pressão estética

Pressão estética, crise e trauma

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Vamos examinar o que é a crise e a pressão estética o no estoque de tempo existencial. Você já deve ter ouvido falar nesta emergente psico patologia do trauma estético como trauma da pressão estética.

Alguns usam o termo crise estética dos dois gêneros. Na conclusão do enfoque vamos responder a indagação proposta: “Afinal, existe a crise, o trauma e a pressão estéticos ?”.

Introdução à pressão estética

Você já ouviu falar o sobre o que seja a estética ou tem uma noção de que estética é a arte da busca pelo belo e bonito versus o feio. Possivelmente, você até sabia o que seja a Estética, subparte da Filosofia que esta voltada para o estudo e reflexão sobre o que seja beleza aos cinco sentidos humanos (ao sensorial) e do fenômeno artístico do belo e da busca da harmonia das formas, cores, do design, dos arranjos, em todos os sentidos, inclusive nas residências e até esculturas.

Também, já deve ter ouvido falar que existe a crise e o trauma estéticos nas pessoas, em forma de uma crise subjetiva singular forte e até nas coisas que ficam obsoletas e se depreciam, dentro de um lapso de tempo chamado de estoque de tempo existencial. Ainda, você também, já deve, possivelmente, ter ouvido falar na emergente psicopatologia do trauma estético como trauma da pressão estética, um fenômeno novo, da pós-modernidade dos tempos líquidos. Alguns usam o termo crise estética dos dois gêneros.

Vamos nesse artigo (pequeno enfoque) examinar o que é o trauma e crise estéticos, como podemos entender o estoque de tempo existencial e seu impacto na crise do bonito e belo que atinge os dois gêneros e se existe como superar esse dilema. Vamos também, tentar entender a correlação com alguns efeitos adversos e laterais da crise e trauma estéticos. E por fim, vamos responder a indagação que existe no universo social e cultural, principalmente feminino: “Afinal, existe a crise, o trauma e a pressão estéticos ?”.

O que é a pressão estética?

Para entendermos o que seja o ‘trauma estético’ temos que examinar o conceito de trauma e quais são suas tipologias. O trauma, no sentido clínico genérico do termo, é uma disruptura física e psicológica que incide sobre uma pessoa, ou grupo de pessoas, ou ainda, comunidades ou sociedades. As pessoas sofrem, sejam traumas físicos, psíquicos ou emocionais.

Exemplificando, temos o case da perda de uma parte do corpo em acidente, em ferragens de veículos, que é um trauma físico com suas repercussões, uma lesão física que também vai ter um efeito psicoemocional. Este tipo de trauma, possuirá um leque de possibilidades, traumas gerados por instrumentos penetrantes, quando existe o rompimento e laceração da pele, músculos, ossos, nervos e artérias, como perfurações por armas de fogo ou armas brancas, possuindo ou não fraturas expostas, contusões com perfuração da pele, pancadas ou escorregões e situações combinadas por vários motivos, sendo o mais comum acidentes de trânsito, atropelamentos e acidentes fortuitos ou de força maior (desabamentos, chuvas, tremores, furacões, enfim).

Este tipo de trauma, o físico, pode ter ou não sangue ou quebra de ossos, rompimentos de órgão. Vai depender das circunstâncias. Já o trauma emocional ou psicológico se instala devido a sequelas deixadas pelos traumas físicos e estéticos e atinge a parte moral.

Um trauma emocional

O trauma estético é uma forma de trauma emocional que atinge a pessoa na sua subjetividade e singularidade, na sua autoestima, quando percebe que ficou feia diante dos padrões sociais que vivencia, nos quais esta inserida por algum motivo, podendo ser o acidente.

A pessoa se olha no espelho e conclui que esta feia perante terceiros e que precisa fazer alguma coisa se tiver condições e recursos. Ou, então terá que suportar o insuportável e conviver um dia de cada vez com o seu trauma. O trauma estético também, poderá advir do estoque de tempo existencial e dos padrões sociais.

O estoque de tempo existencial

Entende-se por estoque de tempo existencial o tempo que esta ‘encapsulado’ ou comprimido no prazo de vida da pessoa, entre os dois marcos, o marco inicial, o minuto, hora ou dia zero do nascimento ao marco da finitude, que é o óbito, natural ou desencadeado (´doença, suicídio) de forma singular. Alguns estudiosos de Cronologia chamam de ‘envelope de tempo’, que vai do nascimento ao óbito da pessoa geralmente metrificado (medido) por anos de vida, mas, que pode ser convertido em horas, minutos e segundos.

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A este sistema de medida alguns chamam de ‘parametrização da existência individual’. Pinçando um exemplo, uma pessoa que vive 90 anos, se vertido em dias, estaria vivendo 32.850 dias. Ou ainda, em horas, estariam perfazendo 788 mil e 400 horas, ou ainda em minutos, 47 milhões e 304 mil minutos. O jargão popular e do senso comum, chamam de ‘prazo de validade’. Porém, o estoque de tempo é esse lapso entre o nascimento até a data do óbito que tem sido considerado imprevisível.

