música e psicanálise

Música e Psicanálise: inconsciente e criação musical

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A MÚSICA necessita da individualidade do Ser Humano (SH), que apresenta, segundo FREUD, fantasias primitivas (“urphantasie”), de sedução e castração, estas duas últimas, conscientes ou inconscientes. Este conteúdo vai analisar a relação entre música e psicanálise, os aspectos conscientes e inconscientes da música.

Há o substrato da REALIDADE onde amarras colocam a CRIATIVIDADE do livre pensar em grades elásticas do conviver.

Duas palavras que são mais que almas da Psicanálise Sistêmica voltada ao SH pois são elas que permitem a (des ou re)construção de um grande maestro, VOCÊ, atuando no musical do FALAR e CANTAR. Dois atos que significam buscar a FELICIDADE, num “Fio de Esperança” ou em “Ruas da Amargura”, filmes povoados por figuras da PSICANÁLISE à procura de uma vida melhor ou sobreviver aos desastres.

Realidade e criatividade na música e psicanálise

O AMOR presente terá outros sentimentos subjacentes. Jean-Jacques Rousseau juntou a REALIDADE à CRIATIVIDADE e, no amor, compôs o conceito “a palavra desprovida de melodia só transmite ideias” e arranjamos o “Grand Finale” para “transmitir sentimentos e imagens são necessários o ritmo e os sons”.

O profissional de PSICANÁLISE tem um perfil de maestro, o regente de viver “bem” ou “melhor”.

Com a batuta ele orienta o “cliente” interessado nas atividades proclamadas, (ou seriam tocadas?) em ensaios e apresentações, ouvindo o Ser Humano (SH).

Ouvindo procurando atender o/a

  • a) Público-alvo (perfil pessoal/profissional),
  • b) Empatia com cliente/paciente, dependente, na pandemia, dos relacionamentos com
  • c) Tecnologia (Rede de Novos Contatos) e
  • d) Networking criando parcerias e deixando de lado sua Zona-de-Conforto. A letra e) é observação do PSICANALISTA que conheça.
  • e) C2=Confidencialidade e Confiabilidade, bases do sucesso através da FALA para o tratamento psicanalítico, particular e confidencial.

A música e a reflexão sobre a técnica psicanalítica

A excelência profissional “musical”, depende da capacidade empática, acessibilidade do consultório ou PLATAFORMA DIGITAL, além do trabalho de equipe de apoio (micro ou macro).

O objetivo é que “tudo” esteja pronto para OUVIR e o resultado de um possível “cliente” cooptado pelo estudo e o verbo humanizado do PSICANALISTA, surgem trazendo uma fantasia musical que é criada entre dois SH’s “pacientes”.

De um lado o paciente profissional de saúde se coloca à disposição. No outro lado, alguém aguardando ações e intervenções para ser atendido pois, como cliente poderá se tornar “Paciente” que necessita desde o início de palavras positivas e sábias do PSICANALISTA.

Palavras não de consolo, mas que indiquem que cuidados especiais e amparo, estarão sendo dados ou pelo menos encaminhados, pois o fator tempo, CURTO para Crises, MÉDIO para Problemas ou LONGO para Conflitos (CPC’s) estão sendo detalhadamente analisados para provas, sinais e reconhecimento de necessidades.

Nesta relação entre música e psicanálise, uma das regras que norteiam o CPC, pode ser uma seta voltada para algum ponto importante identificado pelo PSICANALISTA, ponto captado e até cooptado para entender, compreender e estimular o recém-cliente e contínuo paciente.

O inconsciente e a associação livre na música

Nos estudos da PSICANÁLISE ocorrem provas tipo ASSOCIAÇÃO LIVRE apresentada por um “doente”, por ex. um compositor musical trazendo toda uma avidez por mais uma guinada na vida, carregando na sua cabeça tons, sons, batidas, compassos, vibrações, esperando encontrar uma Terapia Cognitiva Comportamental – TCC para expandir a Fantasia Musical. Fantasia sempre presa à espaços limitados ao “aqui e agora” resultando em “PSICOSE”.

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No CONSULTÓRIO um compositor neófito ou profissional poderá se expressar livremente, como se o local fosse uma partitura musical e o PSICANALISTA, o maestro. Numa pandemia o consultório ficou mais longe. O que dizer da FALA, aquela que toma parte da criatividade?

Como perceber a FANTASIA MUSICAL como oportunidade para que as mordaças sejam tiradas e lançadas nas mãos de um PSICANALISTA? Ele estará preparado para os Serviços de Stream (streaming), um símbolo de libertação, não do corpo, mas principalmente do espírito/alma? As respostas possíveis são encontradas a integração com a PSICANÁLISE, e ambos, corpo e alma se tornam matéria prima da FALA e do saber ESCUTAR.

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    Talvez criar aquela cuidadosa prática que estudamos na TEORIA de um curso de PSICANÁLISE e praticamos em GRUPOS de ESTUDO? Adversidade nas falas até o brutal e selvagem: “E daí?”.

    Música e psicanálise na clínica

    Um PSICANALISTA encontra aí, não apenas um gancho para prestar serviços humanitários, mas inúmeras oportunidades para aprofundar seus ESTUDOS e, reciclando, comparar seus estudos anteriores com a REALIDADE familiar, brasileira ou mundial.

    Daí que encontrar e conviver com um seguro e gnóstico profissional de PSICANÁLISE atuando como conciliador e/ou mediador (ou até árbitro na regra CO-ME-AR) entre os dois extremos, vida e morte, é colocar a dúvida, que alimenta o conflito, o problema e a crise (CPC, na linguagem empresarial), numa balança que procura encontrar e colocar o fiel no ZERO, para que o cliente compositor, talvez impaciente no unir a sua vida prática com a teoria desejada se tornar um impaciente.

    Um compositor impaciente, mas prático, pode se tornar um paciente, quando em particular conta as mesmas coisas, abertas pela FALA, sem tempo limitado e aplausos esperados, tendo apenas um ouvinte, o PSICANALISTA aguardando vários finais para conduzir ou até, em casos frágeis, ser conduzido.

    Música, psicose e neurose

    Um ex. prático está na música Hip Hop que, sob o nome “PSICOSE”, em “singles” tira das letras todo o potencial, pois procura, um momento revelador de “Uma história de luta e quedas e levantadas.” É o compositor Gustavo da Hungria que FALA e CANTA a sua vida.

    Supondo um PSICANALISTA fã e ouvinte de Gus, num determinado momento da linha do empirismo, perceba que as FALAS surgem da FANTASIA MUSICAL, onde as ideias intuitivas explodem nas notas “arrancadas” das cordas do violão.

    Talvez FREUD explique a relação dos sons com os cinco sentidos do corpo e das FALAS onde as experiências obtidas se tornam visíveis na vivência do triângulo edipiano (filho reprimido, pai vencedor e mãe constrangida).

    Felicidade, fantasia musical e Freud

    Sem dúvida um seguidor de FREUD irá chegar até o sujeito, que cercado por carências, originam fortes cadências musicais lembrando o “status quo” familiar, os desejos, medos, alegrias e tantos outros atos de sobrevivência que subvertendo a ordem, encontram na FANTASIA MUSICAL, motivo de FELICIDADE.

    O PSICANALISTA solidifica estas certezas ao mesmo tempo que abre as cortinas do grande palco chamado vida. É a poesia da composição onde a letra é o som da vida. Ficar ou escapar desta situação será a criação/recriação da FANTASIA MUSICAL, que poderíamos chamar de FUNDO MUSICAL, como o de Disney apresentando a “Sagração da Primavera” de Stravinsky?

    Ou na escolha entre Deus e o Criacionismo? A dúvida persiste porque ela é REAL e portanto, permite que o RAP(Rhythm And Poetry – Ritmo E Poesia) cresça nesta REALIDADE, numa reação à tradição BLACK, colocando-se como paralela à outras linguagens artísticas (artes plásticas, grafite, dança, DJ, etc.) pilares da cultura Hip Hop das periferias conquistando os centros chamados econômicos e elitistas.

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    O CANTAR do jovem HUNGRIA encontra a sublimação na sua música de nome PSICOSE. Nela percebemos os CPC’s, ou seja os CONFLITOS, PROBLEMAS e CRISES do e no viver. Para Freud, sublimação transforma uma pulsão em algo socialmente aceito.

    A música “Psicose”, trabalha à serviço da vida dizendo “Nem preciso explicar… essa noite eu passei da conta; A Deus eu faço um pedido, escuta essa oração, Dê sabedoria pros perdido no mundão.” O PSICANALISTA orienta na busca da transformação da nossa libido (pulsão sexual ou de vida) em algo “produtivo”, convertendo uma energia individual para a societal. Letras musicais podem ter mensagens que induzem à mudanças no modo de pensar e até de viver de ouvintes. O CPC de Hungria pode ser a psicose da mãe, desconectada da realidade quando canta: “Minha mãe pesando a mente é mó neurose, nem me deu TCHAU”.

    Este conteúdo sobre sobre MÚSICA e PSICANÁLISE (desenvolve a FANTASIA MUSICAL) e sua relação com a PSICANÁLISE é de autoria do violinista Prof. Dr.Ph.D Independente TIBOR SIMCSIK ([email protected] ou [email protected]) atuando por sistema remoto em plataformas digitais na PSICANÁLISE SISTÊMICA integrada com CONSTELAÇÕES FAMILIARES.

     

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