origem da homossexualidade

Origem da Homossexualidade segundo a Psicanálise

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Durante muitos anos, várias correntes de pesquisas foram realizadas à luz da Psiquiatria e da Psicologia; da Psicossociologia ou Sociologia Social, da Antropologia e até pela Teologia e Filosofia sobre temas emergentes, da possível cura ou remissão da homossexualidade. As divergências são notórias. Não buscavam a origem da homossexualidade.

A Psicanalise também tentou dar sua contribuição numa interface sob a ótica da percepção Inter e multidisciplinar depois de seu surgimento e sistematização. Porém, antes da Psicanálise, a Psiquiatria argumentava ser uma doença mental e merecedora de um CID (Código Internacional de Doença) e constar no DSM da OMS, manual da Organização Mundial da Saúde e a Psicologia argumentava que era desvio de conduta, um comportamento antissocial e habitual, conduta depravada de forma singular, mas que ganhava pauta social libertária; e as demais ciências não tinham ainda uma explicação até surgir a Psicanálise.

Nota dos editores: a concepção atual não entende a homossexualidade como opção, nem como escolha, nem como doença. A homossexualidade é, na verdade, uma orientação sexual, um termo mais amplo que abarca fatores biológicos e sociais que determinam tal orientação.

Da mesma forma, atualmente o termo homossexualismo também é refutado por especialistas e movimentos de diversidade sexual, pois o sufixo “-ismo” pode sugerir uma ideia de doença ou de costume, que não se alinha com a ideia mais correta de orientação, explicada anteriormente.

Por decorrência, a ideia de “cura gay” deve ser refutada pelo olhar da ciência e dos direitos civis. Afinal, não sendo a homossexualidade considerada uma doença, não haveria o que ser curado.

Por fim, é importante ressaltar que a ofensa física, verbal ou psicológica a outra pessoa em razão da sua orientação sexual é condenável, pelas leis brasileiras. Aliás, se nossos hábitos e pensamentos fossem baseados nos princípios da empatia e da não-violência, sequer precisaríamos de leis neste sentido, afinal simplesmente entenderíamos a orientação sexual como um fator inerente a cada indivíduo e que não deveria incomodar pessoas com outras orientações.

Convém ressaltar que Freud nasceu há mais de um século. Então, não devemos julgar com os olhos de hoje, em que houve tanto avanço da sociologia, dos movimentos sociais, da biologia, da psicologia e da psicanálise. Mesmo assim, na carta referida resposta à carta da mãe de um jovem homossexual (clique aqui para ver nosso artigo a respeito), percebe-se no posicionamento de Freud (ao responder àquela mãe) um pensamento muito avançado para sua época e que, certamente, inspiraria concepções mais atuais a respeito do tema. 

Alguns artigos deste blog que debatem o tema:

Sigmund Freud e a origem da homossexualidade

Sigmund Freud (1856-1939) foi quem expôs uma nova uma teoria e um método de análise psicoterápico sobre o AP,(Aparelho Psíquico) e tentou decifrar o fenômeno. Inclusive ele escreveu para uma genitora (mãe de um homossexual) a famosa carta de 19 de abril de 1935, que consta de seu legado.

Na carta ele responde a uma mãe angustiada e aflita que desejava a cura do filho já adulto e homossexual. Ela escreveu ao Freud pedindo ajuda para curar definitivamente seu filho já que tudo que tinha tentado falhou. Na carta, Freud fez uma brilhante e sucinta exposição.

Ele conseguiu, em tese, decifrar o fenômeno que é universal e histórico e que ele sabia, era conhecimento implícito, entretanto, alguns acreditam pela idade do adulto, ele se limitou a confortar a genitora. Porém, pelas mãos de Freud o fenômeno deixa de ser uma doença mental embora ainda seja estigmatizado como uma perversão.

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A origem da homossexualidade e o preconceito

O preconceito sobre o coito diverso da conjunção carnal em indivíduos do mesmo sexo era até criminalizado em alguns países. Ainda existem países que punem até com a morte como o case do Irã, que enforca o chamado ‘sodomita’ em praça pública, em plena vigência da já pós-modernidade dos tempos líquidos e do paradigma da complexidade que colocou em xeque o paradigma cartesiano.

