Conceito de amor na psicanálise

Conceito de amor na psicanálise e psicologia

Posted on Posted in Comportamento, Conceitos e Significados, Psicanálise, Psicanálise e Cultura

Na vida humana, sempre estamos sujeitos a ter emoções bastante fortes, afinal faz parte da nossa condição como indivíduos. Entender sobre como os sentimentos e emoções nos afetam e, além disso, ter um ponto de vista vindo da psicanálise e da psicologia pode ajudar a ampliar o seu autoconhecimento. Então, venha compreender o conceito de amor na psicanálise.

O que é o amor para a psicanálise?

A definição de amor em psicanálise está muito associada a uma narrativa bastante famosa: a do complexo de Édipo.

Contudo, neste post, iremos abordar conceitos mais básicos sobre a psicologia do amor. Antes de mais nada, a área define que há diferentes tipos de vínculo que causa esse sentimento, como paternal, sexual, entre amigo e entre irmãos.

O pai da psicanálise, Sigmund Freud, tem uma frase marcante sobre o amor:

“É que nunca somos tão indefesos contra o sofrimento como quando amamos, nunca tão impotentes e infelizes como quando perdemos o objeto amado ou o seu amor.”

Além disso, Freud aponta que esse sentimento é reservado para a movimentação do “eu” em direção ao objeto do puro prazer. Já para Jacques Lacan, o amor ocorre quando há uma suposição de um ser no outro.

Nosso primeiro “objeto de amor”: segundo Freud

Uma das explicações mais famosas de Freud diz respeito ao nosso primeiro objeto de amor. De modo geral, ele explica que ambos os sexos escolhem aquele que é o seu doador da atenção primária (podendo ser a mãe ou pai).

Além disso, ele afirma que este primeiro objeto de amor irá estabelecer o “caminho” para a nossa capacidade de amor e carinho na vida adulta. Por isso, a relação com os pais irá refletir de volta para nós o quão digno de amor nós somos, se há de fato uma segurança nesse sentimento.

Saiba mais

Em seu artigo chamado “Sobre o narcisismo: uma introdução”, Freud apresenta dois tipos de “escolha de objeto de amor”. O primeiro é uma escolha narcisista em que a pessoa ama alguém igual a ela. Já o segundo tipo, o “anexador”, é quando o sujeito prefere “um homem que a proteja” ou “uma mulher que o alimente”.

Em outras palavras, quando estamos nos processo de nos apaixonar, nos apaixonamos ou por uma pessoa que reflete a nós mesmos ou por um sujeito que nos faz lembrar de alguém que admiramos, podendo ser o pai ou a mãe.

Em algumas ocasiões, as pessoas caem de amor por algo que anseiam, uma versão idealizada delas mesmas. De forma ideal, a sensação de ser amado é um sentimento de ser “uma coisa só” com outra pessoa. Mas como sabemos, na realidade isso pode ser mais complicado do que parece.

É possível escolhermos por quem nos apaixonamos?

Essa é uma pergunta que muitas pessoas fazem, afinal a ideia passada, especialmente por filmes românticos, é que a resposta é “não”. Agora, partindo de um ponto de vista psicanalítico, a resposta é sim! Contudo não de forma intencional e controlada como fazemos com determinadas escolhas da nossa vida.

A escolha ocorre de maneira inconsciente e um tanto misteriosa, como se estivéssemos em um “labirinto”. Por conta disso, muitas pessoas possuem o hábito de irem à psicoterapia psicanalítica para poderem entender e buscar melhorar os seus relacionamentos amorosos.

Conceito de amor na psicologia

Indo para a área da psicologia, teremos como base o psicólogo norte-americano, Robert Sternberg que desenvolveu uma teoria sobre o tema. Para ele, o amor tem três elementos distintos que o compõem:

  • intimidade;
  • paixão;
  • compromisso.

O primeiro tópico se refere a uma relação de confiança que vem de ambas partes, que também inclui a proteção e a necessidade de estar sempre próximo. Aliás, segundo o psicólogo, é por meio da intimidade que as duas pessoas podem compartilhar as suas experiências.

Já a paixão é baseada na atração sexual, sendo que ela envolve um sentimento irreprimível de estar sempre com a pessoa amada. Afinal, é com o compromisso e a proximidade que se gera uma expectativa de que a relação dure por bastante tempo.

