política perversa

Política perversa: a anatomia da perversão na política

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Não é tarefa fácil definir a perversão na política, muitos foram os filósofos e cientistas políticos que pensaram sobre o assunto, inclusive a respeito da política perversa, ou a perversão na política.

Trazendo uma definição mais abrangente, política vem do grego, politiko, significando: habitantes da polis, em outros termos, cidadãos de uma sociedade organizada.

Sendo assim, onde houver uma convivência humana, haverá uma necessidade de organizar regras e deveres.

Conhecendo a perversão na política

A política nasce no momento em que o viver social é constituído, elaborado. Nos primórdios, Grécia Antiga, a política estava ancorada na participação ativa e direta dos cidadãos, claro, as sociedades e os problemas cresceram e foi necessário constituir representantes para o exercício da política. Hoje, pensar em política é compreender que ela está nas mãos de homens que trabalham com a política. E tais profissionais visam sanar os problemas de ordem material, intelectual, emocional do cidadão, pelo menos deveria ser assim.

São as políticas públicas: elas visam resolver problemas sociais. A contemporaneidade apresenta o termo política associado com outras áreas: política externa, política fiscal e por aí vai. Leitor: antes de eu continuar escrevendo, preciso acentuar uma questão: o presente artigo não visa exaltar ou rebaixar nenhum representante da política, seja qual for.

Minha proposta é fazer uma reflexão sobre o desenrolar dos sintomas políticos atuais, ou seja, quais são os fatores que tencionam para uma vivência política mais agressiva? Vamos pensar juntos? Talvez você concorde ou discorde, entretanto, a caminhada do conhecimento é por aí, isto é, nos diferentes pontos de vista é que o saber nasce. Vamos começar com o ser que é o centro da política: o ser humano.

O ser humano

O ser humano sente uma profunda necessidade de pertença, tanto que ele cria e recria relações. Quando pequeno, ele está ligado à sua progenitora. Com o término do vínculo materno, o indivíduo busca outros seres humanos. Ele busca para alcançar satisfação, felicidade, segurança e outros. Com o surgimento de oportunidades, disposições sociais, o homem desenvolve sua personalidade e compreensão de mundo.

E com disposições sociais adequadas, o caráter é moldado e direcionado para as necessidades da estrutura social. Um ser humano bem ajustado socialmente representa um sujeito preocupado com o desenvolvimento social. É importante frisar uma questão: um ser humano socialmente saudável necessita de uma educação bem estruturada, isto é, os pais possuem um importante papel para o desenvolvimento do indivíduo.

Os pais precisam transmitir um quadro de referências para o filho. Referências que visem auxiliar o filho a compreender o que é certo e errado. Que ele possa assimilar o sistema social e suas exigências. Possuindo uma personalidade integrada e madura, a criança será um futuro contribuidor social, o cuidado com a educação, além de auxiliar o ser humano individualmente, ela fortalece o laço social entre as pessoas.

O laço social e a perversão na política

Eu já introduzi o assunto em linhas anteriores, mas é interessante ampliar um pouco mais: quando eu cito sobre o laço social, falo sobre a rica importância que uma educação adequada tem para o coletivo, porque ela refletirá no mesmo.

A família é a primeira experiência de laço social da criança, ou seja, ela recebe e experiência os produtos culturais dos pais: amor, respeito, solidariedade, crença, fraternidade, etc. É a chamada ordem simbólica, em outras palavras, são os valores que os pais transmitem para a criança, conferindo a ela uma ordem, um entendimento sobre o mundo.

A sociedade visa proteger o ser humano do outro ser humano e das catástrofes naturais, no entanto, o homem nunca estará totalmente protegido. Por isso, leitor, é pertinente darmos uma aprofundada no psíquico humano e suas tendências destrutivas. Entender o porquê de uma proteção não muito segura.

A força da identificação

Sigmund Freud, pai da psicanálise, escreveu sobre a sociedade dos seres humanos, ou seja, A Psicologia das Massas e Análise do Eu. Das massas emergem inúmeros discursos de grande força de identificação, sedutores e impactantes. Abrindo um parêntese: identificação é um processo psicológico, onde o sujeito assimila uma propriedade ou aspecto de outro indivíduo. Resumidamente: o outro é um modelo a ser seguido.

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Continuando: eles, discursos, influenciam profundamente o indivíduo e seu psíquico. O psiquismo da pessoa é modificado com os discursos de força identificatória. Os indivíduos, partes da estrutura social, possuem particularidades e individualidades, mas os discursos de impacto alteram suas particularidades e individualidades. O sujeito anula seu aspecto individual e age de uma maneira bem diferente.