Muitas sociedades, inclusive se dizente pró democracias liberais por votos populares, ainda fazem a persecução penal e civil dos homossexuais em serviços públicos como militares, administrativos e expulsão das corporações. A ‘Xaria’, vem do árabe, que significa, legislação, grafado como ‘shariah’ ou ‘sharia’, que é em síntese o direito islâmico, dos tribunais islâmicos, possui leis rígidas onde pessoas homossexuais são consideradas depravadas.

Mulheres que se lambem ou homens que fazem sexo oral e penetração pênis-anus ou se masturbam em casas de massagens ocultas ou andam pelas ruas e galerias, são presos e execrados e punidos. Porém, alguns estudos contribuíram para tentar marcar achar o ponto chave ou causal do fenômeno ou seja, qual a gênese ou ponto zero, onde começa a homossexualidade, ou seja, sua real origem e como poderiam reagir as sociedade e governos que ignoram como se desenvolveu tal sofrimento psíquico.

Vertentes sobre a origem da homossexualidade

Alguns teólogos se questionavam, ‘se Deus criou o homem e a mulher e o ato natural, e se a criação não foi premeditada e buscavam saber se ‘Yahwed’ como chamam Deus, não tinha já uma visão de que os humanos criariam tal perversão?! Psicólogos optaram pela linha do prazer, que seria a estimulação do ânus ou o uso da língua com a fricção nas mucosas geraria uma sensação e levaria a prática pela estimulação.

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    Modernamente, alguns analistas apontam que pela ótica das ciência biológicas e humanas e argumentam bem que o exame de próstata pode levar a adesão de prática anal. Não havia uma concepção sobre a energia psíquica.

    A Psicanálise decifrou o mecanismo origem da homossexualidade

    O fato é que a Psicanálise conseguiu decifrar o mecanismo da homossexualidade e foi aceito por alguns estudiosos e refutado ainda por outros e subsiste as divergências nas meta análises. O tema não é pacífico. Os costumes e os regimes de governos tendem a ir tolerando e aceitando os casamentos de mesmo sexo, a chamada visão pós-moderna social libertária da disrupção.

    O movimento social libertário de fato evoluiu muito e conseguiu realizar com sua agenda política um feixe de legislação mundial favorável a passeatas e eventos, debates públicos que foram parar como propostas robustas nos Parlamentos. Alguns países além do casamento gay já permite adoção de crianças pelos casais homo afetivos mesmo sendo uniões meramente estáveis.

    Constituições de várias Estados nacionais pelo mundo recepcionaram teses sociais libertárias. E o grande avanço foi retirarem na OMS do CID, ou seja, libertaram o fenômeno como algo não mais patológico mental e legislações excluíram de seus diplomas legais deixando o praticante de ser criminoso. Porém, a pergunta que nunca quis calar mundialmente: como se origina a homossexualidade?!

    Origem da homossexualidade e o desenvolvimento psicossexual

    Freud conseguiu decifrar quando apresentou a sua teoria sobre as fases do desenvolvimento psicossexual. A teoria do desenvolvimento psicossexual (1905) foi a responsável direta por grandes mudanças globais, mas, frise-se bem que em nações mais democráticas ou semidemocráticas com ou sem constituição federal, como Israel, por exemplo, ganhou alta tolerância em países que tem foco teológico muito forte.

    A teoria foi apresentada por Freud trabalhando inicialmente os conceitos de libido e pulsão. Freud salienta que temos as fases oral, anal, fálica, fase de latência, genital e uma energia pulsional, a ‘catexis’. Quando a energia se fixa numa fase e não flui até ser resolvida no complexo de Édipo ou Electra, a pessoa vai herdar o perfil daquela fase.

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    É a teoria da fixação da catexis ou energia pulsional numa fase. O jovem que gosta de chupar um pênis ou lamber uma vagina, em se tratando de meninas, a catexis ou energia se fixou na fase oral.

    O estímulo e a origem da homossexualidade

    Tudo é estimulado na área da boca, ou seja, o que coloca na boca, tida como zona erógena, e que lhes causam grande prazer sensorial. A energia não fluiu e se fixou naquela fase. A boca passa a ser um centro de estimulação e percepção sensorial de prazer associados a outras características.

    Destacam que meninas lésbicas são em princípio, medrosas, tem sensação de desamparo, baixa tolerância e graus variados de frustrações, que são as características da criança na fase oral. O mesmo ocorre em meninos que não gostam de pratica penetração anal e somente atos de chupar, lamber e cheirar pênis.

