práxis da psicanálise, prática da clínica psicanalítica

Práxis da Psicanálise: reflexão sobre prática psicanalítica

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Vamos falar acerca da complexidade da práxis da psicanálise, no contexto da clínica psicanalítica.

Percebe-se a complexidade da Psicanálise Clínica, e a dificuldade de sua práxis, ao se considerar pelo menos três aspectos:

em primeiro lugar, devido à complexidade do aparelho psíquico em si, suas dinâmicas e seu funcionamento;

em segundo lugar, por causa das resistências que vão se manifestando de maneira sempre mais intensa ao aproximar o núcleo patogênico;

e em terceiro lugar, devido à necessidade de se acessar a esfera inconsciente da psique humana, para que seja possível trazer à luz (à consciência) afetos aflitivos que foram recalcados enquanto incompatíveis e intoleráveis para o Ego.

A práxis e o inconsciente

Nesse sentido, para acessar o inconsciente do analisando, o analista precisa obter a sua permissão através da transferência.

O aparelho psíquico foi aproximado inicialmente por Freud através da Primeira Tópica (1900), por meio de um viés “topográfico”, que não se refere à localização stricto sensu de Ics, Pcs e Cs, e sim, trata-se de uma localização “virtual”, como só pode ser, na medida em que não se trata de órgãos fisiológicos e nem de porções do cérebro humano, embora, segundo Andréia Pereira De Lima (2009) a Neurofisiologia, atualmente, tem proposto diálogos com a teoria freudiana os quais teriam confirmado os postulados do Pai da Psicanálise.

A principal contribuição da primeira tópica foi a demonstração da existência de uma porção inconsciente no âmbito da psique humana, que de fato representa a maior parte do aparelho psíquico e, segundo Freud, pode ser considerado enquanto “Psiquismo real”.

  • Basicamente, Freud demonstrou que o “visível” ou consciente (ou melhor, o que é tangível, manifesto) depende do invisível, do que não pode ser acessado diretamente pelo sujeito.
  • O inconsciente (Ics) é inacessível, embora seus conteúdos possam passar pela filtragem de uma barreira, a chamada primeira censura, que está “situada” entre esse sistema (Ics) e
  • o Pré-consciente (Pcs) e, dessa maneira, podem se tornar conscientes, embora não sejam compreensíveis devido à distorção.

Isso explica a primeira dificuldade da práxis psicanalítica: a porção mais importante do psiquismo é acessível só indiretamente, e a partir de conteúdos distorcidos.

Essa distorção, por sua vez, deve-se ao fato do inconsciente não obedecer a uma lógica racional, ser atemporal, ser regido pelo processo primário (a energia move-se livremente, sem restrições, de uma representação para a outra), e ainda, por desconhecer negação ou dúvida, e por ter uma realidade própria, indiferente à realidade exterior, e regida por leis e uma linguagem peculiares.

Práxis da Psicanálise: o contexto clínico

Acrescente-se que o sistema inconsciente apresenta mecanismos peculiares, quais o deslocamento e a condensação, o que explica a referida distorção. Também, os conteúdos inconscientes são representantes de pulsões sexuais e agressivas, ou seja, os próprios conteúdos “estão em lugar de”, ao invés de “ser” eles mesmos, uma realidade “última”, ou “definitiva” em si e por si.

E vale frisar que, na primeira tópica, Freud se refere ao Inconsciente enquanto sinonímia do que foi recalcado. Inconsciente recalcado, é como um repositório de desejos e pulsões e, também, traumas que, intoleráveis para o ego, são expulsos da consciência e armazenados no sistema inconsciente.

Segundo Laplanche e Pontalis: “No sentido ‘tópico’, inconsciente designa um dos sistema definidos por Freud no quadro da sua primeira teoria do aparelho psíquico. É constituído por conteúdos recalcados aos quais foi recusado o acesso ao sistema pré-consciente-consciente pela ação do recalque (recalque originário e recalque a posteriori)” (LAPLANCHE e PONTALIS, 2000, p.235).

Ego, Id e Superego

A complexidade aumenta a partir da Segunda Tópica (1923), quando Freud reconsidera a extensão do ego, ao demonstrar que essa instância psíquica abrange tanto os sistemas consciente (Cs) e pré-consciente (Pcs), como aquele inconsciente (Ics).

  • O ego, basicamente, seria um desdobramento do ID, instância completamente inconsciente e regida pelo processo primário e pelo princípio do prazer.
  • O ID seria um reservatório de energia psíquica. O recém-nascido e o bebê, no mais, apresentam um aparelho psíquico no qual o ID representa a única instância, sendo que, aos poucos, vai surgindo o Ego e, em seguida, o Superego, que por sua vez, representa um desdobramento do Ego, através do qual, principalmente a partir do Complexo Edípico (fase oral), o sujeito introjeta a autoridade paterna através de toda uma normatização e do medo da punição ou repreensão.
  • Sucessivamente, o Superego passa a introjetar também normas sociais e culturais, religiosas e educacionais que transcendem a autoridade paterna.
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Na Segunda Tópica, Freud (estrutural) aborda as dinâmicas das três instâncias psíquicas, as quais compõem um complexo dinâmico e, ao mesmo tempo, estão articuladas com os três sistemas apontados por Freud na Primeira tópica (1900).

