sexo masoquista

Sexo masoquista: características segundo Freud

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A palavra masoquista surgiu por volta do século XIX para esclarecer um certo tipo de perversão. No texto de hoje, você aprenderá como esse termo se associa ao mundo do sexo a partir do que conhecemos como sexo masoquista. Entenda sua definição a partir da psicanálise e confira se é uma prática saudável ou não!

O que é sexo masoquista?

O seu significado se refere a um “gosto” pelo sofrimento/dor, ou até mesmo um prazer sexual que motiva alguém a procurar outra pessoa para provocar dor nela.

Segundo Sigmund Freud, pai da psicanálise, o masoquismo poderia ser considerado ainda como uma manifestação possível e legítima da sexualidade humana. Freud usou esse comportamento até mesmo para compreender o psiquismo.

Sadomasoquismo na Psicanálise

Para a psicanálise, na personalidade, o indivíduo pode ter problemas classificados em três tipos: psicose, neurose e perversão. Cada um deles é bastante estruturado em si mesmo, se modo que é fácil distingui-los. Ao clicar sobre o link em cima desses termos, você será levado a um artigo que explica cada um melhor!

No caso do sadomasoquismo, o que a psicanálise defende é que se trate de uma característica que algumas pessoas podem ter e que não se manifesta só a nível sexual. Assim, é possível encontrar traços dessa personalidade sadomasoquista em outros âmbitos da vida de uma pessoa.

Trata-se, em linhas gerais, de uma associação infantil da dor ao amor. Quando o masoquismo se estende para o sexo, trata-se de uma busca pela manutenção dessa compreensão aprendida de que a pessoa que ama é também uma pessoa que fere e machuca.

Características do sexo masoquista e expectativas

No masoquismo, os sofrimentos mostram ser constituídos de uma certa tensão, de certa forma torturante. Com ela,  é possível ter também gritos e muito desespero para que o sexo masoquista acabe. Porém, com o ato, também se gera uma expectativa pela potência orgástica do momento, que é proporcionada por fora, por outra pessoa.

Não generalizando os masoquistas, é possível afirmar que uma grande maioria deles demonstra um jeito particular, que para alguns pode ser considerado uma forma especial, de conseguir sentir uma angústia no orgasmo. Uma vez que a potência orgástica ocorre, se torna um círculo vicioso repetir as práticas que ajudam a chegar lá. Assim, para os masoquistas, se torna um desejo fixo conseguir sempre que a estimulação genital ocorra de maneira violenta.

Mais sobre sexo com masoquismo e psicanálise

No auge da psicanálise, o masoquismo adquiriu o sentido de vulnerabilidade, submissão e entre outros. Assim sendo, o sofrimento e o prazer estão relacionados com o masoquismo.

Freud cita que toda tensão que o organismo/corpo tem ajuda na excitação sexual, o que vale mesmo para a dor e o sofrimento quando provocam o prazer. Fica assim explicado porque é possível conseguir o orgasmo dessa maneira tão incompreensível para muita gente!

O masoquismo é uma maneira de reversão da agressão. Ou seja, quando a pessoa concorda que a prática seja praticada nela, se transforma em algo passivo e diferente do que ela pode ter vivenciado na infância.

Freud divide a prática do sexo com masoquismo em duas etapas

  • a primeira é a em que o indivíduo provoca dor em si mesmo;
  • a segunda é a em que o indivíduo chama outra pessoa para provocar a dor/sofrimento no ato sexual.

Contudo, é somente nesse segundo caso que se considera o masoquismo.

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Masoquismo na metapsicologia

Na metapsicologia do masoquismo de Freud se tem teorias opostas e diferentes, que assim sofrem em questão da mudança da teoria das pulsões, que foi a partir de 1920.

Todavia, as experiências do masoquismo não só se relacionam ou envolvem sexo. Freud desenvolveu diversas observações e discutiu bastante o assunto. Nesse contexto, duas coisas estão relacionadas e podem ser levantadas em questão. São elas:

  • o que é alterado durante o processo: por exemplo, o que varia entre a situação de violência na infância e o prazer que é obtido na vida adulta;
  • a pulsão sexual e as pessoas envolvidas, seja o pai ou a criança que sofre a “agressão”.

Pulsão sexual

Inicialmente a pulsão sexual por Freud é relacionada à atividade. Porém, ela acaba discordando sobre a questão de passividade masoquista e, quando sobreposta sobre o Eu, é vista como os pensamentos inconscientes na infância, até mesmo a criança dizer que seu pai à ama. Para Freud, em sua interpretação, o sadismo e narcisismo andam juntos.

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Narcisismo e sadomasoquismo

Também se desenvolve a questão da ocultação de uma ferida narcísica no que tange ao sexo masoquista. De acordo com Freud, quando o indivíduo apanha constantemente, mesmo que a surra não deixe feridas ou não doa, o indivíduo associa esses episódios à falta do amor.

Em cima de todas essas questões pesquisadas, estudadas e analisadas por Freud em 1919, é possível afirmar ainda que o masoquismo é uma espécie de reparação da questão narcísica. Ela está relacionada à questão que o indivíduo estabelece que há uma relação entre a violência e o amor. Apesar de haver uma ferida na infância, a dor que ela traz é amenizada pelo masoquismo porque some quando a fantasia é finalizada.

Freud pontua ainda que a questão peculiar do masoquismo é o ganho psíquico que seria a fantasia por meio da culpa e assim ter o prazer naquele tal objeto que está sendo mal e odiado. O masoquismo que Freud cita ainda recai sobre três questões: a excitação sexual, a natureza das mulheres e a normalidade do comportamento. Nesse contexto, o masoquismo erógeno, feminino e moral pode ser diferenciado.

Masoquismo Erógeno, feminino e moral

O masoquismo erógeno pode ser entendido como ter prazer pelo próprio sofrimento. Por sua vez, o masoquismo feminino se realizaria no ato de ser castrado ou de ter um bebê. A terceira modalidade de masoquismo, que seria a moral, se relaciona quando o indivíduo tem um sentimento de culpa, mas que pode estar no inconsciente. Ou seja, o indivíduo pode não ter total controle e ciência sobre tal feito e sentimento.

Entretanto, Freud cita que o masoquismo feminino poderia estar relacionado a primeira questão, que seria o masoquismo erógeno, sendo assim o prazer pela dor, sofrimento. Porém, todos os conceitos e preceitos seriam ligações e casos, meio que generalizados quando se trata da questão de dor e prazer, que ele como pai da psicanálise diz sobre linhas biológicas e constitucionais.

Considerações finais sobre o sexo masoquista

Em suma, é notável que o masoquismo é compreendido como uma forma de solução para um problema que surge na infância e não é resolvido. Nasce, portanto, de uma percepção diferenciada que as pessoas criam sobre o que é amar e ser amado.

Como o próprio artigo deixa claro, o sexo masoquista é uma questão que precisa de muito tempo para ser entendida e tratada na vida de alguém. Para conseguir fazer isso como profissional ou apenas entender o tema de maneira mais clara, matricule-se em nosso curso 100% online de Psicanálise Clínica.

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