    O mesmo ocorre com meninos cuja energia pulsional ou catexis se fixa na fase anal. Serão jovens ambivalentes, do ódio e amor, extremante competitivos, com desejo de controle e manipulação, com acumulação de posses, portadores de neuroses obsessivas compulsivas. A catéxis não fluiu e se fixou naquela fase, como ponto de fixação pulsional e ficou travada naquele ponto.

    O histórico da homossexualidade

    O jovem vai envelhecer sempre lutando contra essa energia fixada na fase onde ela esta travada herdando as características daquela fase. Pesquisas feitas por observadores do fenômeno, como no Canadá onde tinham como laboratórios galerias, praças noturnas e certas ruas para onde confluíam homossexuais confirmaram a teria da fixação de Freud.

    No Brasil, não era diferente. O falecido cantor Agnaldo Timóteo (1936-2021) na música ‘A Galeria do Amor’, fez tal composição pelas suas observações da Galeria Alaska, Copacabana, RJ que na década de 1970 era um local para onde confluíam pessoas com seus sofrimentos em busca de outras, no chamado amor diferente. Já lançavam as raízes da visão social libertária que era levada por via das artes como a música chamando a atenção para o tópico do tema emergente. Depois avançaram para o campo das lideranças.

    Já na época em que Freud laborava suas pesquisas, ele falava do charuto como sendo um símbolo fálico, ou seja, um pênis. Falo seria o pênis. Existe o relato de que Adolfo Hitler (1889-1945) foi considerado uma liderança ‘anal’ e que era um homossexual aprisionado por condutas de época, os chamados ‘dentro do armário’, num sofrimento imenso que descarregava em forma de raiva social.

    A crise psicossexual

    O chefe das SA, tropas do partido de Hitler seria mais tarde flagrado dormindo num hotel com um jovem, era um homossexual enrustido e foi executado pelo regime.

    Pesquisas entre travestis revelam homossexuais não motivados por ganhos monetários, mas atormentados pelo sofrimento da crise psicossexual, com a libido estacionada (travada) na fase anal, oral ou fálica além dos mal resolvidos, onde não houve a resolução e seu amadurecimentos na fase do complexo de Édipo ou Eléctra, onde o filho tem fantasias e desejo pela mãe; ou sendo filha, pelo pai, no caso do complexo de Eléctra, onde a filha deseja ser possuída pelo pai e tem sonhos eróticos com ele e se masturba.

    Tudo isso faz parte da resolução que se fluir bem a energia vai ser resolver no complexo. A energia pulsional ou catexis, passando pelas fases e fluindo bem, vai ser se dissipar no complexo de Edipo, se menino, ou no complexo de Eléctra, se menina. Ou seja, vai se dissipar quando o superego informa o ego que é impossível se consolidar o incesto. E a pessoa passa essa fase e esta madura para entrar na fase genital e seguir sua vida normal, casar, ter filhos, família. Será dita uma ‘pessoa resolvida’.

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    A origem da homossexualidade e a cura gay

    Com o advento da Psicanálise é que foi possível levantar as causas do homossexualidade que são acima expostas. O desafio passou a ser como tentar a resolução do fenômeno, chamado por alguns de ‘cura gay’.

    Pastores evangélicos argumentam que podem curar com orações e sessões de descarrego e que o ato é diabólico, cujo autor foi o anjo decaído Satã. Eis um braço da Teologia numa tentativa de interface pela visão multi disciplinar que oferece curas, mas no viés meramente esgrimindo com o campo metafísico.

    Entretanto, já esta decifrado por Freud que o fenômeno é ligado a libido e o papel da catéxis onde tal causa é decisivo, a causa mater que é a fixação da energia numa fase que não fluiu e a pessoa vai herdar as característica daquela fase.

    Um estado existencial

    Destravar e fazer fluir a energia são o desafio do terapeuta psicanalítico quando confrontado com tal situação. Como destravar a energia e levar a pessoa a se resolver tem sido objeto de estudos mais aprofundados como a única remissão possível de tal estado existencial.

    Evidente que quanto mais rápido a pessoa procurar o terapeuta vai ser mais fácil uma superação rumo a remissão da condição. Psiquiatria não tem a chave de solução, nem mediante cirurgia e psicofármacos conseguiu resultados. Acreditavam que a lobotomia resolveria.

