chave mestra para o inconsciente

Sonho: a chave mestra para o inconsciente

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Você sabe qual é a chave mestra para o inconsciente ou o que é sonho? Segundo o dicionário da língua portuguesa, a palavra sonho é um substantivo masculino que designa: 1. o ato ou efeito de sonhar; 2. conjunto de imagens, de pensamento ou de fantasias que se apresentam à mente durante o sono.

Sonho e a chave mestra para o inconsciente

Segundo a Wikipédia, o sonho é uma experiência que pode ter significados diferentes dentro de contextos religiosos, culturais ou científicos. Para a ciência é uma experiência durante o sono de conteúdos imaginativos vindo do inconsciente. Para Freud, os sonhos é o espaço para realizar desejos inconscientes que se encontram reprimidos. O pai da Psicanálise, Sigmund Freud, no ano de 1900 lançou em sua obra mais conhecida a seguinte frase: “o sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente”. O livro “A interpretação dos Sonhos” é um acervo bibliográfico que contém os principais fundamentos da teoria psicanalítica.

A imagem de um iceberg representando o que Freud acreditava acerca do funcionamento da mente é muito conhecida até mesmo no meio de pessoas que não estão buscando se aprofundar no tema mas procuram entender a representação da mente consciente e a mente inconsciente. Na teoria do iceberg, a mente inconsciente é considerada tudo aquilo que está embaixo da água enquanto a representação do consciente é apenas o que está acima da água, ou seja, aquela ponta do iceberg. Um fato curioso que é pouco conhecido é que, quem primeiro elaborou a metáfora do iceberg não foi Freud e sim Gustav Theodor Fechner em sua teoria da psicofísica.

Fechner (1801 – 1887) realizou estudos sobre o inconsciente e afirmou que grande parte da mente situa sob a superfície e aceitou que forças não observáveis, vindo dessa maior porção (o inconsciente) influenciam de forma significativa a porção consciente. Assim, ele criou a metáfora do iceberg para representar o que ele pensava e essa ideia chamou a atenção de Freud. Mais do que apenas o interesse na representação, Freud se interessou pela analogia por mais um motivo: a dificuldade em acessar o que estava embaixo da água, ou seja, a dificuldade em acessar o que é tido como inconsciente. Portanto, Freud, em seus vastos estudos e observações, revela o código de acesso ao inconsciente: os sonhos.

Sigmund Freud e a chave mestra para o inconsciente

Ao longo da vida e do trabalho de Sigmund Freud, ao lidar com inúmeros casos de sintomas psicológicos, tais como fenômenos psicóticos, atos perversos, neuroses obsessivas, histerias e fobias, dentre outros, a interpretação dos sonhos entra como sendo um método através do qual ele, o analista, poderia formular hipóteses diagnósticas sobre as possíveis causas do problema em questão. A teoria descoberta por Freud, de que os sonhos possuem um conteúdo psicológico importante, trouxe uma revolução ao estudo da mente não só para a época mas é ainda um norte para os demais estudiosos, mesmo que ao longo dos estudos haja controvérsias.

Antes dessa descoberta, os sonhos eram vistos como lixos mentais oriundo de pensamentos que não acrescentavam em nada na vida do ser humano e durante o sono era esvaziado da mente. As compreensões apresentadas por Sigmund Freud colocaram os sonhos no campo de estudo da Psicologia e comprovaram que eles são mecanismos de realização de desejos, disfarçados ou não, para que haja plena satisfação desse desejo no campo psíquico.

Para comprovar e salientar sua teoria, Freud cria dentro da teoria psicanalítica o processo de Elaboração do Sonho para que haja a interpretação do mesmo de forma científica, mais assertiva e não-adivinhatória. O processo de elaboração do sonho revelado por Freud traz a análise de dois elementos: o conteúdo manifesto e o conteúdo latente. O conteúdo manifesto é aquele que o sonhador conta quando acorda ou nos dias seguintes, do jeito que ele é lembrado. Já o conteúdo latente é o significado do sonho após passar pela análise.

Freud e a análise dos sonhos

Os sonhos dificilmente serão analisados em sua totalidade. Freud sugere a análise de partes separadas do sonho. Fracionar o sonho e analisar as associações que o paciente traz à cada fração tende a ser o método mais eficaz para se chegar ao conteúdo inconsciente (conteúdo latente) que tal sonho pode estar representando (conteúdo manifesto). Muitas pessoas podem estar em um estado mais profundo do seu próprio inconsciente que o sonho pode escapar ao longo do dia e não sobrar conteúdo manifesto a ser analisado, por isso, existem algumas dicas de começar a executar o processo de análise e aqui vai o passo a passo que poderá ajudar:


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  1. Assim que acordar, anote o sonho ou a mínima fração de sonho que se lembrar. Se não lembra do sonho em si, comece por anotar as sensações e emoções que vêm à mente ao acordar. O ideal é manter um caderno ou bloco de anotações logo ao lado da cama e anotar assim que abrir os olhos e conseguir puxar na memória os fatos do sonho/sensações.
  2. Volte ao que escreveu e sublinhe as palavras mais importantes, aquelas que parecem se destacar na narrativa ou despertar mais curiosidade. Observe os sujeitos e objetos presentes.
  3. Separe cada elemento sublinhado e reflita sobre cada um deles e o que vem à mente quando pensa nele.
  4. Tenta relacionar os elementos analisados entre si e volte no sonho completo.

Conclusão

Parece fazer mais sentido? Pode ficar um pouco sem sentido no início da análise. Espere por novos sonhos e vá repetindo o processo. Se estiver em processo de análise, leve esses conteúdos ao profissional e solicite ajuda. Caso ainda não esteja sendo analisado, procure um profissional psicanalista.

O psicanalista é um profissional disposto a ajudar a sociedade e o ser humano a superar preocupações, traumas, dores emocionais, medos, dentre outros sintomas conforme a análise do inconsciente. Digo até mesmo que o psicanalista é o profissional que ajuda no processo de autoconhecimento acima de tudo.

O presente artigo foi escrito por Alana Carvalho, estudante de Psicanálise Clínica. Trabalha como terapeuta Reikiana (@alanacarvalhoreiki) e o curso de Psicanálise está expandindo meus horizontes e ajudando com o processo de autoconhecimento.

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