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    Resumidamente, pode-se afirmar que o Ego e o Superego perpassam os três sistemas psíquicos (Ics, Pcs e Cs), enquanto o ID está presente apenas no sistema inconsciente (Ics). Todos os processos psíquicos e as dinâmicas das três instâncias são alimentados por energia psíquica produzida e armazenada no ID.

    A libido na práxis psicanalítica

    A parte sexual dessa energia pulsional é chamada por Freud de libido. Através do processo primário (ligado ao princípio do prazer e exclusivo do ID), o sujeito busca apenas a satisfação do desejo, das pulsões, através da descarga de energia psíquica. Já, o processo secundário, peculiar do ego e do superego, depende do princípio da realidade e sua finalidade é a sobrevivência.

    Pode-se dizer que o processo secundário permite adiar a satisfação imediata do desejo (prazer), o que por sua vez torna possível a sublimação do impulso (tanto sexual como agressivo).

    A partir das dinâmicas psíquicas apontadas na Segunda tópica – que não veio para negar a Primeira, e sim, para complementá-la – compreende-se que, na organização psíquica neurótica (apesar da variedade de neuroses),

    • existe um forte conflito entre os sistemas conscientes e inconscientes e, a partir das instâncias da Segunda tópica, entre ID e Superego, sendo que o desejo intolerável segundo os valores e normas morais e sociais é recalcado (e nessa dinâmica conflitiva são acionados mecanismos de defesa como a projeção, por meio do qual o neurótico atribui ao outro os conteúdos recalcados),
    • enquanto na organização psíquica psicótica o conflito é tanto interno (com o Ego sendo reduzido através da supremacia do ID), como externo, existindo uma contrariedade entre o Ego e a realidade, de onde surgem mecanismos de defesa quais a forclusão, se tratando de uma forma de repúdio da realidade por parte do psicótico (especialmente o esquizofrênico).

    A práxis da psicanálise diante da complexidade psíquica

    Entende-se, pois, a complexidade do aparelho psíquico, o que, por sua vez, confirma a primeira dificuldade mencionada acima a respeito da práxis psicanalítica.

    Quanto ao segundo grande problema apontado anteriormente, existe uma contradição com relação ao processo analítico, a que exige extremos cuidados por parte do analista: na clínica psicanalítica é necessário adentrar o inconsciente, e ao fazer isso, acontece a progressiva aproximação do núcleo patogênico, sendo que essa aproximação, a qualquer momento, pode colocar em risco todo o processo psicanalítico, já que, quanto mais a análise de aproxima do núcleo patogênico, mais aumentam as resistências e, em determinados casos, a ansiedade do analisando. Comecemos com essa última questão.

    Existe uma distinção prévia que precisa ser efetuada, entre um processo de psicanálise clínica propriamente levado adiante por um profissional devidamente capacitado e, além da formação, dotado de um grau suficiente de bom senso, e a chamada “Psicanálise selvagem”.

    O modus operandi da Psicanálise Clínica propriamente aplicado implica uma atenção particular para com a transferência, que veremos mais adiante, mas, de antemão, representa a concessão de permissão do analisando para com o analista, e aponta para certa componente “afetiva”, no sentido que o paciente concede ao analista a permissão para adentrar sua intimidade psíquica.

    Vale frisar, também, que o analista, antes mesmo de começar o processo de análise propriamente dito, efetua a entrevista preliminar, por meio da qual avalia tanto a si mesmo como ao paciente, a saber:

    • se o paciente está apto para entrar num processo psicanalítico, sendo que a entrevista preliminar vai permitir ao analista descobrir a organização psíquica predominante do paciente (neurótica, psicótica ou perversa) e esse não pode estar acometido por debilidades;
    • e se o próprio analista, devido ao nível de avanço em sua própria análise (todo analista está em análise com outro analista), é idôneo para analisar o tal paciente.

    A partir dessa dupla avaliação, o analista decide se aceitará ou menos aquele paciente e, a partir dessa eventual aceitação, começará o processo psicanalítico propriamente dito, sendo que o paciente em potencial tornar-se-á analisando.

    Etapas e riscos da práxis psicanalítica

    Se Lacan sugere que o paciente, na entrevista preliminar, ao atribuir um significante para si e outro para o analista, fará deste último um sujeito suposto saber, pode-se sugerir que, até a aceitação em análise por parte do analista, o “status” de analisando do paciente é apenas “suposto”, ou seja, precisa ser avaliado e oficialmente atribuído àquele paciente por parte do psicanalista clínico.

