilizando habilidades para filtrar estímulos estressantes, como focos de ansiedade, é possível dar um choque de lucidez nos medos latentes, bem como nas angústias que se transformam em agressividade, instabilidade de humor e/ou dependência.

Desenvolver a solidariedade, transformar egoísmo em altruísmo, e trabalhar a tolerância, por exemplo, através da empatia de tentar se imaginar no lugar ou situação do outro, é visualizar a juventude no único lugar no qual é admissível envelhecer: o território da emoção.

A era digital nos trouxe inúmeros benefícios; contudo, observamos que, emocionalmente, as pessoas buscam variadas formas para sentir prazer, talvez tendo aprendido que se proteger é o mais importante para a “emoção”.

A emoção na atual geração

À medida que a tecnologia avança, a solidão do indivíduo aumenta, com pessoas morando sozinhas ou, pior, estando a sós em meio à multidão, conectadas em smartphones, celulares, iPads, tablets e outros.

Vivemos uma geração em que o controle é um processo natural e faz parte do sucesso, saborear o sucesso sem conhecer o fracasso, ou seja, sem desistir ou parar, é uma relação perigosa. Não saber lidar com os “nãos” da vida causa tipos de estresse relacionados à SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado) e ao DCD (Duvidar, Criticar e Determinar).

Nesse processo emocional, o ser humano constrói memórias bem incessantes, (neutras, killer, lighter). As memórias neutras compõem 90% de nossa capacidade de memorização, as light são as memórias de prazer, serenidade, como lembranças saudáveis; e a área dos gatilhos de humor tristeza, ansiedade, fobias, agressividade à irracionalidade: “uma bomba cerebral”.

A emoção e a racionalidade

Observamos que o ser humano tem um controle limitado de suas emoções, a paixão que o tira do eixo da racionalidade, como:

  • o ciúme, a ansiedade (apego);
  • ou amor que se constrói na janela light, em experiências positivas e realça o princípio do prazer, no qual, estrutura a autoestima e cristaliza as relações consigo mesmo e com o outro em bases sólidas e a memória do Eu.

Parece fácil, mas, a que nível conseguimos gerenciar os conflitos? As emoções têm sido gerenciadas e protegidas, uma vez que a vida está cada vez mais estressante, com a necessidade constante de aprender, administrar e desenvolver habilidades.

Burnout e a depressão

Se há risco à emoção e qualidade de vida, os jovens buscam sucesso e reconhecimento (profissional e financeiro até os 25 anos), aumentando o caso de depressão e burnout.

O contexto acima descreve a realidade da maioria das pessoas em algemas emocionais. Contudo, como se proteger em uma sociedade que gera um ciclo de ansiedade e, consequentemente, se manifesta em sintomas como transtorno do sono, irritabilidade, insatisfação, dores de cabeça, gastrite etc.?

Estudos comprovam que mais de cem milhões de pessoas já desenvolveram alguns desses sintomas ou desenvolverão por conta da ansiedade.

Indiscutivelmente, a emoção é flutuante, todavia, não incontrolável. Pessoas são naturalmente ansiosas, o chamado de ansiedade vital, diferente da doentia, que faz você sofrer antecipadamente, com medos, fobias, síndromes de pânico ou até a sensação súbita de morte, entre outros, como o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo).

Traumas e emoção

São vários os sintomas e traumas de ansiedade. “Procurar um profissional é a melhor opção”.

Em resumo, podemos proteger a emoção se doando sem esperar retorno (altruísmo), jamais pedindo aquilo que o outro não pode oferecer. É importante identificar sua expectativa em relação ao outro e a realidade que o outro pode oferecer, dessa forma diminuindo a frustração.

Algumas dicas para lidar com a emoção:

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    • Aprenda a respeitar o limite do próximo, não seja reativo, ou seja, tente não reagir a ações contrárias.
    • Não espere elogios, antes de criticar crie o melhor para contribuir com as pessoas que te frustraram.
    • Elimine o sentimento de vingança pelo perdão (não esquecer, apenas não nutrir raiva), é necessário anestesiar alguns sentimentos e emoções e seguir adiante.

    Conclusão

    Concluindo, o pensamento e a emoção estão interligados, gerenciar o dia-a-dia de maneira que a informação e o pensamento sejam administradores da emoção faz a vida ficar um pouco mais equilibrada.

    Este texto foi escrito por Elane Cristina De Araújo, concluinte do Curso de Formação em Psicanálise.

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