Leia Também:  Mentira patológica e a mentira no mundo contemporâneo

Conceito de amor na psicanálise: psicologia do amor

Seguindo as ideias estabelecidas pela psicologia do amor, esse sentimento não significa apenas o gostar da outra pessoa em “larga escala”. É como um estado psicológico qualitativamente diferenciado, pois diferente do “gostar”, o amor tem:

    NÓS RETORNAMOS PARA VOCÊ



    Quero informações para me inscrever na Formação EAD em Psicanálise.

    • paixão;
    • fascinação;
    • desejo sexual;
    • preocupação muito intensa pelo outro.

    Os sete tipos de amor, segundo a psicologia

    Por conta do trabalho de Sternberg, foi possível definir os setes tipos de amor. Então, veja nos próximos tópicos quais são eles.

    Paixão (fascínio)

    É o momento em que os indivíduos se conhecem há um pouco tempo. Contudo, eles já possuem uma atração muito forte um pelo outro, mesmo não sabendo se realmente possuem alguma coisa em comum.

    Para os psicólogos, conforme passa o tempo, essa paixão se modifica em algo mais completo. Todavia, nem todos os casais passam por este processo e permanecem apenas nesse tipo de sentimento.

    Amor platônico

    Como o próprio nome sugere, esse tipo de amor fica no campo das ideias. De modo geral, as pessoas até possuem interesses e visões de mundo parecidos, mas essa intimidade apenas caminha para uma amizade.

    Amor vazio

    Muitos casais vivem este tipo de amor que se resume a somente ter um compromisso e não há uma divisão de intimidade e paixão. Em muitos casos, essa relação ocorre depois de ter ocorrido uma grande paixão.

    Amor tolo

    Já nesse tipo de amor há compromisso e paixão. Nesse caso, as pessoas sentem uma grande paixão uma pela outra e decidem firmar o compromisso com um casamento ou indo morar juntos.

    Segundo os psicólogos, esse tipo de casal podem viver por muito tempo junto, contudo não é garantia de viver o conceito de felicidade de maneira perpétua, segundo a psicanálise. O que ocorre é que as pessoas não vêem os seus companheiros como verdadeiros amigos.

    Amor romântico

    Tendo a paixão e a intimidade como base, o amor romântico ocorre quando os casais estão cômodos nessa relação. Contudo, não se sentem prontos para firmarem um sério compromisso. Por conta disso, muitas vezes eles acabam se separando.

    Amor sociável

    Baseado em compromisso e intimidade, essa relação é bastante forte se comparada com uma amizade normal. Afinal, as pessoas possuem um carinho mais forte e verdadeiro umas pelas outras. Contudo, elas não incluem o amor nessa relação. De acordo com os psicólogos, essa relação ocorre depois de muito tempo juntos e de troca de experiências.

    Amor consumado

    Por fim, este tipo de amor é formado pelos pilares defendidos pelo psicólogo Robert Sternberg (paixão, intimidade e compromisso). Mesmo que não sejam na mesma intensidade, é necessário serem parecidos. Esses tipos de relacionamentos são bastantes incomuns, contudo as pessoas têm a possibilidade de construírem algo parecido, caso se amem e se cuidem.

    Aliás, há uma grande probabilidade de que esses casais vivam por muito tempo juntos e felizes.

    Considerações finais sobre conceito de amor na psicanálise

    Esperamos que você tenha compreendido melhor sobre o conceito de amor na psicanálise. Aliás, desejamos que com o nosso post tenha despertado em você o interesse de poder aprofundar o seu interesse na psique humana. Por isso, temos um convite para você! Conheça o nosso curso online de formação em Psicanálise Clínica 100% online e inicie uma nova jornada de autoconhecimento.

    4 thoughts on “Conceito de amor na psicanálise e psicologia

    1. Já que cada um sabe a dor e a delicia de amar e ser amado, Qualquer forma de amar vale apena .

    2. Esse conceito de amor da psicologia é psicanalise está vinculado a ideias filosóficas.
      Mas o verdadeiro amor ele é sem reservas e sem trocas, tudo padece ,tudo suporta , não guarda mágoas ,não se ensoberbece, é paciente bondoso, não inveja e nem se vangloria, não se orgulha, não maltrata, não procura seus interesses, não se irá facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade .tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

    3. Muito bom comentário! As pessoas precisam se amarem, elas irão amar as outras pessoas também. No relacionamentos conjugal, há intimidade e o compromisso (fidelidade) é primordial.

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado.