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Biografia de Freud: vida, trajetória e contribuições

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Vamos visitar a biografia de Freud, partindo de seu nascimento, sua infância, seus anos de formação, a primeira fase médica de sua carreiras e as grandes contribuições para a Psicanálise.

O nascimento de Freud

Sigmund Freud, conhecido como o pai da psicanálise, nasceu em Freiberg, na Morávia, no Império Austríaco, (atualmente, conhecida como Příbor, pertencente à República Checa) no dia 6 de maio de 1856. Seu nome de nascimento era “Sigismund” Freud, nome esse modificado em 1878 para “Sigmund” Schlomo Freud.

Freud, nasceu em uma família de judeus hassídicos e era filho de Jacob Freud, e de Amalie Nathanson, pequenos comerciantes de lã. A família se mudou para Leipzig em 1859 e depois para Viena, em 1860, quando Sigmund Freud estava com apenas 1 ano de idade.

Eles buscavam melhorar sua situação econômica e também um local onde a família pudesse viver em meio a uma melhor aceitação social. Seus meio-irmãos mudaram-se à época para Manchester e outros cinco irmãos nasceram após a mudança, tornando Freud o primogênito de sete irmãos.

Os anos de formação de Freud

Com uma inteligência brilhante, excelente aluno desde a infância, Freud ingressou no curso de medicina da Universidade de Viena, ainda aos 17 anos. No período de 1876 a 1882, trabalhou no laboratório de fisiologia com o especialista Ernst Brücke, no qual deu ênfase a pesquisas sobre a histologia do sistema nervoso, estudando tanto as estruturas do cérebro, como também suas funções.

Sigmund Freud já demonstrava, desde então, um grande interesse pelo estudo das enfermidades mentais e pelos respectivos tratamentos, que acabou por se especializar em neurologia. Enquanto trabalhou no laboratório, Freud envolveu-se com os médicos Ernst von Fleischl-Marxow, que o impactou no estudo da cocaína e, com Josef Breuer, que o influenciou na formação da psicanálise.

O casamento de Freud

Em junho de 1882, a judia ortodoxa Martha Bernays e Freud ficaram noivos, casando-se 4 anos mais tarde, em Hamburgo. Ao ficar noivo, o médico verificou que o baixo salário e as poucas perspectivas de carreira em pesquisa, seriam um problema para o futuro casamento.

Logo, as dificuldades financeiras acabaram levando-o a trabalhar no Hospital Geral de Viena, o que o fez abandonar o laboratório. Ao ingressar no hospital, Freud iniciou sua carreira no hospital como assistente clínico, até chegar ao prestigiado cargo de conferencista em julho de 1884.

A fase da neurologia

Na verdade, pouco se sabe sobre as pesquisas desenvolvidas por Freud até 1894, porque ele mesmo, por duas ocasiões, destruiu seus escritos: em 1885 e, mais uma vez, em 1894.

Em 1885, Freud finalizou o mestrado em neuropatologia e decidiu viajar para a França, ao receber uma bolsa de estudos, para trabalhar no hospital psiquiátrico Saltpêtrière, com o famoso psiquiatra Jean-Martin Charcot, que tratava de paralisias histéricas utilizando a hipnose.

A técnica utilizada por Charcot impressionou Freud, pois havia uma real melhora dos pacientes. Logo, ao observar o método, Freud concluiu que a causa da histeria não era orgânica, e sim, psicológica. Assim, o médico acabou aperfeiçoando esse conceito, inclusive, criando posteriormente o conceito do inconsciente e passou a aplicar a hipnose não apenas em pessoas histéricas.

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Freud e o começo da Psicanálise

De volta à Viena, utilizando os conhecimentos adquiridos de Charcot, Freud passou a atender, na maior parte, mulheres judias “neuróticas”. A partir de 1905, por meio dos estudos de casos clínicos com Breuer, foram publicados os primeiros artigos sobre a psicanálise.

O primeiro deles foi o texto “Estudos sobre a Histeria” (1895), que marcou o início de suas investigações psicanalíticas.

O primeiro e famoso caso tratou-se da paciente identificado como caso Anna O., em que sintomas clássicos de histeria foram tratados por meio da do método de “cura catártica”. Esse método consistia na realização de associações livres com cada sintoma, pelo próprio paciente, fazendo desaparecer totalmente os sintomas.

Freud também acreditava que as memórias reprimidas, geradoras da histeria, possuíam origem sexual. E, esse último ponto, no qual discordavam Freud e Breuer acabou separando os dois, que seguiram em linhas de estudos distintas.

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    Os anos de autoanálise de Freud

    Em seus estudos iniciais, Sigmund Freud não foi levado a sério pela comunidade médica. Em em outubro de 1896, o pai de Freud faleceu.

    Sobre a biografia de Freud, é importante observar o relacionamento difícil existente entre Freud e seu pai, que o chamava de fraco e de covarde, o pai da psicanálise iniciou um período de autoanálise de seus próprios sonhos, das memórias da infância e, as origens de suas próprias neuroses.

    Estava assim criada a teoria sobre a origem da neurose em todos os pacientes, partindo do “complexo de Édipo”. Teoria essa que foi a base da obra A Interpretação dos Sonhos, publicada no início do século XX.

    É importante ressaltar que fatos como a morte do amigo Ernst von Fleischl-Marxow por overdose de cocaína, utilizada à como droga para tratamento de depressão e os casos de cura pelo método de Breuer levaram o estudioso da psicanálise ao abandono do uso da cocaína com fim terapêutico e das técnicas de hipnose.

    O neurologista passou a utilizar a interpretação de sonhos e a livre associação como instrumento de penetração no inconsciente e a partir de então, o termo “psicanálise” passou a ser utilizado para denominar a investigação de processos inconscientes.

    As teorias no contexto da biografia de Freud

    Em suas teorias, Freud subdividiu a consciência humana nos níveis consciente, pré-consciente e inconsciente. E, ainda, os níveis de consciência foram distribuídos entre o Id, o Ego e o Superego, as entidades formadoras da mente humana.

    De acordo com os estudos por ele realizados, a mente humana possui vontades primitivas escondidas sob a consciência, passíveis de se manifestar por meio de sonhos ou mesmo de lapsos ou de atos falhos. Inicialmente, os livros A Interpretação dos Sonhos e A psicopatologia da vida cotidiana não tiveram muita aceitação.

    Contudo, médicos de vários lugares , como Carl Jung, Sandor Ferenczi, Karl Abraham e Ernest Jones, engajaram-se no movimento psicanalítico, popularizando-o no meio acadêmico e até mesmo entre leigos (entre educadores e teólogos), o que contribuiu para o avanço da análise entre os não-médicos.

    A biografia de Freud: o período de reconhecimento

    Contudo, o processo foi gradativo, passando pelo primeiro Congresso Internacional de Psicanálise, ocorrido em 1908, até que em 1909, Freud foi convidado a dar conferências nos Estados Unidos, o que demonstrou a aceitação efetiva de suas teorias pelo meio acadêmico.

    Em março de 1910, no segundo Congresso Internacional de Psicanálise, ocorrido em Nuremberg, foi fundada a Associação Internacional de Psicanálise, com o fim de ampliar estudos e divulgar as técnicas da psicanálise.

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    Com o advento do nazismo, as perseguições aos judeus afetaram diretamente Freud e sua família: 4 de suas irmãs acabaram mortas em campos de concentração. Freud permaneceu em Viena até 1938, quando, a Áustria foi tomada pelos nazistas.

    Após ter os bens confiscados e sua biblioteca destruída, o médico partiu para a Inglaterra, onde se manteve refugiado, juntamente com parte da família.

    A morte de Freud

    Um ano depois de ir para a Inglaterra, Freud acabou morrendo de câncer na mandíbula, aos 83 anos de idade, depois de ter realizado mais de 30 cirurgias para retirada de tumores, inclusive no palato, cirurgias essas que se iniciaram em 1923.

    Com relação a sua morte, há dúvidas se ela foi acelerada por uma dose excessiva de morfina acidental ou se tratou efetivamente de suicídio assistido, em razão do alto grau de sofrimento causado pelo câncer em estado avançado. O corpo do pai da psicanálise foi sepultado em 23 de setembro de 1939 no crematório de Golders Green, em Londres, na Inglaterra.

    As obras e técnicas desenvolvidas por Sigmund Freud foram revolucionárias para a Viena do século XIX, e temas de discussões até hoje. A psicologia atual ainda sofre a influência freudiana e continua a desenvolver novos estudos e práticas clínicas, com novos estudiosos da psicanálise, que apesar de criarem novas teorias, seguem utilizando como base os pressupostos intrínsecos de Freud, tais como os conceitos de inconsciente e de transferência.

    Este conteúdo sobre a biografia de Freud foi escrito para o blog do curso de formação Psicanálise Clínica por Ellyane Amigo ([email protected]), advogada, jornalista, psicanalista e terapeuta holística, com ênfase em tratamento da fibromialgia.

     

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