O grupo, digamos assim, assume uma atitude homogênea, todavia, o aspecto heterogêneo não é perdido, está apenas anulado. É importante frisar uma questão: o ser humano, desamparado por natureza, encontra poder enquanto agremiação. É um empoderamento e uma liberdade para extrapolar os desejos reprimidos, os agressivos. Pois é na massa social que a pessoa encontra o anonimato como refúgio.

O aspecto consciente

O coletivo possui orientações próprias e as mesmas levam o sujeito para o interesse da grei. O aspecto consciente é colocado de lado para seguir o discurso hipnotizador. A vontade do ser humano é entregue para o discurso orientador e o mesmo leva o grupo conforme sua vontade. O discurso, dependendo das intenções e intensidades, leva o coletivo para a brutalidade.

O indivíduo, antes educado e dotado de solidariedade, busca amparo na barbárie e nos heroísmos construídos pelo pensamento da massa. Pensar em um grupo é saber que ele possui características destrutivas inatas. Elas estão apenas reprimidas e recalcadas no inconsciente. A massa é acrítica e manobrável, não existem incertezas nela, apenas uma vontade imperial de realização irracional.

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    A autoridade é tida como um semideus, ela quer atos heróicos do líder e, caso seja preciso, que ele exerça o rigor e ferocidade. O grupo desenfreado carrega uma espécie de moral, os elementos do conjunto procuram seguir o que foi normatizado. A lógica é bem constituída, não existe ilogicidade, pois a grei está amparada em, digamos assim, fórmulas frasais, que impulsionam o andar das pessoas.

    O mecanismo de negação

    O sujeito está refugiado da realidade, ele, seguindo o coletivo hipnotizado, fica sempre na defensiva, isto é, tudo é falso, exceto sua forma de pensar e ver o mundo.

    É o mecanismo da negação, ou seja, qualquer evento que esteja fora do padrão de pensamento da pessoa é bloqueado. É simplesmente fuga da realidade. É importante repetir: existe no ser humano uma tendência para a destruição.

    Uma agressividade geradora de assassinatos, guerras, latrocínios, violência, ódio, etc. Os elementos destacados na frase anterior são apenas alguns dos tantos que são parte da jornada destrutiva do ser humano. A jornada da vida humana precisa ser muito bem elaborada, isto é, o ser humano é alguém que é voltado para o desejo, para a realização de objetivos, ele precisa sentir que está realizando algo.

    A cultura

    Portanto, a cultura tem um importante papel de conduzir os desejos humanos para objetivos saudáveis. Objetivos que visem o favorecimento do coletivo: solidariedade, preocupação com o outro e assim por diante.

    Caso o homem não tenha uma perspectiva, um desejo, ele se torna alvo fácil das más intenções. As propagandas ilusórias, as imagens que prometem mundos e fundos, os discursos carregados de adjetivos, tudo são armadilhas para o homem que está esvaziado de sentido.

    Um homem sem desejo, sem vontade, é como uma árvore sem frutos e que seca rapidamente. Os frutos são os objetivos, não havendo frutos, não há perspectiva. Fragilizado, ele é seduzido e tencionado pelas forças destrutivas que habitam em sua psique.

    Valores culturais? Quais?

    A sociedade contemporânea é movida pelo consumismo, o gastar é a peça fundamental da felicidade. O comprar é a satisfação máxima do ser humano, basta observar alguns discursos: qual é seu preço? Dinheiro compra tudo! Dinheiro traz felicidade! Comprar ou comprar? O homem está sob a ditadura do “Ter”, sendo assim, sua felicidade é direcionada para a posse.

    A ditadura do “Ter” fomenta na pessoa o egoísmo e o desapego das relações interpessoais. Tendo o “Ter”, “Ser” não é mais necessário, isto é, ele é a posse de nós mesmos. O “Ter” é emoldurado pelas cirurgias plásticas, as últimas roupas da moda, as viagens paradisíacas, os cosméticos mais avançados, os carros possantes, as marcas mais caras e o restante. A identidade do “Ter” é avaliada pela quantidade e não pela qualidade.

    O ser humano é medido pelos seus bens: caráter, personalidade, autenticidade, tudo está a partir do que é material. O “Ter” é uma luta pelo topo mais alto da hierarquia: o outro tem? Tenho que ter mais! O outro tem uma marca? Tenho que ter uma melhor! A casa do outro é bem grande? A minha precisa ser enorme! Vejam: a necessidade de ter é uma necessidade de valorização. A pessoa tem necessidade de ser valorizada, ser vista e aceita pelos outros.

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    A inveja e a perversão na política

    Com isso, adquirir e existir ficam mesclados, adquiro, logo existo. Muitas são as pessoas que precisam de reconhecimento. Sendo assim, surge o sentimento de inveja e seus jogos. Inveja, seu significado, é não ver. É o sentimento de angústia ou raiva perante o que o outro tem. A angústia gerada pode vir de bens materiais ou intelectuais, aptidões, dons, etc.