Com exceção de processos de ideação de suicídios, ninguém tem bola de cristal e não sabe quando vai falecer. Até mesmo nas estimativas médicas, diante de quadros de patologias graves como as oncológicas, o tempo estimado nunca é exato e pode sofrer oscilações. O trauma estético que ocorre pela transcurso do estoque de tempo existencial ´tem sido considerado também como crise estética. Muitas pessoas notadamente mulheres sofrem várias crises estéticas no decurso de suas vidas porque é natural o processo de envelhecimento pelo estoque de tempo.

A crise estética dos dois gêneros

A crise estética não ocorre de forma mais forte somente no lado feminino, por decurso de tempo ou estoque de tempo, pois ela também atinge o masculino, por isso é nominada de crise estética dos dois gêneros. Porém, as mulheres são mais afetadas pelo trauma da crise estética pelo estoque de tempo, que é o processo de envelhecimento. Surgem rugas, culotes, o odiado pé de galinha, pálpebras, papada, as gorduras localizadas, a celulite, a flacidez, mamas caídas, culotes, nádegas, enfim.

Os homens são afetados pela calvice, abdômen, rugas fortes nas testas, flacidez muscular além das demais situações. Ambos os gêneros são atingidos por vários efeitos adversos chamados de laterais. O cabelo branco (canice) é um fenômeno de ambos os sexos, pois o bulbo capilar começa a perder capacidade de produzir melanina a partir de uma certa idade, geralmente aos 35 anos. È um fenômeno que atinge ambos os gêneros.

Esses fenômenos vão ser responsáveis ou os possíveis gatilhos que vão deflagrar o trauma estético. Portanto, o trauma estético é um fenômeno dos dois sexos. Os perigos dos efeitos adversos e laterais conforme alguns do amplo leque supra expostos, é que poderão acionar o gatilho do mecanismo da pressão estética e se transformar num grave trauma estético além de gerar a pressão estética.

A pressão estética

A pressão estética é um fenômeno psicossocial que vai compelir ou impulsionar a pessoa (podendo como já referido, ser grupos, comunidades ou sociedades) como no caso de guerras destrutivas dos equipamentos sociais, ou de casos fortuitos como terremotos, tremores, tempestades, vulcões, furações, numa tentativa de rearmonização, ou seja, uma busca na tentativa de modificar a estrutura que poderia ter sido harmônica ou que não era harmônica ou, que foi harmônica, aos ditames da estética do padrão social cultural.

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    Para tanto, a pessoa ou grupos ou comunidade vão buscar laborar em cima de novos conceitos. Tratando-se de pessoas, ambos os sexos, seria a busca de clínicas, implantes de silicones, cirurgias plásticas do nariz, seios, retirada de gorduras localizadas, programas de nutrição, academias de ginásticas, consumo de produtos de beleza e estética, como perucas, implantes de silicone, remédios, ou até o explante que é a retirada de implantes.

    Aliás, estudiosos do tema argumentam que os ‘explantes’ vem crescendo muito em vários países, como EUA e Brasil. Existe uma corrida por um modelo padrão de beleza em face justamente da pressão estética que movimento uma grande indústria mundial. A pressão estética tem gerado vários efeitos laterais em ambos os sexos e se constitui numa categoria que deflui da crise e do trauma estéticos.

    Efeitos laterais da pressão estética

    A pressão estética que poderá redundar no trauma estético e tem sido produto da crise estética geralmente deflagra um conjunto de sintomas, que vai desde angústias, ansiedades, fobias, crises de ataques de pânicos, cansaço crônico (fadigas) e estresses, alteração da visão, zumbido em ouvidos são relatados, crises gastrointestinais, perda de cabelo, depressão, crises de choro diante do espelho, episódios de raivas e processos de ódios, catarse com quebra de utensílios; as mulheres sofrem mais, porque ficam com a autoestima muito baixa, ativam diálogos pessimistas e seguidamente reclamam que estão ficando feias.

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    O que é muito agravado pelo estoque de tempo, ou como chamam, de prazo de validade. É lugar comum quando existem processos de conflitos usarem expressões do tipo, ‘você esta muito gorda’, ou ‘esta ficando pelancuda e feia com teus 50 anos’,’ olha teu cabelo branco’; são processos de crise aguda e às vezes ficam crônicos.

    As mulheres tem sido mais francas e abertas em admitir que estão ficando velhas e feias, o que choca o lado masculino que gosta de tentar, ou ocultar, ou ignorar. Alguns buscam jogos e alcoolismo para esquecer do trauma da crise estéticos.

