sete escolas da psicanálise

Sete Escolas da Psicanálise: de Freud a Bion

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As sete escolas da psicanálise são descritas na obra do psiquiatra e psicanalista brasileiro David Zimerman. O livro recebeu o título de Fundamentos Psicanalíticos e sua primeira edição é de 1999, porém reúne conceitos essenciais e atuais para compreender a psicanálise até hoje.

Atualmente, estudar mais de uma vertente é uma forma de enriquecer o conhecimento e a atuação do psicanalista, ainda que o profissional priorize uma das vertentes. Dito isso, continue a leitura para conhecer melhor as sete escolas da psicanálise da lista de Zimerman!

Seguiremos as sete escolas da psicanálise conforme a proposta do autor David Zimerman. Para isso, Zimerman seguiu seus critérios de relevância e diferenciação. Sabemos que outros estudiosos podem propor diferentes agrupamentos, bem como outras correntes psicanalíticas.

Apenas introduziremos cada escola e seus principais autores. Incluíremos links para outros artigos sobre muitos destes autores, para você aprofundar seus estudos.

As sete escolas da psicanálise

Como o próprio autor destaca em seu livro, a lista não explora 100% as teorias e pesquisas das sete escolas. Por outro lado, seu objetivo não é esse, mas situar estudantes, psicanalistas e demais profissionais sobre as principais referências da área.

Assim, a leitura contribui para uma atuação especializada e fundamentada da psicanálise, aprimorando a interpretação do caso de cada cliente. Portanto, vale dedicar um momento da sua pesquisa para descobrir quais são as setes escolas da psicanálise e entendê-las bem.

Escola Freudiana

A escola freudiana teve Sigmund Freud, Sandor Ferenczi, Wilhelm Reich e Anna Freud como seus principais precursores. Freud é considerado o pai da psicanálise, por isso esta é a primeira escola que de fato aborda o assunto.

Nesta abordagem, o inconsciente é o elemento central dos estudos e visto como o responsável por influenciar as ações humanas. A pulsão de vida e pulsão de morte são alguns dos termos que essa vertente usa para explicar as necessidades que impulsionam as ações.

Desse modo, essas necessidades são como pressões e, segundo Freud, toda ação tem uma pressão, ou seja, uma finalidade ou objeto de motivação. Assim, embora a busca pelo prazer seja um dos seus principais argumentos, sua teoria vai muito além.

Ao agrupar os autores nesta escola, Zimerman está definindo aqueles que seguiram uma psicanálise mais ortodoxa no sentido proposto por Sigmund Freud.

Escola Kleiniana ou Escola das Relações Objetais

Já a escola kleiniana recebe o nome da precursora, Melanie Klein, mas também recebe o nome de Escola das Relações Objetais. Embora Klein tivesse conhecimento sobre a Escola Freudiana, suas teorias possuem importantes diferenças, a ponto de a proposta de Klein ter estofo para configurar uma nova abordagem.

Por isso, esta é a segunda das sete escolas da psicanálise, dessa vez voltando-se para as relações humanas e também para o aprofundamento da psicanálise infantil. Nesta teoria, os estudos fundamentam-se no comportamento do indivíduo desde o nascimento, acompanhando toda a infância e seu desenvolvimento social.

Para Klein, as relações objetais consistem no interesse humano por manter contato e relações interpessoais. Dessa forma, o prazer sexual não é motivação das ações, mas sim um meio para alcançar a real motivação.

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Escola da Psicologia do Ego

Heinz Hartmann, Margareth Mahler e Otto Kernberg são os nomes de referência no tocante à Escola da Psicologia do Ego. Neste caso, o ego desenvolve-se a partir do id conforme a criança começa a entender a diferença do seu corpo-mente em relação ao mundo exterior, sua atenção se volta para o “eu”.

Essa teoria também tem base nos estudos freudianos, considerando a hipótese da mente tripartida em id, ego e superego. Com isso, as funções mentais como afeto, memória, conhecimento e pensamento passarão a ter uma valorização significativa para a psicanálise.

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    Foi nesta escola também em que a psicanálise se aproximou de campos da filosofia, da biologia e educação, por exemplo. Esta aproximação foi indispensável para que as pesquisas e o entendimento sobre o cérebro humano se tornassem precisas e mais sólidas.

    Escola da Psicologia do Self

    Na quarta das sete escolas da psicanálise, Heinz Kohut esclarece conceitos confusos entre a escola do self e do ego. Aqui, introspecção e empatia são os principais instrumentos da psicanálise, seguidos da tese das “falhas dos self-objetos primitivos”.

    Para essa teoria, o psicanalista deve ser inserido como modelo de função psicanalítica para suprimir falhas empáticas parentais. Essa consideração tem em vista que essas falhas impedem a criação de uma identificação do indivíduo com a sua mãe ou seu pai.

    Por sua vez, a falta de identificação com os genitores ou substitutos ocasiona um transtorno do sentimento de identidade. Portanto, a atuação do psicanalista possibilitará essa identificação de modo satisfatório para o indivíduo.

    Escola Francesa

    O forte nome de Jacques Lacan, muito usado pela psicologia e psicanálise, foi o responsável pela chamada escola francesa da psicanálise. Lacan reconhece a importância da linguagem para o ser humano e suas relações estabelecidas em sociedade.

    Dessa maneira, a importância da imagem já não é superior a palavra, visto que seu significado é atribuído pela palavra. Assim, a palavra, por meio da linguagem, é o que determina o sentido interpretado pela mente.

    Então, com essas informações, a teoria compreende que o inconsciente pode ser formado por meio da linguagem parental. Isto é, a maneira como a mãe e o pai se comunicam com a criança forma o seu entendimento inconsciente.

    Escola de Winnicott

    A penúltima das sete escolas da psicanálise foi fundada a partir das ideias de Donald Winnicott. Para ele, a elaboração imaginativa do corpo e suas funções é que moldam a psique, não sendo uma estrutura pré-existente.

    Winnicott concebeu como central o papel da mãe suficiente boa: nem perfeita, nem negligente na criação do bebê. Conceitos como holding, handling e integração de objetos, bem como integração, personalização e realização, são contribuições de Winnicott sobre o desenvolvimento do ser humano desde bebê.

    Escola de Bion

    Completando as sete escolas da psicanálise, Wilfred Bion deu um novo conceito ao fenômeno da identificação projetiva. Para ele, o conceito pode ser realista, quando estrutura a formação da criança, ou excessivo — quando assume caráter patológico.

    Na situação analítica, a identificação projetiva pode acontecer, sem a percepção do cliente, para o psicanalista interpretar aquelas emoções. Logo, essas vivências acumuladas e incompreendidas receberiam, por fim, um sentido e seriam nomeadas.

    Alem disso, a Escola de Bion defende também a mentalidade grupal. Ela diz respeito a ações desenvolvidas por membros de um determinado grupo de pessoas. Entretanto, uma característica relevante é que muitas dessas ações são realizadas inconscientemente.

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    Considerações finais: uma recapitulação das sete escolas da psicanálise

    Como vimos, a obra de Zimerman faz uma recapitulação rica das sete escolas da psicanálise. Além de que, este resumo munido de informações relevantes sobre as teorias e seus autores, lhe possibilita ter um olhar mais dinâmico sobre a psique humana.

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    Este artigo sobre as sete escolas da psicanálise, ou sete correntes ou linhas da psicanálise, foi escrito por Paulo Vieira, gestor de conteúdos do blog Psicanálise Clínica.

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