    Portanto, até para fazer uma aproximação com o significado da palavra, a inveja é o sentimento de querer o que o outro tem e que o outro não tenha mais o que ele tem. A inveja pode ser comparada com a fome, quer dizer, a pessoa tem fome da outra. E o que a ditadura do “Ter” proporciona para o ser humano? Vazio existencial. Milhões de pessoas são acometidas pela ferida do vazio, é um sentimento difícil de explicar, mas é como um esvaziamento do interior, algo sem rumo.

    É um sentimento de não identidade, a pessoa não enxerga um futuro, é uma sensação maçante. Falta o “Ser”, a valorização do “Eu”. E como o ser humano está no advento do “Ter”, ele busca preencher o vazio a partir do possuir, do adquirir. A ditadura do “Ter” e o vazio existencial andam de mãos dadas, a ditadura do “Ter” é mãe do vazio existencial.

    A sociedade atual

    A sociedade da atualidade está empobrecida de referências, isto é, de tradições que indiquem qual é o melhor caminho para o indivíduo seguir. Não existe um conteúdo significativo, uma força identificatória que impulsione o desejo humano rumo à realização. Não sentindo uma tradição segura, o ser humano tomba, tomba por não ter nada idealizado para sua vida.

    É, digamos assim, um conflito interno: de um lado existe o sentimento das coisas como estão, do outro está o sentimento das coisas como deveriam ser. O desejo de ser celebridade, ter dinheiro, poder, bens, entretanto, nada consegue afastar o vazio da existência. A sociedade capitalista oferece inúmeros produtos, produtos que visam tornar o sentimento de compra como algo desenfreado.

    Atingindo tal sentimento, o homem perde sua autenticidade e espírito coletivo. Os produtos comprados visam preencher o vazio existencial do indivíduo, mas de nada adianta, o conflito permanece. A felicidade, mensurável e efêmera, não dá suporte para a ausência de sentido. A felicidade na contemporaneidade está alicerçada na aquisição. Uma felicidade que precisa ser palpável, vista e admirada.

    O capitalismo e a felicidade

    A concepção atual é que o capitalismo produz felicidade. Felicidade com validade, leitor, assim o homem moderno caminha, ele sempre está renovando seu estado de felicidade. Ser feliz é sinônimo pela busca constante do prazer. É o ser humano que apenas encontra um sentido fora de si, isto é, a salvação está fora dele.

    A pessoa precisa encontrar suas finalidades, é simplesmente “Ser”. Estar apenas amparado pela ditadura do “Ter” é suprimir o existir e suas potencialidades.

    Na verdade, o ser humano precisa deixar os padrões estabelecidos pelo consumismo, ele precisa perceber que é um ser atuante em seu contexto histórico e pronto para assumir responsabilidades que gerem um estado de felicidade que não dependa de objetos, mas que dependa da preocupação pelo outro, que dependa do amor pelo seu semelhante. Uma felicidade voltada para a vida, para o coletivo, é simplesmente “Ser”.

    O advento da perversão na política

    Estamos no centro deste artigo sobre a perversão na política, leitor, de outro modo, qual é o porquê da atualidade acolher uma política tão ferina? Vivemos sob um sistema democrático e representativo, mas vale pensar: o que os representantes estão transmitindo para o povo? O que há por detrás dos discursos? Primeiramente, claro, é uma prática frequente na política: as promessas.

    Elas são palavras carregadas de identificação, de objetivos tidos como certos e que todos alcançarão por meio do político. Os discursos seduzem na perversão na política, as pessoas se identificam, com a identificação, elas seguem o político. O discurso é como uma válvula de escape, as frustrações que a pessoa passou na vida, ela vai encontrar sentido para as mesmas nas palavras do político: quando a pessoa passou anos com um patrão carrasco, a entrevista de emprego que não deu certo, um amor não correspondido, etc.

    Dependendo do teor das promessas, o indivíduo pode descarregar suas feras adormecidas. Consequentemente, como é importante averiguar o caráter do político. O discurso é fruto do caráter. E o caráter é o conjunto de qualidades, positivas ou negativas, de um indivíduo. O caráter, o comportamento, personalidade e temperamento descrevem o ser humano em sua individualidade. São as dimensões subjetivas que tencionam o ser humano nos diferentes contextos: ser, escolher, refazer e outros.

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    O desvio do caráter

    Caráter define o agir do ser humano no corpo social. O desvio de caráter é tido como o indivíduo que prefere viver conforme suas vontades, ainda mais: ele tem prazer em exercer o mau caratismo. Ele não sente remorso, dessa forma, ele realiza desvios sem culpa ou angústia. Ele prejudica e não sente nada com o sofrimento do outro, afinal, ele quer apenas atingir seus objetivos.