    Uma saída

    Passam a entrar no lúdico jocoso com expressão do tipo, ‘esta ficando brocha’, tem que usar o azulzinho’, ’não consegue mais as novinhas’. As mulheres sofrem mais com expressões do tipo, ‘estas velhinha’, ‘quem vai querer uma bruxa pelancuda’, entre outras expressões que baixam a estima.

    São insultos mútuos em processos de contendas geralmente em separações dolorosas após 60 anos. Quando se aposentam, expressões do tipo, ‘vai vestir breve o pijama de madeira o coitadinho’. Ou apelidos como ‘esta um caquinho’ ou ‘meu caquinho’. Os efeitos laterais são inúmeros. Muitos se questionam: é possível superar isso ?!E buscam uma saída.

    Superar o trauma estético?

    Muitos analistas com um desempenho ótimo e de excelência se deparam com essa questão para ser equacionada, como ajudar uma pessoa a superar o trauma da sua crise estética. São dois momentos distintos. O primeiro momento é o da crise estética face decurso de tempo ou estoque de tempo, como já referido que alguns estudiosos e pesquisadores no senso comum chamam de ‘superação do prazo de validade vencendo ou vencido’ para pessoas acima de uma faixa etária e usam um pré-juízo: ‘a vida começa as 40!’.

    O segundo momento é quando se instala o trauma estético. Esse trauma vai gerar uma pressão estética. Esta pressão é que vai ser um gatilho e a pessoa vai se direcionar, seja para recepcionar os sintomas e reagir ou vai ficar passiva ou inativa. Alguns vão para a esfera da negação ou buscar uma sublimação.

    Outros vão recalcar e jogar no esquecimento ocupando-se de algo que faça esquecer. Muitas vezes opta por uma nova filosofia de vida, como o ‘capie diem’ (curta o dia). Um caminho ofertado tem sido escolher entre cinco opções, priorizando ser proativo e ativo, não deixar se levar por processos que gerem apenas a reação e evitar a passividade e/ou inatividade.

    5 caminhos

    São cinco caminhos vislumbrados: o proativo, o ativo, o reativo, o passivo e o inativo. As melhores opções seriam a atitude proativa, ativa e, no máximo reativa. Ficar passivo ou inativo levará a pessoa a ter que suportar os sintomas carregando um peso em suas costas até com ideação e queda forte na autoestima.

    Recomenda-se mudar dieta, a alimentação; praticar exercícios: corridas, caminhadas, natação, ciclismo; ativar o lúdico, como viajar, buscar um círculo etário de intersecção positiva, como jogo de bocha, bilhar, cartas saudáveis, sem vício de apostas, ir festas, frequentar um bom local. O passivo e inativo geralmente optam por se isolar.

    O mais delicado é que o país envelheceu muito e não esta preparado com clubes para recepcionar pessoas em crise e trauma estético. Por fim, vale salientar que a crise e o trauma estético não são apenas de idosos. Ou seja, não é só por estoque de tempo, mas também por padrão social e cultural. Muitos jovens estão em crise e trauma estético e muita pressão estética.

    Conclusão

    Diante do todo exposto vamos responder a questão proposta: “Afinal, existe a crise, o trauma e a pressão estéticos ?” Entendemos diante do todo que foi apresentado, que sim, existe a crise estética e o trauma estético que atingem não só os idosos por estoque de tempo, mas também os jovens por imposição da sociedade pós moderna com o padrão de beleza cultural vigente.

    Porém, o fenômeno é mais antigo, vem desde o mundo antigo a vaidade humana. E essa crise é muito séria e forte, possui um leque de sintomas sérios e precisa de procedimento clínico incisivo. A pressão estética engendrou no mundo todo, uma grande indústria da beleza que busca fazer entregada para os dois gêneros. É uma crise, trauma e pressão para ambos os sexos.

    O tema merece ser estudado e pesquisado em profundidade por atingir outros conceitos correlatos como o do narcisismo e a teoria do espelho. Por fim, resta de forma derradeira expor que a indústria da beleza e da cirurgia plástica esta crescendo de forma exponencial e vai se expandir muito no futuro e é produto exclusivo da pressão estética.

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    Artigo escrito por Edson Fernando Lima de Oliveira, formado em História e Filosofia. PG em Psicanálise. Realizando PG em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacológica, especialização em Filosofia Clínica e estudos de Psicanálise Clinica. Contato via e-mail: [email protected]

    2 thoughts on “Pressão estética, crise e trauma

    1. Muito bom texto! Acredito que o transtorno de ansiedade é o grande causador da crise e trauma estética. Causando assim insegurança nás pessoas em relação aos seus corpos. Já diziam os antigos: “TUDO É VAIDADE “.

    2. Muito bom texto! Acredito que o transtorno de ansiedade é o grande causador da crise e trauma estética. Causando assim insegurança nás pessoas em relação aos seus corpos. Já diziam os antigos: “TUDO VAIDADE “.

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