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Sonambulismo: o que é, causas, sintomas, tratamentos

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Hoje falaremos sobre o sonambulismo. Sônia Maria acorda assustada escutando um barulho vindo do quarto de Pedrinho. Imediatamente ela pensa em assalto. Quando entra no quarto vê Pedrinho caminhando e falando palavras desconexas e de forma bem baixa, como se falasse consigo mesmo. Continue a leitura e entenda melhor.

Sônia e o sonambulismo

Sônia Maria se depara com seu filho sonâmbulo. Até este momento não havia ocorrido episódio algum desta natureza. Sim, ela sabe que o sonambulismo ocorre em crianças e que tende a desaparecer na fase adolescente, porém há casos em que segue pela fase adulta também.

Em sua família ela sempre escutou os relatos de sonambulismo de seus primos, portanto ela tinha certo conhecimento sobre este distúrbio benigno do sono, porém ficou curiosa e buscou informar-se com mais detalhes.

Em suas pesquisas Sônia Maria aprende que as ocorrências são mais comuns de ocorrer após uma ou duas horas depois que a criança adormece e que os relatos demonstram que é mais comum ocorrer em meninos do que meninas.

Quais são os sintomas do sonambulismo?

Curiosa em saber como identificar os sintomas do sonambulismo, Sônia Maria pesquisa mais profundamente e aprende que são muito comuns a criança sentar-se na cama de olhos abertos, com expressão vaga nos olhos, que a criança pode até levantar-se e se locomover pelos outros cômodos da casa.

Não há risco em acordar um sonâmbulo em meio ao seu episódio de sonambulismo, na verdade é indicado quando é iminente o perigo que ocorrer algum acidente, como cair de uma escada ou quebrar um copo.

Quais são as causas do sonambulismo?

Sônia Maria ainda se pergunta o que leva uma criança a ter episódios de sonambulismo e descobre que não há ainda uma explicação definitiva, mas que acredita-se que ocorra como parte de um processo de maturação do cérebro. Mas como pode ocorrer em adultos que já possuem seus cérebros desenvolvidos?

Em adultos é muito comum observar-se que os episódios de sonambulismo podem ser desencadeados por privação de sono, estresse, trauma, febre, ingestão de álcool, depressão e bexiga cheia.

Como diagnosticar e tratar então o sonambulismo?

O relato do paciente, bem como o relato de pessoas que convivem com este paciente é o que normalmente leva ao diagnóstico, porém existem exames (polissonografia e eletroencefalograma) que respaldam estes relatos.

Para Sônia Maria o tratamento parece ser complicado, então ela volta a pesquisar e aprende que para este distúrbio benigno do sono há sim uma tendência de desaparecer espontaneamente após a infância e que uma forma de minimizar os episódios até que isso ocorra é adotar hábitos de higiene do sono.

Com estas descobertas Sônia Maria conversa com Pedrinho, explica-lhe o ocorrido e tudo o que ela aprendeu de suas pesquisas e eles, então, começam a adotar hábitos mais saudáveis antes do Pedrinho se deitar.

Quais são os hábitos que ajudam a tratar?

Pedrinho então passa a manter horários fixos de deitar e levantar, evita atividades estimulantes perto da hora de dormir (como jogar vídeo game ou assistir televisão). Sônia Maria passa a oferecer refeições mais leves ao filho e evita dar-lhe líquidos antes de dormir. Mesmo nos dias em que está “caindo de sono” Pedrinho é estimulado a esvaziar a bexiga antes de deitar-se.

Com estas simples mudanças de hábitos Pedrinho então passa a ter menor quantidade de episódios de sonambulismo e Sônia Maria passa a também ter mais qualidade de sono, pois vê que seu filho está dormindo o sono dos “justos” e o sono revigorador de energia que toda criança deve ter para desenvolver-se bem.

Conclusão

Faço agora alguns comentários do que aprendi ao pesquisar mais sobre os distúrbios do sono. Durante a noite temos ciclos intercalados até o nosso despertar e o despertar não é tão simples como parece ser. Para despertarmos dependemos de um mecanismo complexo neurológico e o mesmo ocorre em vários níveis, que são discorridos à seguir.

Despertar cortical – quando há alteração nas ondas cerebrais que indicam que há atividade no cérebro; Despertar autonômico – quando ocorre alteração na frequência cardíaca e na pressão arterial, bem como há alteração na atividade do metabolismo; Despertar cognitivo – quando nossa consciência e nossas emoções afloram. O sonambulismo é um desajuste entre os níveis acima citados e somente uma das partes das funções cerebrais desperta.

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Normalmente as funções motoras ficam preservadas e é por este motivo que o sonâmbulo se movimenta pelo seu quarto ou pelos cômodos da casa. Quando ocorrem casos mais graves de sonambulismo (são casos raros), o sonâmbulo pode pular de uma janela, por exemplo ou urinar em qualquer local da casa. Caso isso ocorra com muita frequência pode-se administrar medicamentos prescritos por psiquiatras e até mesmo recorrer à hipnose.

Um distúrbio benigno

Como descrito no conto acima, o sonambulismo é um distúrbio benigno do sono e tende a desaparecer espontaneamente, portanto caso ocorra com alguém próximo, não se assuste. Busque mudar hábitos e apoiar o sonâmbulo durante seus episódios de sonambulismo.

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    O presente artigo foi escrito por Adriana Gobbi , formada em Pedagogia e formanda em psicanálise clínica. Email: [email protected]

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