    O mau caráter é sedutor, não gosta de seguir regras, é agressivo, usa palavras de baixo calão, calculista, sem escrúpulos, perigoso, transgressor de regras sociais, etc. Então, leitor, um representante com desvio de caráter é algo muito delicado. Suas características negativas, por meio da sedução, podem influenciar milhares de pessoas. Cada pessoa é uma história de vida, as frustrações do indivíduo podem encontrar, inconscientemente, um sentido na fala negativa do representante.

    Exemplo de perversão na política: se o representante incentiva à violência, muitas pessoas seguirão o mesmo padrão. Como eu mencionei em linhas anteriores, a sociedade contemporânea está com suas referências defasadas. Cada um precisa escolher o que é certo ou errado. Dependendo da identificação provinda dos meios políticos, ela exercerá uma grande influência na decisão do sujeito. Outra questão, também já mencionada, é o consumismo exacerbado. O consumismo nada mais é do que uma sequência de prazeres passageiros.

    Conclusão sobre a perversão na política

    A busca pelo prazer é incessante, a sociedade atual está no advento das tecnologias. Além das tecnologias, existe o grande vazio existencial que está atingindo mais e mais pessoas, claro, os prazeres do capitalismo não possuem conteúdos adequados e consistentes. Como os tempos estão atrozes, os meios tecnológicos também são direcionados para a mesma situação: “fake news”, ataques, distorções, incentivo ao ódio, a barbárie e outras coisas mais.

    E o dilema retorna: identificação. Com o grande alastramento do vazio existencial, as pessoas, dependendo de suas histórias de vidas, podem encontrar sentido na sedução que incentiva à violência. O bom governo precisa estar adequado ao que é justo e favorável para o bem comum. A identificação precisa estar direcionada para o que é benéfico para o ambiente social, que a saudável convivência possa ser incentivada e ampliada.

    As referências precisam ser reconstruídas e favoráveis para o ser humano. A força do desejo precisa estar direcionada e incentivada para o que não é perverso, todavia, para o amor e a preocupação com o desenvolvimento da estrutura social. Sim, leitor, a mudança da anatomia da política precisa acontecer de dentro para fora, isto é, observar e avaliar cada intenção do governo.

    Referências

    DA SILVA, Valmir Adamor. Psicanálise da criação literária: as neuroses dos grandes escritores. Rio de Janeiro: Achiamé, 1984. Obras completas – Psicologia das massas e análise do Eu e outros textos (1920-1923). Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

    O presente artigo foi escrito por Artur Charczuk, pastor luterano e psicanalista em contínua formação. E-mail: [email protected]

    4 thoughts on “Política perversa: a anatomia da perversão na política

    1. Em 2018, Rodrigo Maia disse em programa na Band: “Sem Assistencialismo, não faz sentido ter o político”! O jornalista Paulo Alceu lembra sempre que o Judiciário e Legislativo mantém toda Estrutura de Custo em seus Poderes, como se o País Não estivesse em Crise Econômica! No Interior do RS, um mendigo (que chamam de “morador de rua”) faleceu de frio e, a Justificativa da Prefeitura, foi a “recusa” em ir para um abrigo. Fica a questão: o Estado, como ente governamental, estaria desobrigado de cumprir a Constituição: de zelar pela vida? Porque quando o vulnerável está tutelado pelo Governo, pode opinar em não receber ajuda e, as crianças que estão sob responsabilidade dos pais, estes são obrigados a cumprir determinações governamentais e se não fazê-las poderão responder por “abandono de incapaz”! E o “resultado” das crianças e adolescentes vacinados pela Covid-19 ou deveriam estar imunizadas (as crianças menores) pelo leite materno, enfrentam a hepatite de causa desconhecida e, os pais que gostariam de terem tido a cautela em não vacinarem a prole nessa idade, padecem pela aquela máxima: “Manda quem pode e obedece quem tem juízo”! Outro paradoxo da Política: o eleitor pode se inscrever como tal, pela Internet, que para isso é segura, assim como Declarar seu imposto de renda e até acessar os serviços do INSS, mas “não tem jeito” votar tem que ir presencialmente. Depois o atual presidente, nesse quesito, quer polemizar!!! Como calúnia é de difícil comprovação a alegação de ter havido, porque “habilitar testemunhas” é “fácil”, políticos e STF, “abraçaram” a instituição das chamadas “fake news”, afinal há quem diga que “verdade absoluta é utopia”!

    2. A única coisa que eu lembro, era no auge da pandemia: pessoas confusas, vacinas atrasadas propositalmente, seres humanos morrendo aos montes, covas abertas e um jegue negacionista galopando a cavalo pelos cochos de Brasília. Trazendo MORTE para o Brasil.

    3. Muito bom o texto Artur. Precisamos refletir sobre a política e seus meandros. O quanto que ela interfere na realidade humama.

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