    A Psicologia tentou através de atos de correção de mecanismos de defesa solucionar e não conseguiu porque até 1939 careciam dos conhecimentos freudianos. E Freud iria falecer em 1939, no começo da segunda grande guerra mundial. Freud era perseguido pela Gestapo e SS como ‘persona non grata’ na Germânia (Alemanha de Hitler) que passou a odiá-lo por ter sido considerado uma liderança puramente anal e com sofrimento homossexual que descarreva na ira.

    A origem da homossexualidade é a energia pulsional?

    Mais tarde seria a vez de Wilson Churchill (1874-1965) ficar com raiva do Freud que dizia que todo aquele que adorava um charuto tinha problemas com a fase fálica. E que os fálicos seriam mal resolvidos no complexo de Édipo/Electra e teriam transtornos de narcisismo usando vários mecanismos de defesa acionados ao caso.

    Alegavam que Churchill seria narcisista e pesou numa eleição, de que além de narcisista, ingeria muito álcool perigoso para liberar o controle do superego sobre o ego e id, e era vaidoso demais.

    Independente de tais concepções, a priori, o fato marcante foi que a Psicanálise de Freud finalmente conseguia decifrar o que causa a homossexualidade que é a energia pulsional que se fixa numa fase e não flui e não culmina da sua resolução natural, aprisionando a pessoa.

    O amadurecimento psicossocial

    O desafio da verdadeira remissão seria entender o processo todo e achar uma solução de destravar a energia e levar a resolução para o amadurecimento psicossocial da pessoa. Fora deste eixo, no prisma da Psicanálise será para muitos estudiosos impossível a tão badalada ‘cura gay’ que não existe.

    O que pode ser feito é o destravamento da fixação da energia psíquica fazendo ela fluir e levar para a resolução. Caso contrário, a pessoa que foi vítima da fixação da energia psíquica numa das fases vai ter que conviver com tal condição para resto da vida.

    Neste sentido a carta de Freud a uma mãe que não adentrou nas explicações dos mecanismos técnicos, mas, confortava ela para aceitar a situação de forma respeitosa. Sem sombras de dúvidas Sigmund Freud (1856-1939) foi quem decifrou todo o fenômeno e deixou um legado histórico ainda incontestável. Um clássico tremendamente atual.

    O presente artigo foi escrito por Edson Fernando Lima Oliveira ([email protected]) formado em História, PG Ciências Políticas; acadêmico de Psicanalise Clinica e Filosofia Clínica, realizando PG em Psicanálise.

     

    6 thoughts on “Origem da Homossexualidade segundo a Psicanálise

    1. Que bizarro… esse artigo deveria ser excluido, ‘homossexua”lismo”, tido como doença, o correto é homossexual. É uma ofensa e tanto!

      1. Diovana, você tem toda razão em sua colocação. Partilhamos do mesmo ponto de vista. Nosso blog é aberto a múltiplos colunistas, mas reservamo-nos no direito de colocar a visão também dos editores. Assim, veja o texto incluso a título de esclarecimento. Ademais, realmente em algumas partes o texto usava a palavra homossexualismo (alterado), mas entendemos que foi uma imprecisão do autor, até porque ele não se posiciona de forma ofensiva à orientação.

        Nota dos editores: a concepção atual não entende a homossexualidade como opção, nem como doença. A homossexualidade é, na verdade, uma orientação sexual, um termo mais amplo que abarca fatores biológicos e sociais que determinam tal orientação.

        Da mesma forma, atualmente o termo homossexualismo também é refutado por especialistas e movimentos de diversidade sexual, pois o sufixo “ismo” pode sugerir uma ideia de doença ou de costume, que não se alinha com a ideia mais correta de orientação, explicada anteriormente.

        Da mesma forma, a ideia de “cura gay” deve ser refutada pelo olhar da ciência e dos direitos civis. Afinal, não sendo a homossexualidade considerada uma doença, não haveria o que ser curado.

        Por fim, é importante ressaltar que a ofensa física, verbal ou psicológica a outra pessoa em razão da sua orientação sexual é condenável pelas leis brasileiras. Aliás, se nossos hábitos e pensamentos fossem baseados nos princípios da empatia e da não-violência, sequer precisaríamos de leis neste sentido, afinal simplesmente entenderíamos a orientação sexual como um fator inerente a cada indivíduo e que não deveria incomodar pessoas com outras orientações.