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    Durante a análise propriamente dita, o analista procura entrar em contato, através de seu inconsciente, com o inconsciente do analisando.

    Nesse encontro inconsciente, ocorrem os processos de transferência (que pode ser positiva ou negativa, como veremos adiante), contratransferência e resistência. Quanto a essa última, como já foi realçado, a aproximação do núcleo patogênico intensificará e reforçará a sua atuação, tratando-se de um momento particularmente delicado e que deve ser conduzido de maneira apropriada por parte do analista.

    Nesse sentido, para se compreender como deve ser conduzido um processo de Psicanálise Clínica, é preciso considerar a chamada “análise selvagem”, a que sugere o que um bom analista não deve fazer. Esse tipo de “análise” pode ser assim resumido:

    Num sentido amplo, tipo de intervenções de “analistas” amadores ou inexperientes que se baseiam em noções psicanalíticas muitas vezes mal compreendidas para interpretarem sintomas, sonhos, palavras, ações, etc. Num sentido mais técnico, chamamos de selvagem uma interpretação que desconhece uma situação analítica determinada, na sua dinâmica atual e na sua singularidade, principalmente revelando de modo direto o conteúdo recalcado sem levar em conta as resistências e a transferência (LAPLANCHE E PONTALIS, 2000, p. 387).

    Resistência e transferência

    Compreende-se, com os autores, a importância dos processos de resistência e transferência, que devem sempre ser ponderadas pelo analista, o qual, além disso, deve criar as condições para que os conteúdos inconscientes do analisando emerjam para o nível consciente de uma maneira gradual e que não perturbe o sujeito analisado, ao invés de lhe revelar abertamente a causa de seus sintomas.

    O psicanalista é, portanto, um facilitador, alguém que conduz o paciente ao encontro da solução de sua perturbação. Precisa criar as circunstâncias favoráveis para que o analisando, de fato, passe a conhecer seu inconsciente e isso é algo que, quer pelas características não-lógicas dessa esfera do aparelho psíquico, quer pelas resistências, representa uma verdadeira façanha.

    A insistência em aproximar o núcleo psicótico, movida pela eventual euforia em chegar “perto da solução” pode comprometer completamente o processo psicanalítico, além de gerar perturbar profundamente o analisando ao invés de ajudá-lo a eliminar a perturbação (sintomas) advinda da causa de sua doença.

    Querendo forçar um pouco a comparação, pode-se sugerir a seguinte metáfora: o trabalho de um psicanalista pode ser comparado com uma pessoa que constrói um castelo com as cartas de um baralho. Quanto mais se aproxima da conclusão da obra, mais a estrutura estará sujeita a desmoronar com o mínimo sopro, ou movimento desajeitado. A pessoa deverá proceder com muita calma, sem se deixar levar pela euforia ao ver sua obra sendo concluída.

    Conclusão: sobre a práxis da psicanálise

    Evidentemente, um psicanalista não está lidando com um baralho, e sim, com um ser humano, cujo aparelho psíquico, como foi ressaltado anteriormente, é extremamente complexo. Pode-se acrescentar, com Laplanche e Pontalis, que a “análise selvagem” não é nenhum “privilégio” de psicanalistas amadores, sendo que Freud tem criticado colegas – isto é, médicos – devido às falhas nos procedimentos analíticos por eles conduzidos. Segundo os autores:

    Comunicando aos doentes o seu inconsciente, provoca-se sempre neles uma recrudescência dos seus conflitos e um agravamento dos seus males. Por isso essas revelações exigem que a transferência esteja bem estabelecida e que os conteúdos recalcados se tenham tomado próximos da consciência. De outro modo, elas criam uma situação de ansiedade não controlada pelo analista (LAPLANCHE E PONTALIS, 2000, p. 387).

    Resumindo, devido ao já mencionado forte conflito existente nos neuróticos entre consciente e inconsciente, ao chegar perto do núcleo patogênico, ou seja, próximo da causa ou origem dos sintomas analíticos, a doença desencadeia os mecanismos de defesa e, portanto, ocorrem as referidas resistências, as quais aumentam de intensidade na medida em que a análise chega perto da referida causa.

    A solução encontrada por Freud, através da livre associação, está em distrair os mecanismos de defesa. Dessa maneira, as resistências não conseguem interferir e impedir que os conteúdos inconscientes recalcados sejam trazidos à luz do entendimento consciente. Seguirá a ressignificação de causa e consequências da doença por parte do analisando. Com relação à terceira dificuldade apontada acima, vimos que a transferência representa a permissão, concedida pelo analisando, para que o analista adentre a intimidade inconsciente dele (do analisando).