    2. Caros amigos. Li o enfoque da prezada Diovana sobre o termo que figurou no artigo e creio ser muito importante expor o que segue. O termo é da literatura. O autor apenas colocou no enfoque mas é de literatura. O próprio S. Freud ao escrever sobre a questão mencionava o termo ‘homo’ e este termo foi extraído da Antropologia como segue.
      “Substantivo masculino
      1.
      ANTROPOLOGIA
      design. comum aos primatas antropoides do gên. Homo, como o H. sapiens (o homem, única sp. vivente), o H. habilis e o H. erectus ☞ inicial ger. maiúsc.; ver uso a seguir. E aprofundando as pesquisas, vamos entender porque usaram na modernidade. O termo ‘homo’ vem do grego homós, -ê, -ón, o mesmo, igual, comum e é elemento de composição.
      1. Exprime a noção de igual, semelhante (ex.: homofonia).
      2. Exprime a noção de homossexual (ex.: homoerotismo).

      Nota: É seguido de hífen quando o segundo elemento começa por h ou o.
      Palavras relacionadas: homoerotismo, homofonia, homoerótico, homopaternidade, homomaternidade, homoparentalidade, homopétalo.

      Passando do Grego para o Latim: termo ‘homo |ómò|’
      (palavra latina que significa “homem, ser humano”)
      substantivo masculino
      1. [Antropologia] Gênero de primatas antropoides ao qual pertence a espécie humana. (Com inicial maiúscula.)

      2. Ser humano.

      Homo erectus
      • [Antropologia] Primata antropoide do paleolítico inferior, que tinha uma postura ereta e se deslocava sobre os dois pés.

      Homo faber
      • Conceito do ser humano como ser capaz de fabricar ou criar com ferramentas e inteligência.

      Homo habilis
      • [Antropologia] Primata antropoide do paleolítico inferior.

      Homo sapiens
      • [Antropologia] Primata antropoide do paleolítico inferior, que deu origem ao homem moderno.

      Homo sapiens sapiens
      • [Antropologia] Subdivisão Homo sapiens a que pertence o homem moderno.

      Plural: homines.
      Palavras relacionadas: ecce homo, omnis homo mendax, homo homini lupus, i, homo toties moritur quoties amittit suos, homo sum: humani nihil a me alienum puto, non in solo pane vivit homo.

      “homo”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/homo

      Portanto é um termo usado na literatura de época. Quanto ao termo ‘sexual-ismo’ advém também da literatura de época como segue seu significado:
      sexualismo
      /cs/

      substantivo masculino
      1.
      estado ou condição do que tem órgãos sexuais.
      2.
      preocupação excessiva com o sexo; predominância da sexualidade no modo de ser.
      Definições de Oxford Languages.

      Temos que contextualizar a literatura de época. Naquela época usaram o termo homo + sexual-ismo para se referirem as pessoas homoafetivas. Mas, vejam bem, temos que entender as contextualizações. Não podemos aplicar a visão ideológica em ciência, filosofia, mitologia, metafísica, lógica. O senso comum acha que tem que mudar com a visão atual. Mas é termo de época e tem seu contexto histórico e interpretação. Vale esclarecer que como estamos agora adentrando a pós modernidade dos tempos líquidos e das disrupturas, possivelmente a literatura vá aos poucos revisando muitos termos, como por exemplo ‘pederastia’ que usavam muito em épocas passadas. Porém não vão lá mudar, apagar e colocar o termo atual. Atualmente é um termo não correto, mas usavam na literatura de época. Idem, o termo ‘coito anal’, outro termo que muitos descartam o seu uso atual, contemporâneo, mas se forem nos arquivos das bibliotecas consagradas do mundo todo vão encontrar narrativas de época e até leis e sentenças punindo por ex, fulano de tal por estar na praça praticando coito anal. isso é literatura. Idem filmes de época que retratam situações que hoje em dia são inadmissíveis principalmente no mundo ocidental. No mundo islâmico, oriental, no Irã por ex, a Scharia, ainda usam termos que são, a luz da cultura ocidental em tese e a priori, lastimável. Condenam pessoas a ‘lapidação’ (apedrejamento) e enforcamento por práticas que chamam de bestiais e malditas, condenáveis a luz daquela cultura, mas é algo cultural. Vamos achar também na literatura o termo ‘conjunção carnal diversa’ que significa introdução do pênis no ânus. Na lei brasileira aparece o termo de ato libidinoso diverso da conjunção carnal ou seja, diferente do pênis-vagina. Muitos condenam o termo como sendo inadequado, mas é literatura de pesquisa informa que é o termo usual. Não podemos numa pesquisa pegar a linguagem atual e jogar naquela época, vai desfigurar a pesquisa que lembrando bem, é de época. Era assim. Vale também salientar que foi exposto: “esse artigo deveria ser excluído, ‘homossexua”lismo”, tido como doença, o correto é homossexual,’ Não é a questão de ‘tido como doença’; era considerado doença e constava nos manuais de época vigentes até no DSM e CID antigamente, depois foram suprimindo. Vale frisar que na antiga URSS, hoje Federação Russa,(Cortina de Ferro) até antes de cair o Muro de Berlim, que separava Berlim Ocidental (Bonn) da Oriental, a Psiquiatria soviética internava de forma compulsória pessoas flagradas em atos considerados homossexuais e condenavam por prática de homossexualismo público. Assim como denúncias anônimas de pessoas convivendo e criando crianças sendo do mesmo sexo sob um mesmo teto eram presas e a crianças ‘confiscadas’ digamos assim pelo Estado e iam para reformatórios e os pais eram considerado loucos. Isso é literatura. E nas redes sociais existem vários artigos com enfoque de muitas vertentes e usam o termo porque é da literatura. A grande vitória do movimento social libertário foi excluir de manuais alguns termos atualmente condenáveis mas ‘a partir de’. Não podem mergulhar lá na biblioteca e apagar passando uma borracha. Não funciona assim. EUA vem aceitando o revisionismo social libertário mas sem mudar o que é legado de pesquisa. Tem nações que não aceitam mudar os termos atuais. Então tem que ficar bem claro, o termo é da literatura de análise e época e tem uma contextualização ´meramente histórica. Não são termos dos autores. Os pesquisadores apenas usam os termos de acordo com o contexto de época. E o inverso é também de certa forma uma verdade técnica de literatura. O termo lesbianismo na idade média nem era usado. Se alguém usar o termo safismo vão dizer ah, isso esta errado mas com a visão de hoje. Vejam que o termo tem o seguinte significado: lesbianismo

      substantivo masculino
      atração ou prática homossexual entre mulheres; homossexualidade feminino; safismo. Consta também, nos discionários: Safismo envolvimento afetivo e/ou sexual entre duas mulheres; homossexualidade feminina.
      Etimologia (origem da palavra lesbianismo). Lesbian(o) + ismo.
      Idem a expressão antiga ‘uranismo’. Essa expressão significa Indivíduo do sexo masculino que mantém relações sexuais ou afetivas com outros homens.O safismo e uranismo eram perseguidos, as pessoas eram queimadas em fogueiras vivas. Atualmente muitos concordam que configurar como doença a relação era algo lamentável, mas era o que constava de época. E o ‘ismos’ não tinha como ser suprimido. A História não pode ser ofensiva ao examinar tudo isso. E o revisionismo vem sendo feito. Inquisição por exemplo era algo extremamente condenável nos dias atuais, mas era considera normal para o bispo Torquemada que institui queimar pessoas vivas para sentir a dor do que chamavam ‘pecado da carne, queimar a tentação’ Quem viveu naquela época achava normal e considerava a pessoa possuída pelo demônio ou satan, pessoa obsessiva e pasmem até hoje em certos círculos como espíritas ainda existe algumas concepções dos espíritos obsessores, passes e tal. Psicanálise e espiritismo sempre tiveram uma relação um pouco conturbada mas era e foi necessário além da inter, pluri, a multidisciplinaridade. Depois veio a visão transdisciplinar. E melhorou mais as relações que achavam que eram ofensivas. Mas eram análises de épocas. Isso precisa ficar bem entendido. As pesquisas de literatura fazem ‘extração’ dos conceitos de época para comparar com os dias atuais. Outro tema emergente bem desafiador é chamada ‘cura gay’ que estamos preparando um artigo, tem gerando conflitos com pastores que dizem que curam com orações e descarrego. São vertentes. Todos os psicanalistas sabem que é praticamente impossível essa visão metafísica. Segue esse enfoque para mera consideração de todos os interessados e cremos que esclareceu bem a questão. . .

      1. Bons apontamentos, Edson. Obrigado pela contribuição trazida pelo seu conteúdo. Att., Equipe Psicanálise Clínica

        1. Conhecer as causas dos fenômenos e suas origens estão no cerne da cura de muitas doenças pois se sabe qual deve ser o remédio necessário.

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