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    Existe uma transferência positiva e outra negativa, sendo que a positiva implica uma afetividade, enquanto a segunda comporta a hostilidade, e sendo assim, a análise torna-se inviável e deverá ser interrompida. Quanto às características da transferência, segundo Roland Chemama,

    O estabelecimento desse vínculo afetivo intenso é automático, incontornável e independente de todo contexto de realidade. Pode ocorrer que certas pessoas sejam ‘inaptas’ para a transferência e, por esse motivo, não demandem a análise, demanda que, por si mesma, já comporta uma dimensão transferencial: o paciente se dirige a alguém em quem pressupõe um saber (CHEMAMA, 199, p. 217).

    Vemos com Chemama que a transferência é algo corriqueiro no âmbito das interações humanas, sendo que a cada momento estamos engajados em processos transferenciais. É por essa razão que, como já informamos acima, o analista precisa, ele mesmo, estar num processo de análise pessoal conduzido por outro psicanalista, de maneira a não “levar para o lado pessoal” aquilo que for dito pelo paciente.

    Ou seja, o analista precisa dispor do discernimento necessário para compreender adentrar o inconsciente do analisando a partir do próprio inconsciente, sem “projetar” a si mesmo na análise do paciente, e portanto, sem que os dois inconscientes se confundam durante o processo psicanalítico. Isso corrobora o fato da “análise selvagem” não ser exclusividade de psicanalistas amadores e atrapalhados e sim, ser aquela análise na qual o psicanalista, mesmo capacitado, efetua contínuas considerações subjetivas acerca do que está sendo dito pelo analisando.

    O próprio Freud, lembremos, foi levado a optar pela associação livre – mudando assim de rota em sua clínica – ao ser repreendido veementemente pela paciente Emmy Von N, quando a paciente o mandara explicitamente calar a boca para que pudesse deixar fluir o seu discurso e, assim, oferecer ao médico vienense o acesso ao seu inconsciente (dela), o que, evidentemente, não ia ser possível ao ser interrompida em continuação pelo então psicanalista novato, Herr Freud. Nas palavras de Chemama: “De fato, o analista, por sua análise pessoal, é suposto estar em estado de saber de que são tecidas suas relações pessoais com os outros, de modo a não vir a interferir com aquilo que está do lado de seu paciente. Trata-se, além disso, neste caso, de uma condição “sine qua non”, que o analista esteja disponível e à escuta de seu paciente” (CHEMAMA, 1995, p. 216).

    Esta postura a ser necessariamente adotada pelo (bom) psicanalista, reforça o conceito de atenção flutuante, ou seja, uma atenção não permeada pelo julgamento, que por sua vez é a intromissão do eu do analista dentro do eu do analisando, seja esta consciente ou inconsciente. Flutuante por estar livre da “força de gravidade” representada pela atividade mental crítica, no aguardo de um ato falho, lapso, chiste, ou de algum conteúdo inconsciente do analisando a ser sugerido através da associação livre.

    De acordo com o que foi dito, a práxis psicanalítica pode ser compreendida a partir do conceito taoista de Wu Wei, que aponta para ação na não-ação e, ao mesmo tempo, não-ação na ação. É um fazer sem fazer, é entrar em contato com o inconsciente do analisando sem interferir com o mesmo a partir do próprio inconsciente do analista, e ao mesmo tempo, o objetivo da análise não é comunicar ao analisando a causa de sua perturbação a partir da revelação inconsciente acessada pelo psicanalista, e sim, criar as condições, ou circunstâncias, para que o próprio analisando, assim que estiver pronto para “aguentar” a revelação, sem ser impedido pelas resistências (que deverão ser distraídas e assim reduzidas ou anuladas), possa acessar, ele mesmo, seus conteúdos inconscientes, atribuindo-lhes um (novo) significado.

    Ou seja, a práxis psicanalítica consiste em conhecer o inconsciente do analisando, preparar o mesmo para a revelação, e quando estiver pronto, deixar que ele possa ir ao encontro de seus conteúdos antes recalcados, de maneira a fazer luz sobre o que antes estava encoberto e envolvido pelas trevas e, uma vez feito luz, caberá ainda ao analisando ressignificar causa e consequências de sua doença neurótica.

    Este conteúdo sobre a práxis da psicanálise foi escrito por Riccardo Migliore (Instagram: @visualidadesanaliticas), Doutor PhD em Letras pela Universidade Federal da Paraíba, pesquisador do grupo Ficções (PPGL/UFPB), Terapeuta Quântico, Practitioner de Programação Neurolinguística, Life Coach, Analista Comportamental e formaNDO em Psicanálise Clínica e Hipnose Clínica. Palestrante profissional pelo Instituto Lyouman, autor e documentarista (www.visualidadesanaliticas.com).

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